domingo, 3 de maio de 2026

Clem Burke relembra o nascimento do Blondie, na caótica Nova York dos anos 70

 

Fotos: redes sociais/Clem Burke

Antes do glamour da new wave e do estrelato global, o Blondie era apenas uma ideia, sobrevivendo entre o lixo acumulado e a decadência urbana da Nova York de 1975. Em um relato íntimo e visceral, o baterista Clem Burke resgatou, no suplemento Culture (The Sunday Times), deste domingo (3), as memórias de como um anúncio de jornal mudou o rumo da história da música e de sua própria vida.

Tudo começou com um anúncio de classificados no jornal Village Voice. O texto era direto e carregado de urgência: "Precisa-se de baterista musicalmente experiente e com energia freak para banda de rock de NYC com vocalista feminina já estabelecida".


Ao chegar para a audição, Burke se deparou com rostos conhecidos do submundo noturno: Chris Stein e Debbie Harry. "Mesmo à primeira vista, Debbie tinha todas as facetas para prender sua atenção", recorda Burke. Para ele, ela era uma mistura magnética do frescor de Marilyn Monroe com a vulnerabilidade de Jean Harlow, envolta em uma aura de "Warhol cool".

A Nova York daquela época não era para amadores. A cidade estava "no soro", com serviços públicos em colapso e bairros inteiros tomados pelo abandono. Enquanto Debbie Harry equilibrava a vida de estrela em ascensão, com um emprego de garçonete de biquíni no Financial District, Chris Stein mantinha o "QG" da banda em um apartamento no SoHo, onde a banheira na cozinha servia de balcão e ponto de encontro. Burke descreve uma rotina de guerrilha urbana.

Logística

Debbie acordava ao amanhecer, todos os dias, apenas para trocar o carro de lado na rua e evitar que fosse guinchado pela prefeitura.


O icônico CBGB, hoje um templo do rock, era descrito por Burke como um lugar sujo e negligenciado na Bowery, cercado por sopões comunitários e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Apesar da sujeira e do perigo — com bêbados jogando garrafas das janelas do hotel vizinho —, o CBGB tornou-se o "marco zero" para o Blondie, ao lado de nomes como Ramones e Talking Heads. Para Burke, a pobreza da época não era um obstáculo, mas um catalisador. "A gente não precisava de dinheiro para fazer o que fazia. Se tivéssemos fome, um sanduíche de 25 centavos na mercearia nos sustentava até a próxima aventura", recorda-se o músico. 

Para o baterista, a decadência da cidade agiu como um combustível para a criatividade. O Blondie não buscava o sucesso financeiro imediato, mas sim a energia da cena. O tempo, no final das contas, provou que Burke estava certo: o mundo levaria apenas alguns anos para finalmente alcançar o que ele viu naquela primeira audição.


Nota: este texto é uma adaptação baseada em trechos de "The Other Side of the Dream: My Life in and out of Blondie", de Clem Burke.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Após hiato de nove anos, Dinamite Club ressurge com a densidade de "Cortisol"

Fotos: Bruno Massao/divulgação

O silêncio de quase uma década da banda Dinamite Club chegou ao fim. O grupo, um dos expoentes do circuito independente nacional, acaba de lançar o terceiro álbum de estúdio: "Cortisol". O trabalho marca não apenas o retorno aos palcos, mas a estreia oficial da formação em trio, composta por Bruno Peras (vocal e baixo), Márcio Rodrigues (guitarra e vocal) e Jaime Xavier (bateria).


Lançado pelo selo Crocante Records, o disco é um retrato cru dos anos que separaram este lançamento do anterior, "Nós Somos Tudo o Que Temos" (2017). O título não é por acaso: as dez faixas foram gestadas em um período de turbulências que incluem o luto pela perda de um integrante fundador, em 2018, crises de ansiedade, burnout e os impactos da pandemia.

Confessionário


Diferente da aura solar que marcou o início da trajetória da banda,em 2010, "Cortisol" mergulha em uma sonoridade mais pesada e cadenciada. "Seria desonesto negligenciar tudo o que passamos, para continuar falando apenas de coisas boas", afirma o guitarrista Márcio Rodrigues. A mudança estética reflete a nova dinâmica do trio, que buscou na produção de Ali Zaher Jr. (CPM 22) o equilíbrio entre a energia do punk e a densidade emocional do momento atual.

