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sexta-feira, 10 de junho de 2022

“Os professores, a ciência, o povo da cultura e das artes viraram inimigos do projeto político em curso. Mas vai passar”

 Cena da Música Independente entrevista Claudio Salles



Foto: Facebook.


A música entrou na vida do jornalista, radialista, compositor, guitarrista e cantor Claudio Salles ainda na infância, em Campo Grande (MS). Criança nos anos 1970, não foi preciso muito esforço para adquirir bom gosto musical. Àquela época, a contracultura estava no auge: apesar de criança, Claudio ouvia, atentamente, o som dos artistas que chegavam, com fluidez, nas "vitrolas" da família Salles. No rádio e na TV, passavam nomes como Beatles; Secos e Molhados; Tim Maia; Raul Seixas; Chico Buarque e outros gigantes da música brasileira e internacional.

 

Aos oito anos, ele começou a aprender violão. Parou e voltou a tocar aos 13. Com 15, começou a compor e a tocar em festivais. A coisa foi crescendo.

 

Aos 16, mudou-se para Niterói (RJ), onde conheceu Claudio Zoli, Renato Roquete, Paulinho Guitarra, Zé Maurício, Arnaldo Brandão, Carlinhos Baixista e outros músicos que tocavam com a Banda Black Rio e Eduardo Dusek.

 

Era um grupo que já ensaiava na casa da avó, com seu primo, Lui, que tocava bateria. Trocando em miúdos: Claudio desembarcou em Niterói, no epicentro da melhor música que se fazia na região metropolitana do Rio de Janeiro.




Foto: Facebook


 

Daí em diante, o artista passou por diversas bandas. Chegou a tocar, por exemplo, com os irmãos Marcelo e Antônio Scobino, que acompanhavam Celso Blues Boy, em pleno início da efervescência do Rock Brasil, nos anos 1980. Salles viajava com Celso e banda. Ao gravar alguns trabalhos com o blueseiro, tornou-se, também, parceiro de composição do guitarrista - falecido em 2012.

 

Jornalista, Claudio Salles trabalhou na Rádio Fluminense FM – inclusive como produtor musical -, chegando ao cargo de coordenador; no que foi, para ele, “uma experiência enriquecedora”. Além da “Maldita”, Salles passou, também, pela extinta Globo FM. No final dos anos 1990, fundou a Rádio Pop Goiaba UFF, “que é um pouco o resultado de todas essas experiências”.

 

Nesta entrevista, ele nos conta um pouco sobre sua trajetória no mundo da música. Militante, Salles compartilha, com outros colegas músicos, a tese de que é necessário democratizar o acesso à renda para os trabalhadores do setor. Confira!

 

Quais são seus últimos trabalhos autorais? Estou finalizando um disco agora, com produção do baixista e produtor Daniel Cahon, que realiza, aqui em Niterói, o Sarau do Cahon. O álbum já está na mixagem, mas ainda não tem nome. Estamos decidindo entre “Depois do Caos”, “Vermelho é a Cor do Amor” e “A Felicidade é Guardada Pelos Cães”. Estou muito feliz com o resultado. São 10 canções, algumas novas e outras, nem tanto. Entre elas, destaco a música “A Cigana”, cuja letra é toda sobre cartas e baralhos do tarô; “Sana Contra os Dinossauros”, que fala sobre o Sana – um rock rural alegre, com letras de protesto e temática ambiental; “Depois do Caos, Paz”, sobre a Cantareira [espaço boêmio e cultural localizado entre o bairro do Gragoatá e o Centro de Niterói].

Outra canção importante é a “Zé do Baile”, que contou com o arranjo do baixista Arthur Maia e a voz da Elza Soares [falecidos, respectivamente, em dezembro de 2018 e em janeiro de 2022 ]. Elza nos emprestou a voz dela, mas ainda não a havíamos colocado no disco, que não estava finalizado. Agora, sim, a música está pronta.




Arthur Maia, Ney Matogrosso e Claudio Salles. Foto: Facebook.


