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| Fotos: Geovana Maria/divulgação |
Um pedaço da Jamaica, no recôncavo baiano. Nesta segunda (11), data em que se celebra o Dia Nacional do Reggae, os holofotes se voltam para uma nova e potente voz que emerge diretamente de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Riane, cantora, compositora e baixista, prepara o terreno para o lançamento de seu EP de estreia, intitulado "Nascente", previsto para chegar às plataformas no dia 29 de maio.
Longe de ser uma estreante na música, a artista graduada pela UFBA já construiu uma trajetória sólida como instrumentista, colaborando com nomes como Rachel Reis, Sued Nunes e lendas do gênero como Edson Gomes e Nengo Vieira. Agora, em carreira solo, Riane utiliza o baixo — seu fiel companheiro — para estruturar uma sonoridade que funde o reggae a elementos do pop e ritmos afro-brasileiros.
Ativismo
Em "Nascente", o reggae de resistência ganha uma nova camada: a da subjetividade. Composto por cinco faixas autorais, o trabalho desloca o foco das críticas sociais externas para explorar o "corpo-político" da mulher negra e periférica. Temas como maternidade, pertencimento, amor e a saudade do Recôncavo são o fio condutor da obra.
O cartão de visitas dessa nova fase é o single "Não Tem Carnaval", que já rendeu à artista o prêmio de Melhor Arranjo, no prestigiado 21º Festival de Música Educadora FM. Na canção, Riane utiliza a metáfora da festa momesca para falar de ausência e memória, acompanhada por um arranjo que destaca sua habilidade técnica e sensibilidade melódica.
Identidade



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