A arte da capa, desenhada à mão pelo baterista Jaime Xavier, ilustra bem o conceito: uma cabeça formada por comprimidos, simbolizando a luta pela saúde mental, em tempos de esgotamento.

Estrada

Em vez da tradicional avalanche de singles, a banda optou por lançar o disco como uma obra completa, permitindo que o público absorva a narrativa por inteiro. A faixa "Invisível" serve como o cartão de visitas dessa nova fase, conectando o passado melódico ao presente mais visceral.


Com o novo repertório, o Dinamite Club planeja retomar a rota de shows pelo Brasil, transformando a resiliência dos últimos anos em catarse coletiva sobre o palco.

Serviço

Álbum: Cortisol

 Selo: Crocante Records

Onde ouvir: Disponível em todas as plataformas digitais e no Bandcamp oficial da banda.

Instituto dos Sonhos promove sarau gratuito com novos talentos em São Gonçalo

 

Foto: Arthur Figueiredo/divulgação 

Entre os dias 5 e 7 de maio, o Clube Tamarilândia, no bairro Porto Novo, será palco para as apresentações da Escola de Música do Instituto dos Sonhos. O evento, que acontece sempre às 15h, é aberto à comunidade e busca dar visibilidade ao desenvolvimento técnico e artístico de jovens músicos da região.

A programação é dividida por instrumentos: a terça-feira (5) será dedicada ao violão, enquanto a quarta (6) e a quinta-feira (7) trazem as performances de violino. Além de um momento de lazer, o sarau funciona como uma vitrine para o trabalho social do Instituto, que hoje atende cerca de 500 alunos, em ações de formação contínua.

Fundado por Rafael Vieira, o Instituto dos Sonhos atua como um catalisador de oportunidades em São Gonçalo, utilizando a cultura e a economia criativa para gerar transformação social. Além da escola, a organização mantém a prestigiada Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM) e o Hub IS, focado na incubação de projetos locais.

Serviço

Evento: Sarau da Escola de Música

Datas: 5, 6 e 7 de maio, às 15h

Local: Clube Tamarilândia (Rua José do Patrocínio, 86, Porto Novo, São Gonçalo)

Entrada: Gratuita e livre para todos os públicos

Corpo de Baile e Orquestra Sinfônica do Rio apresentam nova montagem de balé histórico

 

Fotos: divulgação 

Após décadas fora do repertório fixo e uma breve passagem em 2024, o balé "La Fille Mal Gardée" consolida seu retorno ao palco principal do Theatro Municipal do Rio de Janeiro para uma temporada especial, em maio. Com patrocínio oficial da Petrobras, a montagem une o rigor do balé clássico ao carisma da comédia pantomima.




A versão atual conta com concepção e coreografia do uruguaio Ricardo Alfonso e direção musical do maestro Jésus Figueiredo, que comanda a Orquestra Sinfônica da casa. Segundo Hélio Bejani, diretor do Ballet do TMRJ, a obra destaca a expressividade facial e a interpretação dos bailarinos como ferramentas para contar a história de amor entre a jovem Lisa e o camponês Colas.

História

Criado originalmente em 1789, o espetáculo narra as peripécias de Lisa para evitar um casamento arranjado por sua mãe, a viúva Simone, com o ingênuo Alan. Entre tempestades e encontros escondidos, a trama se resolve no segundo ato com o triunfo do amor verdadeiro.



Serviço 

As apresentações ocorrem entre os dias 14 e 24 de maio, com horários variados (14h, 17h e 19h). Os ingressos começam a ser vendidos no dia 4 de maio (3º lote), com preços que variam de R$ 30 a R$ 90.

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Centro).

 Vendas: Site oficial (theatromunicipal.rj.gov.br) ou bilheteria física.

 Destaque: O evento contará com palestras gratuitas ao público, antes de cada espetáculo.

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Keco Brandão e Bruna Moraes dão vida à canção que Elis não gravou

 

Fotos: divulgação 

O destino interrompeu o que seria mais um clássico na voz de Elis Regina. A canção "Olhos Parados", composição de Filó Machado e Judith de Souza, estava no topo da lista para o próximo disco da Pimentinha. Segundo seu filho, João Marcelo Bôscoli, a cantora vivia um caso de amor com a melodia, cantarolando os versos pelos corredores de casa e em trajetos de carro.