 

Você circula bem no meio musical. Quais são os músicos que gravaram esse novo trabalho contigo? O álbum tem a participação do Cláudio Infante, na bateria - outro batera que participou foi o Ayres D`Athayde, músico daqui da cidade de Niterói. Na guitarra, o Fernando Caneca, que toca com a Marisa Monte; o saxofonista Marcelinho Martins, do Caetano Veloso, do Djavan e dos Titãs; o Marlon Sette, da banda do Jorge Ben Jor, no trombone; o Vladimir Souza, tecladista do Zé Ramalho; o Francisco Chagas, que tocou teclado e acordeom com a Cássia Eller; o Carlos Malta, flautista do Hermeto Pascoal; além de Marcelo Bernardo, que tocou com o Chico Buarque. Um time de primeira, que faz parte das minhas principais influências musicais, e tocam em quase todas as faixas do disco, que será lançado, provavelmente, nos próximos dois meses.

 

 

Como você avalia o cenário musical de Niterói, mais especificamente para os artistas autorais e independentes? Difícil, assim como em qualquer lugar do Brasil e, talvez, do mundo. Houve uma mudança muito grande no mercado da música, que também nunca foi fácil. Niterói, especificamente, não tem nenhuma rádio e TV. Não há uma mídia que impulsione os seus artistas, nem tampouco empresários que invistam em grandes casas de shows. Então, se dependermos apenas da iniciativa privada, sem rádio nem televisão, é bem difícil. Nesse sentido, precisamos contar com a força dos governos estadual e municipal para que a coisa aconteça. É bem difícil.





 

Niterói é uma cidade que tem muitos músicos e compositores. Que artistas merecem destaque, atualmente? Sim. Tem o Gilber T; o Ricardo Mansur; o Fred Martins; o Claus Mozi; o Paulo Beto; a Daíra; a Amanda Chaves (NegaAmanda); a Zezé Rocha – que canta comigo no disco -; a Madá; a Germana Guilhermme – que atualmente mora no Rio -; o De Leve; o Ivo Vargas; o Luís Capucho; o Vinícius Araxá... Entre outros... É muita gente fazendo canção bacana! A cidade tem muitos cantores e compositores de excelência, que moram aqui. Há uma tradição de música instrumental muito forte também, do Jazz, da MPB, do Rock, da Soul Music, da música negra brasileira. Como falei, está difícil para todo mundo e tem essa especificidade de sermos de uma cidade que carece de rádio, TV e casas de shows. Mas o artista não pode ficar pensando apenas no seu próprio município para sobreviver. É fundamental ter uma visão mais cosmopolita da carreira.

 

O que você sugere para que o músico brasileiro possa de fato viver exclusivamente da sua arte? Ele tem que colocar o pé na estrada e precisa de uma visão ampla, cosmopolita. Nunca foi fácil. Hoje em dia, não basta fazer apenas música: sem clipe e uma gestão das redes sociais, o trabalho não vai para frente. Mas nem todo mundo tem essa capacidade de gerenciamento da carreira. Às vezes, a pessoa é um grande artista, mas faltam aqueles complementos para atingir o público. Por exemplo: outro dia, fiquei muito triste, porque vi um grande músico, violonista de chorinho de Niterói, trabalhando como entregador, de bicicleta. É muito difícil.

 

A Internet ajuda ou atrapalha, no processo de divulgação e remuneração dos artistas? O Google e as redes sociais deveriam pagar melhor. Essas operadoras de celular, de Internet, são grandes grupos empresariais, que acumulam e concentram muita riqueza. Já conversei sobre isso com o Marcelo Yuka (ex-baterista do Rappa, falecido em 2019), que foi um grande incentivador desse debate, de se buscar soluções, de direitos autorais... Os streamings, como o Spotify, também pagam muito mal – apesar de seus donos serem muito ricos. Teria de haver uma distribuição de renda maior. Se o mote é informação e entretenimento, o artista deve ser mais bem remunerado.




Foto: André Misse


 

Como furar a bolha do mainstream e fazer com que artistas que não fazem parte dos "queridinhos da mídia" sejam escutados? Isso tem muito a ver com gestão das redes sociais. Ultrapassar o limite dessas redes dá muito trabalho e não é algo simples de se fazer. Hoje em dia, só pagando. Sabendo-se pagar, fazendo vídeo, talvez o artista obtenha sucesso. É um trabalho árduo e pesado. Diário, difícil. A mídia é medíocre. Há muitos anos, a música tem tido esse problema, nas rádios e TVs, que não criaram um público qualificado, mais interessado em música. As apostas da mídia, nos últimos 30, 40 anos, beiram a mediocridade. Isso é muito claro para mim. São gerações e gerações de gente medíocre. Por outro lado, há muitos trabalhos interessantes.  





