Após sucesso de público na estreia, projeto "Concertos Campestres" recebe expoentes da OSESP para noite dedicada a Villa-Lobos e compositores nacionais
A cena cultural do ABC Paulista reafirma sua força em 2026, com a continuidade de um dos projetos mais ambiciosos de democratização da música clássica na região. No próximo sábado (18), às 20h, o Teatro Clara Nunes será palco para o Quinteto de Sopros Camargo Guarnieri, grupo que traz na bagagem a excelência de músicos da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP).
O espetáculo faz parte da série mensal Concertos Campestres, idealizada pelo Instituto São Paulo de Arte e Cultura (ISPAC). Sob a batuta e curadoria do maestro Daniel Cornejo, a iniciativa busca desmistificar o gênero erudito, retirando-o de redutos restritos e levando-o gratuitamente ao grande público.
Identidade e didática
O programa escolhido para esta edição, "Ventos do Brasil" propõe um mergulho na sonoridade brasileira. O repertório atravessa diferentes períodos da nossa história musical, destacando obras fundamentais de Heitor Villa-Lobos; além de peças de Júlio Medaglia e Ronaldo Miranda.
O diferencial do quinteto, formado há 16 anos por instrumentistas com décadas de experiência, reside na interatividade. Longe do rigor formal das salas de concerto tradicionais, os músicos estabelecem um diálogo com a plateia, explicando o funcionamento dos instrumentos e o contexto das composições.
"Nosso objetivo é criar uma experiência que vá além do concerto, aproximando as pessoas da música de forma acessível e envolvente", afirma o maestro Daniel Cornejo, que também é coordenador da Casa da Música de Diadema e atua como mediador da noite, guiando a audição do público. Ainda de acordo com Cornejo, "a diversidade é o pilar do projeto", que prevê apresentações que vão do barroco ao contemporâneo, ao longo do ano.
A realização, que conta com o apoio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e da Prefeitura de Diadema, sinaliza um investimento estratégico na formação de novos ouvintes.
Agende-se
* Concertos Campestres - Quinteto de Sopros Camargo Guarnieri * Data: 18 de abril de 2026, às 20h * Local: Teatro Clara Nunes (R. Graciosa, 300 - Centro, Diadema) * Entrada: Gratuita * Ingressos: Disponíveis via plataforma Sympla ou na bilheteria do teatro (uma hora antes do início do espetáculo). * Informações: @concertoscampestres
Prestes a lançar álbum de estreia, quarteto paulistano funde a distorção do Indie com o balanço da MPB e faz do single "Timidez" um manifesto contra o isolamento afetivo
Entre a pressa do asfalto e a busca por uma escuta genuína, a banda Anônimos Anônimos marca território em prol do afeto. Preparando terreno para a estreia do primeiro álbum, "Acabou Sorrire" - que sai do forno em cerca de 30 dias, pelo selo Forever Vacation Record -, o grupo lança o single de "Timidez".
Projeto assinado pelo produtor Alexandre Capilé - figura carimbada da Sugar Kane -, no Estúdio Costella, o disco é um ensaio de antropofagia moderna. Em 9 faixas, o indie rock não pede licença para se sentar à mesa com o samba e a MPB. Resultado: uma sonoridade híbrida, que reconhece o peso da guitarra, sem abrir mão do suingue brasileiro.
Manifesto
Mais que entretenimento, "Timidez" é um serviço de utilidade pública emocional, num mundo acelerado e de conexões superficiais. A letra é um convite ao recomeço, ao estender a mão a quem tem um traço de personalidade constantemente silenciado pela mega exposição contemporânea: a timidez deixa de ser uma característica para se tornar uma metáfora de tudo que trava por dentro.
A sensibilidade da composição ganha contornos de realidade nua no videoclipe. Abandonando os roteiros engessados, a banda optou pelo inesperado: registrou, de forma documental e sem aviso prévio, as reações do público, durante uma apresentação. A câmera flagra a vulnerabilidade, o acanhamento e a beleza do encontro espontâneo, transformando o espectador em coautor da obra.