Décadas após o silêncio repentino de Elis, o músico Keco Brandão e a cantora Bruna Moraes decidiram preencher essa lacuna histórica. Em uma homenagem explícita e sensível, a dupla imaginou como a canção ecoaria se tivesse passado pelo filtro da maior intérprete do Brasil.

Ouça aqui


Com Bruna assumindo os vocais de forma entregue, o novo arranjo de "Olhos Parados" já pode ser conferido em todas as plataformas de streaming. O lançamento não é apenas um resgate musical, mas a realização de um desejo que o tempo, por pouco, não deixou concretizar.

Pernambuco e Amsterdã se encontram no novo álbum de Vitor Araújo

 

Fotos: Manoel Borba/divulgação 

Batizar uma obra sempre foi um desafio para o pianista recifense Vitor Araújo, mas o título de seu novo álbum, "Toró", que chegou em 8 de abril às plataformas, não poderia ser mais preciso. Inspirado na expressão tupi-guarani para tempestades repentinas, o disco é uma força da natureza que troca o conforto do estúdio pela urgência do palco.

Gravado ao vivo em Amsterdã, Holanda, com a prestigiada Metropole Orkest, o trabalho rejeita o "diamante lapidado" em favor da "pedra bruta". Com apenas dois dias de ensaio e 20 instrumentistas em cena, Araújo buscou o estado visceral da primeira tomada. 

Superação 

A gravação, no entanto, quase foi interrompida por um drama pessoal: uma infecção severa no dedo anelar direito de Vitor, às vésperas do concerto. Contrariando recomendações médicas, o pianista reescreveu as digitações no dia de seu aniversário e gravou 95% do álbum, utilizando apenas nove dedos.




Abaixo da superfície orquestral, o coração de "Toró" bate no ritmo de Pernambuco. O maracatu, o coco e o afoxé conduzem a narrativa, impulsionados por percussionistas de elite, como Amendoim, discípulo de Naná Vasconcelos. Aqui, o piano de Vitor abdica do protagonismo para servir de alicerce aos tambores.

Contra a Correnteza do Algoritmo



Com faixas que ultrapassam os oito minutos e vocais em falsete que flutuam sem palavras, o álbum é um manifesto contra o consumo rápido de música. É um convite à escuta ativa e à interpretação individual, em um mundo de singles efêmeros.

"Toró" não é apenas um registro sonoro; é o impacto de uma troca ruidosa e íntima entre artista e público, deixando que cada ouvinte decifre, à sua maneira, o significado dessa tempestade.


terça-feira, 28 de abril de 2026

Orquestra Filarmônica Metropolitana Inicia temporada de concertos didáticos em São Gonçalo

 

Foto: Érica Lopes/divulgação


Projeto gratuito utiliza clássicos de Luiz Gonzaga e Guns N’ Roses para desmistificar instrumentos e formar novas plateias na região

A música clássica rompe as barreiras das salas de concerto tradicionais, para ganhar as escolas e clubes de São Gonçalo. A partir desta terça-feira (28), a Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM) deu início ao projeto Concertos Didáticos: uma iniciativa que une educação e arte para apresentar o universo da música erudita a cerca de 450 crianças e adolescentes da rede local.

Mantida pelo Instituto dos Sonhos, a OFM propõe uma imersão de 60 minutos onde o público não apenas ouve, mas interage. "Quando aproximamos o jovem da música de concerto de forma acessível, estamos abrindo caminhos e despertando possibilidades", afirma o maestro Gustavo Fernandes. Durante as apresentações, os músicos explicam as características de cada instrumento, desvendando a construção sonora por trás das grandes obras.

Do samba ao rock

Para criar uma conexão imediata com os jovens, o repertório foge do óbvio. A orquestra costura clássicos da MPB, como "Garota de Ipanema" e "Asa Branca", com sucessos mundiais do rock e do pop, incluindo "Sweet Child O’ Mine", do Guns N’ Roses, e o embalo dos Bee Gees.

As apresentações são divididas por grupos de câmara, permitindo que os alunos compreendam as diferentes "famílias" da orquestra, como os sopros (flautas, oboés e clarinetes); as cordas (violinos e violoncelos); além dos metais (trompetes e trombones).

Agenda

05 de Maio (Terça-feira) – 17h

  • Formação: Quarteto de Cordas
  • Local: Clube Tamarilândia (Porto Novo)

07 de Maio (Quinta-feira) – 17h

  • Formação: Quinteto de Metais
  • Local: Clube Tamarilândia (Porto Novo)
  • Entrada: Gratuita.
  • Público-alvo: Estudantes, crianças e adolescentes.