 

O Brasil, em sua diversidade musical, mereceria uma secretaria dedicada ao setor, no Ministério da Cultura? Sim. Atualmente, os professores, a ciência, o povo da cultura e das artes viraram inimigos do projeto político em curso. Mas isso vai passar. Para além desse desgoverno, a música mereceria, sim, uma secretaria especial, dedicada ao setor. A música brasileira tem muita qualidade e divulga a marca “Brasil” mundo afora. 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Brhains: opção profissional para músicos do Rio

Foto: Facebook.


A união de três amigos que são apaixonados por música foi um dos fatores para o surgimento de uma organização que tem como foco a gestão da arte dos sons: a produtora e gravadora Brhains.

Pensada por músicos experientes em atender artistas que estão começando ou almejanto o avanço na carreira, a estrutura e o planejamento da produtora permite o planejamento, a execução e o gerenciamento de todas as etapas de um processo que tem como objetivo o reconhecimento do artista perante o público.

Localizada em Niterói (RJ), a Brhains tem como nossa base o El Sonoro Estúdio, que, desde 1998, é o local de ensaios de várias bandas e músicos daquela cidade.

O time da empresa é composto por pessoas dos mercados musical, tecnológico, jurídico, financeiro e contábil. Responsável pela produção, Felipe Melo é um multi-instrumentista. Guitarrista e baixista de destaque no cenário nacional, ele possui experiência em gravações em diferentes estúdios. Na parte tecnológica, Luiz Stellet, baterista, foi formado no curso de home-studio de Sergio Izecksohn, em 1998. Já Leandro Garcia é um profissional do mercado financeiro: toca a parte estratégica e contábil da empresa. 

"Somos a opção para bandas, cantores, cantoras e demais músicos que visam fazer um trabalho com planejamento. Normalmente, a gravação das músicas para a confecção de um CD ou EP de 4, 8 ou 12 faixas requer um alto investimento de forma única e imediata. A Brhains possibilita que esse investimento se deem de forma planejada. Apontamos, também, um caminho para a geração de conteúdo de forma contínua nas redes sociais de nossos clientes" - ressalta Luiz Stellet.

Foto: Facebook.


Com menos de um mês de lançamento no mercado, a Brhains já vem atuando com a banda Taurus, a cantora Andressa Contreras e o projeto infantil Nossamente.

Taurus - Com 30 anos de estrada no thrash metal, a banda Taurus contará com todo o apoio estratégico da Brhains na assessoria empresarial, administração das redes sociais e web, assessoria de imprensa e demais ações necessárias para a busca de novas oportunidades.

Andressa Contreras - A Brhains está atuando em todos os processos para o lançamento de uma versão do clássico "OVER THE RAINBOW", que já está em andamento.

Nossamente - Projeto infantil com músicas cantadas por Alícia Stellet, que, com sete anos de idade, traz sua musicalidade ao público infantil. O projeto está em andamento e contará com oito músicas inéditas.

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sábado, 29 de outubro de 2016

Máquina de música boa!

Foto: Andre Mantelli.


Nestes tempos de mídia digital, atire a primeira pedra quem nunca formou uma banda pela Internet. Foi exatamente desta forma que tudo começou, em 2010, para os cariocas da Máquina. Mas a química de Nuno Virgílio (baixo e voz), Túlio Mosci (guitarra e programações) e Fred Castro (bateria e percussões) não é apenas virtual. Com uma sonoridade rica em elementos eletrônicos, influenciados por Depeche Mode, Muse, New Order, U2, Legião Urbana e Violeta do Outono, os caras têm uma pegada que remete ao que há de melhor nos anos 1980!

Portanto, fica a dica!

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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Contra toda forma de golpe, Guerrilha transforma indignação em música

Foto: Divulgação


New Metal, Hard Core, Punk e Pop Rock são as principais influências da banda paulistana Guerrilha, que consolida sua caminhada no disco “Sangue, Lágrima e Suor”. Em meio à podridão da política nacional, com golpe de Estado e esquemas de corrupção sendo sistematicamente desvendados, o grupo lança o seu primeiro disco como um marco dos mais de 10 anos de estrada no underground de São Paulo. A data de lançamento - 31 de março de 2016 – fez alusão ao golpe militar, que completou 52 anos.


