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quinta-feira, 11 de agosto de 2022

Retrô e futurista, S.E.T.I. lança novo single: "Perder É Ganhar"

Faixa comemora 10 anos do projeto

Uma sonoridade nostálgica, que remete os jovens de 40 anos às pistas de dança dos anos 1980, tendo New Order e Depeche Mode como trilha sonora. Embora bebam de muitas fontes dos anos 1980, Roberta Artiolli (voz e synths) e Bruno Romani (guitarra, baixo e programação) – responsáveis pelo S.E.T.I - gostam de pensar que fazem parte de um movimento que traz essas sonoridades para as novas gerações. O duo completa 10 anos de estrada em 2022 e acaba de lançar o single de “Perder É Ganhar”.


Foto: Thiago Queiroz


 

Nos últimos 10, 15 anos, o synthpop teve um revival global e se fundiu com uma série de gêneros musicais; alguns, inclusive, bastante atuais. É no que acredita o guitarrista, baixista e programador Bruno Romani, que ressalta o fato de S.E.T.I. ser “capaz de dialogar com tranquilidade com os tempos atuais”:

“Acho que estivemos sempre na vanguarda disso, aqui no Brasil. Nosso primeiro objetivo é fazer a música que gostamos, mas não estamos nisso pela nostalgia. É uma proposta bem diferente, por exemplo, do que muitas bandas de blues fazem, ao tentar manter uma chama viva e de reprisar de forma rígida uma linguagem musical”.  

Em 2016, o duo participou do disco “O Pulso Ainda Pulsa”, que homenageou e recebeu atenção dos Titãs. Dois anos mais tarde, foi a vez de colaborar com o disco “Das Verdades que Eu Sabia”, que homenageou e ganhou elogios de Guilherme Arantes. Eles já receberam outros convites para participar de tributos, mas só aceitaram aqueles que homenageiam artistas que conversam com o S.E.T.I.de alguma maneira. 


Guilherme Arantes. Foto: Mercado Livre


“Os Titãs têm pouca influência na nossa formação como artistas, mas muita presença na nossa formação como ouvintes. Já o Guilherme Arantes é um mestre. O que ele faz no piano e nos synths, principalmente no trabalho dos anos 80, é emocionante. Além de tudo, é um baita hitmaker. Não tinha como não reverenciar” – destaca Bruno.

 

Acompanhe S.E.T.I.:

Spotify: https://open.spotify.com/artist/6Ol4aM61EuoXXefe6C48z6 

Bandcamp: https://setioficial.bandcamp.com/ 

Facebook: https://facebook.com/setirock 

Instagram: https://www.instagram.com/setioficial/ 

Twitter: https://twitter.com/setioficial  

 


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

The Dormants de volta aos palcos

 
The Dormants em apresentação em Niterói. Foto: Thais Gallart



Quem esteve na Praça Nilo Peçanha, no Ingá, Niterói (RJ), num familiar domingo (5) de fevereiro, passeando em meio a caríssimos ‘fudetruques’, pode conferir que, ao palco, quatro garotos faziam um som exótico a ouvidos que não estão acostumados à sonoridade mod, pré punk e pós punk, misturada à música alternativa da década de 90. Após um longo intervalo de 10 anos, Gabriel Calderon, voz e guitarra; Igor Bilheri, guitarra; Renan Vargas, baixo e voz; e Alexandre Paixão, bateria - The Dormants -, voltaram para ficar.

“A coceirinha do retorno da Dormants já vem incomodando todos nós há um bom tempo. Como se houvesse uma parte nossa que se perdeu no mundo e todos sentiam falta. A motivação continua sendo a mesma de sempre: fazer um show (não só uma apresentação de músicas), divertir o público e ir para casa todo dolorido” – conta, gargalhando, o guitarrista e vocalista Gabriel Calderon.


Gabriel e Renan, em 2017. Foto: Divulgação


 Sem deixar de fazer uma sonzeira crua e melódica com atitude punk, eles seguem - como em 2004, quando tudo começou - influenciados pela primorosa mistura de bandas como The Kinks, Gang of Four, Libertines e Arctic Monkeys, em pleno fevereiro de 2017. E contam, ainda, com velhos amigos e parceiros de estrada: o guitarrista Igor Bilheri tocou com Caldeiron, também em projetos mais recentes, como O Divã Intergaláctico - banda que tinha uma proposta mais tropicalista e de musicalidade brasileira.


Gabriel e Renan, há cerca de 10 anos. Foto: Divulgação 

 “Músicas como ‘You've Got Some Explaining To Do’, ‘Neat Bug’, ‘Untitled 7’ e ‘Back on the Road’, da Dormants, foram adaptadas para O Divã Intergaláctico. Em meados de 2008, eu estava compondo muito e viajando numa onda bem mais psicodélica e transcendental. Juntei a Dormants e mais alguns amigos para por aquele som em teste. Assim surgiu O Divã Intergaláctico” – revela Calderon.

Tédio e criatividade

Com a maioria dos espaços fechando as portas e as festas se transformando em algo completamente diferente, “geralmente só com DJs”, o músico avalia que a cena musical independente de sua cidade, Niterói, vem declinando, nos últimos anos. Mas, segundo ele, este é um debate sobre a estrutura e a movimentação local, porque que os artistas continuam “efervescendo e, musicalmente, estão cada vez melhores”.

“Gente como a Facção Caipira, Paradoxo Etílico e muitos outros estão aí para provar isso” – enumera o guitarrista.

Conheça a The Dormants:


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