Búzios Jazz Festival transforma orla em palco para grandes nomes do gênero no feriado do trabalhador

 

Foto: Divulgação

Em parceria com o Circuito Sesc Jazz & Blues, evento gratuito, na Praça Santos Dumont, espera atrair 35 mil pessoas com atrações nacionais e internacionais

Armação dos Búzios se prepara para ser o destino principal dos amantes da música refinada, no início de maio. Entre os dias 1º e 3 de maio, o balneário recebe o Búzios Jazz Festival, um encontro que une o charme natural da península à sofisticação do jazz e do blues. Realizado em parceria com o Circuito Sesc Jazz & Blues e com suporte da prefeitura local, o festival ocupará a Praça Santos Dumont, no Centro, com uma programação de nove shows gratuitos.

O evento aposta em uma experiência imersiva que conecta a diversidade musical às paisagens icônicas da cidade. A expectativa da organização é que cerca de 35 mil pessoas circulem pelo circuito, durante os três dias de feriado prolongado, movimentando a economia e o turismo da região.

Diálogo Musical

O Palco Santos Dumont será o epicentro da festa, com apresentações a partir das 20h. O roteiro inclui desde releituras jazzísticas de clássicos, como o projeto "Beatles em Jazz", de Mark Lambert, até encontros instrumentais de peso, como o de Dudu Lima, com Carlos Malta. A noite de abertura traz o balanço de Lo Steele & Igor Prado, garantindo o diálogo entre a escola norte-americana e a técnica brasileira.

Além do palco principal, a organização confirmou que a Praça dos Ossos também receberá atrações, com a programação secundária a ser divulgada em breve, ampliando o alcance do festival para outros pontos históricos da cidade.

Programação Completa (Palco Santos Dumont)

Quinta-feira (01/05)

  • 20h: DJ Breno
  • Tango Revirado
  • Jefferson Gonçalves & Bittencourt Duo
  • Lo Steele & Igor Prado

Sexta-feira (02/05)

  • 20h: Dudu Lima convida Carlos Malta, Márcio Bahia e Leandro Scio
  • Mark Lambert Quartet – “Beatles em Jazz”
  • Laretha Weathersby & Bruno Marques Band

Sábado (03/05)

  • 20h: Lady Trucker & The Simi Brothers
  • Diogo Spadaro + Freetação

Serviço

  • Local: Praça Santos Dumont, Centro – Búzios.
  • Datas: 1º a 3 de maio de 2026.
  • Entrada: Gratuita.

 

Six Feet Under confirma turnê inédita no Brasil em outubro e novembro

 

Crédito: Stephanie Cabral

Comandada pelo lendário Chris Barnes, banda norte-americana percorre quatro capitais, com abertura da Chaos Synopsis

O cenário do metal extremo brasileiro terá um encontro histórico no final de 2026. As produtoras Venus Concerts e Caveira Velha confirmaram a primeira turnê da banda norte-americana Six Feet Under pelo país. Referência mundial do death metal da Flórida, o grupo liderado pelo vocalista Chris Barnes (ex-Cannibal Corpse) desembarca em território nacional para divulgar seu mais novo trabalho, Next to Die




A turnê brasileira faz parte de um giro latino-americano e traz uma formação de peso, incluindo o guitarrista Jack Owen. O som do Six Feet Under é conhecido por fugir da velocidade frenética, apostando em um groove arrastado, riffs densos e o gutural icônico de Barnes, que ajudou a moldar o gênero nos anos 90.

Roteiro



A maratona de shows começa em Belo Horizonte (30/10) e segue para Recife (31/10), São Paulo (01/11) e Curitiba (02/11). Para acompanhar os americanos, a banda convidada é a paulista Chaos Synopsis. Vinda de uma apresentação de destaque no Bangers Open Air, a banda de São José dos Campos reforça o palco com sua mistura agressiva de death e thrash metal.

Ingressos já estão disponíveis através da plataforma 101tickets.com.br.

  • Belo Horizonte (30/10): Mister Rock
  • Recife (31/10): Lounge Music
  • São Paulo (01/11): Hangar 110
  • Curitiba (02/11): Tork N’ Roll

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Galocantô celebra poesia de Luiz Carlos da Vila no Theatro Municipal de Niterói

 

Fotos: divulgação 

O palco do Theatro Municipal de Niterói recebe, no sábado (2), às 19h, um encontro marcado com a história do samba. O renomado grupo Galocantô sobe ao palco para uma apresentação única em tributo a Luiz Carlos da Vila, um dos maiores poetas do gênero.