Novas vozes
Musicalmente, "Timidez" é o cartão de visitas perfeito para a proposta de "Acabou Sorrire" - que remete o ouvinte mais atento à "Acabou Chorare", dos Novos Baianos. É a faixa que melhor sintetiza o flerte do grupo com a tradição da Música Popular Brasileira, sem perder a crueza do rock and roll. A novidade fica por conta do revezamento nos vocais: o guitarrista Henrique Almeida divide o microfone com Flávio Particelli, proporcionando um jogo de timbres que dá à canção uma dinâmica solar e necessária.
Com lançamento previsto para o início de maio, o disco não é apenas uma coleção de canções; trata-se do registro de uma trajetória que amadureceu entre ensaios e reflexões sobre a saúde do espírito. Em tempos de sorrisos plásticos, a Anônimos Anônimos lembra que, às vezes, é preciso admitir que "acabou sorrire" para que um riso mais verdadeiro possa, enfim, começar.
Marcus Dotta percorre sete países como integrante da Masterplan
O baterista Marcus Dotta foi o escolhido para assumir as
baquetas da banda alemã Masterplan, durante sua nova turnê pelo continente. Ao
todo, serão 14 apresentações, em países como Alemanha, Holanda, Dinamarca e
República Tcheca, consolidando o nome do músico no cenário internacional.
De Fã a Integrante
Para Marcus, essa viagem é muito mais que um trabalho: é o
ápice de sua história com a música. Isso porque ele cresceu ouvindo os
fundadores da banda e, agora, divide o palco com os ídolos. É o tipo de
conquista que transforma um objetivo de vida em realidade.
A parceria, que começou em apresentações pela América
Latina, agora chega à "casa" do grupo. Um dos momentos mais marcantes
será o show em Hamburgo, cidade alemã famosa por ser o berço do Masterplan.
Novidades
Além de celebrar a carreira do artista brasileiro, os shows
marcam uma fase de renovação para a banda germânica, que volta a lançar canções
inéditas, após um longo hiato. Quem for às apresentações verá um repertório
exclusivo, conduzido pela energia e precisão da batera de Marcus Dotta.
Single antecipa o disco 'Garra', que chega ao streaming no dia 30 de abril, trazendo uma mistura potente de rock moderno e letras confessionais
A cantora e compositora Aléxia deu início oficial à sua nova era musical, com o lançamento do single "Seja Você" nesta sexta-feira (10). A faixa é uma prévia de "Garra", seu álbum de estreia, que promete uma fusão energética entre metal moderno, hardcore e pop punk. Explorando temas como saúde mental e superação, a canção sintetiza a busca pela autenticidade, em meio ao caos.
O lançamento ganha um reforço visual no dia 13 de abril com o clipe oficial, gravado em Tatuí (SP), reforçando o vínculo da artista com suas raízes.
Com uma trajetória robusta, que inclui mais de 400 apresentações e passagens por grandes festivais, como o Porão do Rock, Aléxia consolida sua posição como uma das apostas do gênero.
Atração confirmada no Somos Rock São Paulo 2026, a artista já dividiu o palco com nomes como Stone Temple Pilots e CPM 22.
O novo single já está disponível nas plataformas digitais, pavimentando o caminho para o lançamento das 14 faixas que compõem o disco completo, no final do mês.
Espetáculo narrativo une música e biografia para homenagear o mestre do choro no Centro da Música Carioca
Moises Santos, Yuka Shimizu e Georgia Szpílman. Fotos: Sérgio Roberto
O projeto Clássicos Domingos recebe, neste domingo (12), o concerto "Para Sempre Ernesto Nazareth". A apresentação, agendada para as 11h, no Centro da Música Carioca Artur da Távola, promove uma imersão na trajetória de um dos pilares da identidade sonora nacional. O tributo é conduzido pela voz e dramaturgia de Georgia Szpílman, acompanhada pela pianista Yuka Shimizu e pelo clarinetista Moises Santos.