“A escolha foi para reforçar a posição contrária da banda aos acontecimentos daquele período e lembrar que onde houver golpe, haverá Guerrilha!” – destaca o vocalista Kbça, que divide a sonoridade da banda com Jimmi, na guitarra, Punk, no baixo, e Nicolas, na batera.


Eles já marcaram presença em festivais e casas de show como o Hangar 110; o Manifesto Bar; a Tribe House; a Alcatraz; a Cervejazul; a Feeling Music Bar; a Sattva e muitas outras, da noite paulistana, grande São Paulo e interior. Guerrilha se apresentou, também, ao lado de bandas de renome - Humana (Chile), Dance Of Days, Hardneja Sertacore, Skarrapatos-ko, Cuieo Limão, Inocentes, entre outras.


Disponível em todas as plataformas de streaming, “Sangue, Lágrima e Suor” vem carregado de fortes discursos políticos e de uma sonoridade agressiva. “É um grito de revolta de uma juventude que não aguenta mais ser massacrada pela opressão de um Estado bandido, corrupto e pernicioso” – enumera Kbeça, para quem as letras da banda “retratam temas ligados ao cotidiano urbano e periférico, que nos levam a questionamentos sociais e existenciais. Nunca limitamos a criatividade. Falamos sobre o que importa para a gente” – destaca o músico.


“Nossas grandes referências são Rage Against The Machine, Planet Hemp, Infectious Grooves, além outros estilos, é claro. O que caracteriza nosso som é um arranjo pesado, sujo, mesclado com levadas mais ‘clean’ e ‘funkeadas’” - aponta Kbça. 

Foto: Divulgação.


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YouTube: www.youtube.com/bandaguerrilha

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Overdrive Saravá: “tocar o novo é um ato de resistência!”



Inspirada na cultura de gêneros musicais do Brasil - do jongo ao maracatu, passando por coco, embolada, cirandas, xote, baião e até o funk carioca -, a banda Overdrive Saravá é uma homenagem rock and roll à nossa diversidade musical.

“Trazemos como referências a cultura popular e afrodescendente. Apesar das referências de diferentes tradições musicais, não buscamos a apropriação direta desses estilos, que estão presentes em células rítmicas, conceitos e cores, numa nova interpretação dessas muitas linguagens” – analisa o vocalista Gregory Combat, para quem o Nação Zumbi se tornou uma “grande referência”.

O músico ressalta que manteve a verve experimental desde as primeiras ideias de composições, cruzando ritmos, gêneros e intenções artísticas. A partir daí, surgiram parcerias com artistas de áreas como artes cênicas, plásticas, dança e audiovisual; além da troca de ideias, manifestou-se, no álbum – homônimo à banda -, todo o folclore e as tradições brasileiras.
  
“Começamos a desenvolver ações nos espaços públicos da cidade de Niterói, a fim de ocupar e nos manifestar artisticamente de alguma forma, mesmo que ainda sem uma proposta musical consolidada” – destaca Gregory, que vê o atual cenário e contexto da cultura brasileira como “caóticos”:

“Isso não poderia deixar de reverberar na música. Muitos locais que antes abriam suas portas a artistas autorais e independentes estão fechados ou faliram. Tocar o novo, atualmente, é um ato de resistência”.

Ficha Técnica de “Overdrive Saravá”:

Formada em 2012, em Niterói (RJ), por Gregory Combat (vocal), Lucas Botti (guitarra), Thiago Henud (guitarra), Matheus Freire (baixo) e Frederico Cardim (bateria).

O primeiro álbum foi gravado em 2016 no Estúdio Villa (RJ), por Renan Carriço.
Mixado por Martin Scian.
Masterizado por Matheus Gomes, no Estudio Magic Master.
Produzido por Overdrive Saravá.
Coprodução: Renan Carriço e Overdrive Saravá.
Produção executiva: Gregory Combat.
Escultura: Ciro Najar.
Fotografia: João Pacca.
Direção de Arte: Estudio Cru.

