sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Série de concertos gratuitos exalta mulheres da MPB

 

Foto: Jéssica Borges/divulgação

Sons Pelas Mulheres exalta trajetória de compositoras e intérpretes em Duque de Caxias, Rio e São Gonçalo


Vozes em acordes. A partir de 17 de outubro (sábado) a Baixada Fluminense será o primeiro palco de uma viagem sonora pela história da música brasileira — desta vez, contada e executada exclusivamente sob a perspectiva feminina. O projeto Sons Pelas Mulheres, promovido pelo Instituto dos Sonhos, inicia em Duque de Caxias uma série de seis concertos gratuitos da Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM), que percorrerá também a Ilha do Governador e São Gonçalo, até o encerramento, em 18 de novembro (quarta-feira).

O espetáculo transcende a simples execução musical. Sob a batuta da maestra Waleska Araújo, as instrumentistas da OFM não apenas interpretam arranjos clássicos e populares, mas revisitam a linha do tempo da MPB através do olhar de compositoras e intérpretes que, do século XIX ao XXI, moldaram a identidade sonora do Brasil.

A iniciativa surge como resposta ao histórico de desigualdade de gênero na indústria musical. Durante o concerto, o repertório é costurado por intervenções narrativas que apresentam dados e curiosidades sobre a participação da mulher no mercado da música. A proposta é clara: celebrar as conquistas e romper o apagamento histórico, colocando em evidência nomes que abriram caminhos e desafiaram os padrões de suas épocas.

Para a regente Waleska Araújo, a experiência vai além do palco. “O projeto é um convite para ouvir a música brasileira por meio de histórias e vozes femininas que ajudaram a construir a nossa identidade cultural. Queremos criar uma experiência que desperte curiosidade, identificação e inspiração, especialmente entre as novas gerações que ainda estão descobrindo seu lugar na música”, pontua a maestra.

Além do aspecto histórico e reflexivo, a presença protagonista da OFM joga luz sobre outro desafio persistente: a ocupação de espaços pelas mulheres na música de concerto, tradicionalmente dominada por homens, seja nas estantes da orquestra ou no pódio da regência.

Sons Pelas Mulheres é um projeto viabilizado pela Lei Rouanet, com patrocínio da Vale e realização do Ministério da Cultura e do Instituto dos Sonhos.


Programação


Duque de Caxias

Data: Dia 17 de outubro (sábado)

Horários: Concerto 1 - 18h / Concerto 2 - 20h 

Local: Teatro Raul Cortez (Praça do Pacificador, s/nº - Centro - Duque de Caxias)

Ingressos: Gratuitos com distribuição pelo teatro / Ticketmaster


lha do Governador

Data: Dia 31 de outubro (sábado).

Horários: Concerto 3 - 18h / Concerto 4 - 20h 

Data: 1º de novembro (domingo).

Horário: Concerto 5 - 19h.

Local: Teatro da Ilha (Estrada do Galeão, s/nº - Galeão - Rio de Janeiro). Anexo ao Colégio Cenecista Capitão Lemos Cunha (antigo Teatro Lemos Cunha).

Ingressos: Gratuitos com distribuição pelo teatro / Sympla


São Gonçalo

Data: 18 de novembro (quarta-feira)

Horário: Concerto 6 - 19h

Local: Teatro Sesc São Gonçalo (Avenida Presidente Kennedy, 755 - Estrela do Norte - São Gonçalo).

Ingressos: Gratuitos disponíveis pelo Sympla

Mais informações no Instagram: @filarmonica.metropolitana




 


 


 



sábado, 5 de setembro de 2026

Diadema recebe concerto gratuito que une Stravinsky e cordel

 

Foto: Acervo ISPAC

A música erudita ganha contornos narrativos e acessíveis em Diadema, São Paulo. No próximo dia 26 (sábado), o Teatro Clara Nunes sediará a apresentação do Grupo CamSons, dentro do projeto "Concertos Campestres". Com entrada franca, a iniciativa aposta no formato didático, aproximando o público das histórias, instrumentos e contextos por trás de cada peça.

Sob a direção artística do maestro Daniel Cornejo e liderança do contrabaixista Alexandre Rosa no palco, a noite promoverá um contraste marcante entre a literatura brasileira e a tradição russa. O programa coloca lado a lado "A Estória do Cangaceiro", de Carlos dos Santos (inspirada no cordel), e "História do Soldado", clássico de Igor Stravinsky. Realizado pelo ISPAC, em parceria com o Governo de SP e a Prefeitura de Diadema, o projeto busca democratizar o acesso à música clássica.

Serviço

 * Data e Horário: 26 de setembro (sábado), às 20h

 * Local: Teatro Clara Nunes (R. Graciosa, 300 - Centro, Diadema - SP)

 * Entrada: Gratuita

 * Ingressos: Reserva online via Sympla ou retirada presencial 1 hora antes do espetáculo na bilheteria


terça-feira, 1 de setembro de 2026

Drenna Transforma Crítica Social em Grito de Resistência no Rock in Rio 2026

 

Foto: Carol Lapport/divulgação
Nascida no circuito independente do Rio de Janeiro, a banda Drenna reafirma sua identidade como uma das vozes mais contundentes do rock contemporâneo brasileiro. Prestes a subir ao palco Highway Stage no Rock in Rio, no próximo dia 13, domingo, o power trio carioca — formado por Drenna Rodrigues (vocal e guitarra), Bruno Moraes (baixo) e Milton Rock (bateria) — vive um momento de forte efervescência artística e engajamento social.

Grito coletivo 

​Antecipando o aguardado lançamento do álbum Interregno - O Mundo depois da certeza, a banda lançou o single "Levante", uma potente colaboração que reúne nomes do rock e da música urbana, como Yasmin Amaral (Eskröta), Dani Buarque (The Mönic), Ada Bellatrix (FLORET) e MC Taya.

​Com a frase de impacto "Disseram que era cuidado. Mas era controle", a música questiona o cerceamento da autonomia e as imposições sobre corpos e escolhas. “Levante é um grito coletivo. E um grito coletivo não poderia existir em uma voz só”, ressalta a vocalista e guitarrista Drenna Rodrigues.

​Música como denúncia social

​O novo projeto da banda não foge dos temas espinhosos. Faixas como "Guerra", motivada por uma tragédia real provocada por operações policiais em comunidades cariocas, mostram a disposição do grupo em abordar a violência urbana, os conflitos sociais e a política com peso e ironia.

​“Sentimos falta de um rock que conteste, que diga o que muita gente não quer dizer”, enfatiza a líder do trio.

​Com passagens marcantes por grandes festivais como João Rock, Porão do Rock e Planeta Rock, a Drenna prova que o rock nacional continua vivo, pulsante e pronto para dar voz às urgências do presente.

Série de concertos gratuitos exalta mulheres da MPB

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