O espetáculo transcende a execução musical, ao entrelaçar melodias e fatos biográficos. A narrativa resgata a infância de Nazareth, nascido em 1863, destacando a disciplina paterna e o lirismo herdado da mãe, como elementos cruciais na formação do artista que refinou o DNA da música brasileira.
Conexão Internacional
A força da obra de Nazareth é personificada na história de Yuka Shimizu. Aos 12 anos, ainda no Japão, a pianista encantou-se por "Odeon". Mesmo sem dominar o português, contatou Clara Sverner, em busca de orientação acadêmica. O movimento resultou em sua vinda definitiva para o Brasil há quase três décadas, consolidando sua carreira como embaixadora do repertório nacional — incluindo peças de Villa-Lobos e Camargo Guarnieri —, em palcos estrangeiros.
Mais que um recital, a montagem reafirma a perenidade do compositor, oferecendo ao público uma síntese poética entre história, cultura e técnica.
Serviço
•Evento: Para Sempre Ernesto Nazareth
•Elenco: Georgia Szpílman, Yuka Shimizu e Moises Santos
•Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola
•Endereço: Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca
•Data: 12 de abril (domingo) às 11h
•Ingressos: R$ 60 (inteira) / R$ 30 (meia) via Sympla
A febre da
inteligência artificial vem ameaçando reduzir a composição musical a uma mera
análise probabilística, compilada, de sucessos passados. Apesar de a humanidade,
especialmente músicos e compositores, depararem-se com tal crise criativa,
surge, nas entranhas de Saguenay, no Quebec, Canadá, uma “anomalia” necessária:
o duo Angine de Poitrine.
Mais que viralizar, a irreverente dupla, trajada em macacões com desenhos de
bolinhas e máscaras, instaurou um curto-circuito na lógica do consumo imediato.
Assistir às performances de Khn e Klek – codinomes já apelidados de “Slipdots” –
é presenciar o caráter disruptivo e transgressor, em tempo real. Enquanto a IA
busca a perfeição matemática e a simetria sonora para agradar ouvidos
medíocres, os caras abraçam a “fricção”, o erro controlado e a complexidade
manual.
Do fuzil ao
código
Entre as décadas de
1960 e 1980, o Brasil viveu sob o peso de uma ditadura militar, que tentou
amordaçar a subjetividade, fazendo surgir, ironicamente, a genialidade de três
exemplos de artistas que sabiam se utilizar da linguagem metafórica nas letras
das músicas, com harmonia sofisticada e deboche, para furar a bolha da censura:
Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil. Hoje, surge o Angine de Poitrine,
que quebra a ditadura dos algoritmos com guitarras de dois braços, baterias
surpreendentes e métricas improváveis – às vezes até impossíveis de serem
acompanhadas por músicos que se propõem a fazer cover de qualquer uma das
músicas dos canadenses.
Não tivemos,
por pouco, de novo, no país, generais censurando letras de músicas; mas, aqui e
lá fora, vivencia-se a banalização da música. Se, há alguns anos, ela era
taxada como “ambiente” ou “de elevador”, hoje vive em meio a códigos
padronizados pela ditadura de algoritmos que “revelam” – ou determinam – o que
deve ser ouvido: temas com introduções curtas e refrões chicletes, para não
perder o usuário do streaming e das redes sociais.
Mas a arte, felizmente,
nasce da resistência ao sistema vigente. É nesse regime de padronização que o
Angine de Poitrine pode, guardadas, claro, as devidas proporções históricas e
estéticas, assemelhar-se àqueles tropicalistas.
Música microtonal
O pulo do gato do duo é o uso da microtonalidade. Para o ouvinte comum,
acostumado com a escala ocidental de 12 notas (as teclas brancas e pretas do
piano), a música deles pode soar, inicialmente, como “desafinada”. Mas não se
iluda: trata-se de uma técnica milenar e rigorosa.
A música microtonal utiliza intervalos menores que um semitom. Imagine que, entre
o Dó e o Dó sustenido, existissem outras duas ou três notas escondidas. O
Angine usa instrumentos modificados, muitas vezes com trastes extras, serrados
manualmente, para alcançar essas frequências.