Os ingressos já estão à venda pela plataforma Fever, por R$ 50 (inteira).

Legado 

O show é baseado no elogiado álbum "Galocantô – Luiz Carlos da Vila 75 Anos". O público pode esperar uma sonoridade encorpada: além dos clássicos, o quinteto traz novos arranjos que incorporam baixo e bateria a canções consagradas. No repertório, hinos como "O show tem que continuar"; "Cabô, meu pai" e "Kizomba, festa da raça". 


A apresentação também destaca faixas exclusivas do projeto, como "A luz de um grande amor" e "Um verso pra Luiz", esta última composta por Moacyr Luz, parceiro fiel do homenageado.

A conexão entre o grupo e o compositor transcende a admiração profissional. No início dos anos 2000, o Galocantô atendia pelo nome de "Além da Razão" (sucesso de Vila). A relação era tão estreita que a última composição de Luiz Carlos da Vila foi batizada justamente de "O Galocantô", feita sob medida para o quinteto. 

 "Falar de Luiz Carlos da Vila é falar de amor, justiça e brasilidade. Sua obra é imortal e transcende o tempo", afirma Marcelo Correia, diretor musical e violonista do grupo.


Serviço:

Evento: Galocantô canta Luiz Carlos da Vila

 Data: 2 de maio

 Horário: 19h

 Local: Theatro Municipal de Niterói

 Ingressos: R$ 50 (Inteira) | Site: Fever

João Fênix celebra 25 anos de carreira com álbum ao vivo e dueto com Ney Matogrosso

 

Foto: divulgação 

Em novo projeto, Mapa de Tempo, o contratenor pernambucano condensa duas décadas e meia de trajetória em um registro visceral gravado no Rio de Janeiro. O álbum sela a histórica irmandade artística com Ney Matogrosso, que divide os vocais com Fênix na faixa de encerramento, reafirmando a sintonia entre mestre e pupilo

O palco sempre foi o laboratório de João Fênix, mas é em seu novo álbum, Mapa de Tempo, que o cantor parece consolidar sua geografia emocional. Gravado ao vivo no Manouche (RJ), o disco funciona como um inventário de uma trajetória de 25 anos, guiada por intuição e precisão técnica de sua voz de contratenor.

O projeto celebra a parceria de longa data com o violonista e arranjador Jaime Alem. Juntos, eles costuram um repertório que João divide em quatro pilares: o espiritual, o agrário, o político e o romântico. "Só canto o que está no meu coração", resume o artista, que foge de fórmulas mercadológicas para priorizar a verdade interpretativa.

Território

O álbum percorre desde a ancestralidade de "Pai Grande" (Milton Nascimento) até a expansão para a língua espanhola com "Al Final de Este Viaje en la Vida" (Silvio Rodriguez). A incursão hispânica de Fênix, aliás, já colhe frutos: sua versão de "Alfonsina y El Mar"*, com Virgínia Rodrigues, é finalista do Prêmio da Música Brasileira 2026.

A versatilidade vocal de João — lapidada no Conservatório Pernambucano de Música — atinge o ápice em "Todo Homem" (Zeca Veloso), onde ele transita com naturalidade entre graves e agudos.

Encontro 

O álbum sela mais um capítulo da irmandade com Ney Matogrosso. Presente na caminhada de João desde o seu début, em 2001, Ney divide os vocais na emblemática "Nada Mais (Lately)". A colaboração encerra o disco com a elegância de quem reconhece no pupilo um herdeiro de sua estirpe artística. "Ney é um artista solar. Tê-lo na minha vida é motivo de gratidão", afirma Fênix.

Futuro


Enquanto circula com a turnê de Mapa de Tempo pelo Brasil e exterior, João Fênix já olha para o horizonte: a pré-produção de seu próximo álbum de estúdio já começou, com lançamento previsto para 2027.

Mapa de Tempo já está disponível em todas as plataformas digitais.

Clem Burke relembra o nascimento do Blondie, na caótica Nova York dos anos 70

  Fotos: redes sociais/Clem Burke Antes do glamour da new wave e do estrelato global, o Blondie era apenas uma ideia, sobrevivendo entre o l...