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https://www.facebook.com/overdrivesarava

Texto: Saulo Andrade, jornalista.

sábado, 15 de outubro de 2016

Guerrilha e ocupação: baterista acredita na potência musical de Niterói



“Se nos planejarmos e nos mobilizarmos com mais frequência, podemos construir um grande movimento cultural com boa repercussão. Claro que as velhas dificuldades que nós músicos enfrentamos para sobreviver estão aí, a começar pelo monopólio dos meios de comunicação e a seletividade comercial das gravadoras; mas a gente pode superar tudo isso, até porque não se trata apenas de ocupar os espaços, mas também de reivindicar nossos direitos como profissionais e obter o devido e merecido reconhecimento”. Para o baterista e vocalista niteroiense, Cacá Meireles, a cena musical de sua cidade, Niterói (RJ), é boa por natureza, por ser ela um dos municípios com o maior número de músicos por metro quadrado.

“O que está faltando é mobilização maior por parte da classe artística, para ocuparmos e construirmos mais espaços alternativos locais! A Praça Leoni Ramos, em São Domingos (a velha e lendária Cantareira) é uma das poucas, em todo o Brasil, que ainda não foi cercada por grades” - ressalta.

Cacá, que que em seu projeto musical conta com a participação de velhos amigos músicos, destaca que, para realizar seus trabalhos autorais, está sempre disposto a atuar com novos músicos – apesar de já concretizar suas composições, em projeto solo, com parceiros mais conhecidos.

“Todos acompanham muito bem a minha bateria e meus vocais. Nós, músicos, devemos ocupar, também, espaços como o Skatepark de São Francisco, o Espaço Convés, em São Domingos, e os espaços da Região Oceânica. Opções não faltam” - enumera.

Visite:



https://www.youtube.com/channel/UCAbon-0zVFyRju9uRYKaTiA

Texto: Saulo Andrade, jornalista. 

Conheça a Orquestra de Instrumentos Reciclados do Paraguai!


Imagem originalmente extraída do site http://www.effa.org.au/landfill-harmonic/

Trailer do Filme Landfill Harmonic (2013), sobre a Orquestra de Instrumentos Reciclados da cidade de Cateura, no Paraguai.  





Saiba mais em:

http://www.recycledorchestracateura.com

https://www.facebook.com/landfillharmonicmovie/

Postagem dos jornalistas Adriano Batista e Saulo Andrade.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O surpreendente conteúdo d`O Vazio



Letras filosóficas, humor sarcástico, pensamentos profundos e críticas ácidas, intercaladas com sinuosas melodias, berros desesperados, improvisos, poesia, teatralidade e execuções viscerais. O Vazio tem tudo e muito mais que uma mera proposta musical de rock e blues pode oferecer.

A banda apresenta hoje, às 19h, no Teatro Municipal Laércio Rangel Ventura, em Nova Friburgo (RJ) - Praça do Suspiro S/n°, Centro -, as músicas do novo álbum, “Inútil Essencial”, e outras composições autorais.

A apresentação vai contar com a participação de artistas convidados, no "O Vazio Convida". Entrada franca, mas sujeita à lotação. Os ingressos começarão a ser distribuídos às 17h. Classificação: 16 anos. Surpreenda-se!  

Visite:

O Vazio Convida: 

https://www.facebook.com/events/1114876781937245/

O Vazio:

https://www.facebook.com/ovazio/?fref=ts



 Texto: Saulo Andrade, jornalista

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Lanca surpreende a cada sonoridade



Inspirado no Avant Garde, a veia contemporânea e jazzística da banda Lanca dão forma a um trabalho de improvisação eclético e essencialmente experimental. Formado em 2010, originalmente como quinteto, o Lanca se apresentou no Encun (Encontro Nacional de Compositores). Para o pianista e professor de música, Tomas Gonzaga, a música instrumental vem ganhado força.

“Tenho presenciado de perto o fortalecimento de duas frentes - muitas vezes interligadas -de música instrumental, nos últimos anos: a música experimental e a música de rua. Ambas iniciativas, independentes, são reflexo do momento histórico em que vivemos, em que a prática musical deixa de ser tão acumulada nas gravadoras e na indústria do entretenimento em geral” – opina Tomas.