Nada de novo no front: civilizações orientais, como a indiana e a árabe,
utilizavam sistemas musicais semelhantes, há milênios: caso dos ragas e magams.
No ocidente, nomes como o do mestre do experimentalismo Frank Zappa já haviam
explorado tais terrenos. Mas o mérito do Angine de Poitrine é trazer tal “estranheza”,
cumprindo com a “função” da arte, no centro do palco pop/rock de 2026. Genial.
Máscaras que
desmascaram
Esteticamente,
as máscaras que ocultam as identidades de Khn e Klek remetem a uma linhagem de
artistas que escolheram o anonimato para que o som soasse mais alto que o ego.
Quem não se lembra de testemunhar a mesma atitude no Daft Punk, no The Residents
ou até da contemporânea teatralidade, com peso, do Ghost e do Slipknot. No caso
do Angine, o anonimato pode servir como uma crítica à espetacularização da vida
privada: lugar mais que comum nas redes sociais hoje.
Apesar da
virtuose exibida em álbuns como “Vol. 1” (2024) e o recém-lançado “Vol. II”
(2026), com faixas como Fabienk e Mata Zyklek, é preciso ser honesto: as
músicas não “viciam”, no sentido tradicional do verbo. Talvez porque a
importância do Angine de Poitrine vá além do conforto aos ouvidos. Eles não
buscam o topo das paradas: o que querem é expandir os limites do que se considera música. São uma espécie de “professores”; um farol para outros
artistas que, sufocados pela mesmice do streaming, sentem medo de
experimentar. Ao se lançarem no universo inexplorado do som, o duo prova que, num
mundo dominado por máquinas e superficialidade, o espírito humano é capaz de
preservar a sua essência fundamental: criar.
Com foco na formação de novos públicos, músicos da Orquestra Filarmônica Metropolitana promovem concerto didático e interativo a estudantes e projetos sociais
A tarde da próxima quarta-feira (15) promete ser sonora e educativa, em São Gonçalo. O palco do Teatro Municipal recebe, às 16h, o projeto Metais à 5, uma iniciativa da Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM) que busca quebrar as barreiras entre palco e plateia, transformando o concerto numa aula de música e cidadania.
Diferentemente das apresentações tradicionais, o quinteto, formado por dois trompetes, trompa, trombone e tuba, aposta na interatividade. Durante a execução do repertório, os músicos detalham o funcionamento de cada instrumento, explorando curiosidades e técnicas de som. O objetivo é claro: democratizar o acesso à cultura a alunos da rede pública e integrantes de projetos sociais. "O Metais à 5 nasceu do desejo de aproximar as pessoas da música instrumental de forma viva. Queremos que cada jovem saia sabendo mais sobre os instrumentos e, quem sabe, apaixonado pela música", ressalta o maestro e diretor artístico Gustavo Fernandes.
Impacto Social
O projeto ganha força com o apoio do Instituto dos Sonhos, organização que há duas décadas atua na transformação social. Para Rafael Vieira, fundador do instituto, levar música de qualidade a quem raramente tem acesso a grandes teatros é uma forma de ampliar horizontes. "É acreditar no poder transformador da arte", define o ativista.
A iniciativa é viabilizada por meio da Política Nacional Aldir Blanc, com realização do Ministério da Cultura e do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Serviço
Evento: Concerto Didático "Metais à 5"
Data: 15 de abril de 2026 (quarta-feira)
Horário: 16h
Local: Teatro Municipal de São Gonçalo (Rua Dr. Feliciano Sodré, 100, Centro)
Evento reúne dez bandas de rock, churrasco, feira de moda e diversão para toda a família
O coração da Tijuca está prestes a pulsar em um ritmo diferente. No sábado (11) e domingo (12), a Praça Saens Peña recebe o Rock 80 Festival, um evento que promete muito mais do que apenas música: é uma celebração da convivência urbana, da gastronomia de rua e da nostalgia que atravessa gerações.
Das 12h às 22h, o público poderá desfrutar de uma estrutura completa, que transforma o local num verdadeiro parque de entretenimento.
Para Fernando Fernandes, organizador do festival, o objetivo principal é a conexão humana. "Queremos proporcionar um ambiente leve, onde as pessoas possam reencontrar amigos e criar memórias afetivas em família", destaca.
Apesar da entrada franca, o Rock 80 Festival mantém seu compromisso social. Os organizadores convidam os visitantes a doar 2kg de alimentos não perecíveis. A iniciativa transforma o lazer em uma rede de apoio para quem mais precisa, reforçando o caráter comunitário da Tijuca.
Line-up
Foto: Divulgação
A trilha sonora foi curada para agradar desde os nostálgicos dos anos 80 até o público jovem.
Sábado (11): A festa começa com o nerdrock da banda Kuroi Tenshi, resgatando trilhas de animes icônicos como Naruto e Cavaleiros do Zodíaco. O dia segue com o classic rock da Time Machine e a energia nacional da Banda Ypsolon, fechando com o peso da The Red Pilot.
Domingo (12): O destaque fica para o tributo ao Oasis com a banda SuperFiction e o encerramento nostálgico de A Conexão 80, revisitando hinos de bandas como Guns N' Roses e Queen.
Com área kids para os pequenos e feira de moda e artesanato para quem gosta de garimpar peças exclusivas, o Rock 80 Festival se firma como o programa imperdível para o próximo fim de semana no Rio.
Single ganha força após estreia em programa de Andreas Kisser e consolida identidade da banda no heavy metal nacional
A banda In Domine lançou oficialmente o videoclipe de 'No Mercy', segundo single do EP Vivens En Mortis, disponibilizado em dezembro de 2025. Apostando em uma sonoridade que combina peso, melodia e densidade conceitual, o grupo reafirma sua proposta dentro da cena do heavy metal brasileiro, agora com um reforço visual que amplia o impacto da faixa.
Descrita como um verdadeiro grito de guerra, 'No Mercy' mergulha em uma narrativa marcada pelo isolamento pós-traição e por uma busca fria por vingança. A música se apoia em riffs precisos, andamento acelerado e um refrão marcante, construindo uma atmosfera direta e intensa, que dialoga com o público imediatamente.
No videoclipe, essa carga emocional ganha novas camadas. A produção aposta numa estética sombria e atmosférica, transitando entre o épico e o introspectivo, para simbolizar o percurso do protagonista rumo à superação, ainda que guiado por uma ideia de justiça implacável. O resultado é um trabalho que equilibra narrativa e identidade visual, reforçando o conceito central da obra.
O lançamento ganhou projeção adicional, após a exibição da faixa no programa “Pegadas de Andreas Kisser”, comandado pelo histórico guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser na Rádio 89FM. Logo após a transmissão, o clipe foi disponibilizado no YouTube, ampliando o alcance da banda em uma das principais vitrines do rock e do metal no país.
Gerada em Jundiaí (SP), a In Domine é formada por Davi Chaim (vocal); Dennis Romera e Fernando Gebram (guitarras); Octavio Loverso (baixo) e Ricardo Damas (bateria). O grupo se destaca por unir peso e dramaticidade a letras densas, que exploram conflitos existenciais, dilemas humanos e referências literárias, construindo uma identidade que dialoga com o heavy metal tradicional, sem abrir mão de uma abordagem contemporânea.
O EP Vivens En Mortis, produzido, gravado e mixado por Windi Ribeiro, também inclui as faixas “Vivens In Mortis” e “The Call Of The Wolves”, estabelecendo as bases do universo criativo da banda. Enquanto consolida esse primeiro trabalho, a In Domine já prepara novas composições para o seu álbum de estreia completo.
Latinidade brasileira. Assim pode ser definido o grupo Los Bodegueros, que apresenta o single “Abolerou”, faixa que chega acompanhada de clipe. Os músicos, que antecipam o álbum de estreia Rio Habana, previsto para junho, anunciam participação especial de Áurea Martins e Armando Marçal.