A Lanca é formada por Tomas Gonzaga, piano, Rafael Fortes, saxofone e Pitter Rocha, guitarra. Visite:



Texto: Saulo Andrade, jornalista.


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Allen Jerônimo & a RAVE DE RAIZ se destacam como laboratório musical



Uma pesquisa que mistura as percussões pernambucanas e a utilização da música como ferramenta de mudança social. É desta forma que Allen Jerônimo & a RAVE DE RAIZ atuam, unindo instrumentos – musicais - de cura e combate à violência. 

Projeto experimental, de efeitos psicodélicos, em frases percussivas de musicalidade nordestina, híbrida e multifacetada, a banda passa por constantes alterações em sua formação. Atualmente, conta com o baixista Gustavo Silva, os guitarristas Jony Bastos  e os percussionistas Pedro Prata, do Rio Maracatu, Pedro Amparo, do Agotoê, e Rodrigo Maré, da Companhia Marginal da Maré.

“Vim de uma escola de poetas, repentistas e roqueiros pesados. Passei pelo movimento mangue beat. Talvez por estar no clímax de minha adolescência, só vim amadurecer musicalmente após alguns anos, iniciando, assim, essa pesquisa com a musicalidade pernambucana” – ressalta o vocalista Allen.

A Allen Jerônimo & a RAVE DE RAIZ toca no próximo dia 22 de outubro no encerramento das atividades do festival PERIFÉRICO, do Sesc, na Barra da Tijuca, no Rio.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Compositor contumaz, Thiago David poetiza o cotidiano em forma de música




Desde jovem, o publicitário Thiago David teve vontade de criar textos e músicas. Começou pela poesia e, no ensino médio, aprendeu a tocar violão. Passou a dominar alguns acordes básicos e partiu para a composição de canções. Durante o período da faculdade, já havia composto cerca de 70 músicas, feito alguns shows solo e outros, 27, com banda.

“A publicidade parecia ser o ambiente ideal para mim. Eu acreditava que teria um lugar que seria fundamentalmente criativo. Afinal, nada mais excitante do que viver de criar!” – resume, enganando-se mais adiante. Isso porque, para ele, por mais que o curso tenha sido “espetacular”, houve uma dificuldade para se adaptar ao “mercado”, porque, na verdade, trata-se de uma criatividade “muito restrita”:

“O mundo publicitário não é tão criativo quanto se imagina. As demandas de mercado acabam afunilando as criações para mensagens mais diretas. Afinal de contas, o cliente médio não quer bancar as peripécias de um criativo. Ele tende a ter um orçamento restrito e precisa de resultados”. 

Thiago então buscou dedicar-se mais à música, quando voltou de Salvador para o Rio, em 2014. Estava terminando seu primeiro EP - A realidade difusa do cotidiano -, com quatro canções: Quanta notícia, Abraxas, Solto e Pôr do Sol 6 da tarde.

O projeto seguinte foi "Um caminho para Santiago", que nasceu de uma peregrinação que o artista fiz nos últimos 200km do Caminho de Compostela, no norte da Espanha. Inspirado por um professor, o artista decidiu levar o violão para a caminhada e, já que estava com o instrumento, propôs-se a compor diariamente e escrever um diário sobre o processo. Resultado: nove dias e nove músicas.

“Poderia ter saído péssimo, mas acabou que as músicas foram muito bem recebidas pelos peregrinos e, depois, já no Brasil, pelos meus amigos. Assim, tomei coragem para produzir na melhor qualidade que me cabe” - disse.

Juntou-se com os músicos Tomas Gonzaga e Andrés Patiño Casasfranco, para gravar, e Ricardo Pitanga e Mario Martinho para fazer as artes a partir do conceito "O tempo do homem", que seria o tempo processual, diferente do tempo das máquinas:

“O tempo permite a produção sem a exaustão. Não há pressa nem imediatismo. Para andar 200 km, se caminha 23km por dia”.

Já que é assim, deleite-se:
Clipe "Mas que preguiça": https://www.youtube.com/watch?v=HClNnAq6ePY
Making of: Um caminho para Santiago: https://www.youtube.com/watch?v=2a9FZfiUpLU
Thiago David recomenda:


Série de concertos gratuitos exalta mulheres da MPB

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