A música sintetiza a proposta do projeto, que une ritmos tradicionais cubanos à sofisticação da música brasileira. Arraigada de uma atmosfera de bolero, com uma roupagem nova, evoca a leveza e o balanço típicos da obra de João Donato, principal referência estética de "Abolerou". O trabalho ganha densidade e elegância, na voz de Áurea Martins. Soma-se a ela a percussão de Armando Marçal, que imprime um tempero que, ao misturar a musicalidade brasileira à cubana, remete o ouvinte a sonoridades de Buena Vista Social Club e aos melhores boleros cantados pela saudosa Nana Caymmi.
Musicalmente cosmopolita, Los Bodegueros foram idealizados por Guilherme Barbosa e contam com a direção musical de Fernando Leitzke. Os artistas atravessaram fronteiras geográficas e sonoras para gravar, entre o Rio e a capital cubana, o álbum Rio Havana. Além do bolero, as dez faixas inéditas reúnem ritmos como chá-chá-chá, son, descarga, danzón e montuno - com influências e importantes pitadas e temperos de música brasileira.
Dentre os nomes de destaques da cena musical que participam do disco, Gutto Wirtti (contrabaixo acústico), Fernando Leitzke (piano e órgão), Marcus Thadeu (bateria), Antônio Neves (trombone), Rui Alvim (sax alto), Aquiles Morais (trompete) e Eduardo Neves (flauta e flautim). Além deles, artistas de países latino-americanos ampliam o leque da diversidade do grupo: na voz, os cubanos David Campos e Daybel Rodrigues, e uma homenagem à sambista Done Ivone Lara, exaltada pela cantora Simone Lial, interpretando 'Dona Ivone Lara', numa belíssima conexão do nosso samba com a música cubana.
O lançamento é do selo Cantores del Mundo. Confira:
Com elementos de orquestra, peso moderado e uma importante mensagem sobre dar força a pessoas queridas que enfrentram quadro de depressão, o Hungrs disponibiliza nos streaming e em videoclipe a música 'Far From Home', o terceiro e último single antes do disco de estreia, Simbiose, já agendado para ser lançado dia 10 de fevereiro.
Hungrs é o projeto de heavy metal criado no segundo semestre de 2024 entre pai e filho, Marcos, o pai, de 44 anos, e o filho, Lucca, de 16 anos, apostam em riffs com muito groove e peso, com vocais rasgados e graves.
'Far From Home', com elementos de orquestra criados por Vithor Moraes (da banda Armiferum), é uma música mais leve e cadenciada em relação aos dois singles anteriores, 'The Seeker' e 'Somebody Says'.
"Fala um pouco sobre depressão e que (mesmo não sendo algo assim, fácil, de 'é só fazer isso') é importante o diálogo, é importante se abrir para as pessoas queridas e mostrar que está passando por uma situação difícil. Falar é importante — não é a solução, mas ajuda a não se ver totalmente sozinho e sem forças. Você não está sozinho", contextualiza Marcos.
Lucca comenta sobre três facetas do Hungrs apresentadas nos três singles, que preparam para o disco Simbiose:
"Separamos três singles para o álbum, o meio termo, o pesado, e o leve. Assim o público pode ter uma noção do som do álbum, que é o próprio conceito de lançar singles, mas ainda assim, tem várias coisas interessantes que virão apenas no lançamento".
Artista turco assina a capa
A capa de 'Far From Home', assim como na música de estreia ('Somebody Says') e no segundo single, 'The Seeker', é assinada pelo artista turco Abidin Katipoğlu. Mais uma vez, o termo que dará nome ao álbum, Simbiose (associação entre dois seres vivos que vivem em comum), norteia os traços da arte.
Hungrs, entre pai e filho
Marcos, lá pelos seus 20 e poucos anos, montou uma banda autoral chamada Autofobia, na cidade de Santos (SP). Com alguns shows locais e uma meia dúzia de músicas, não deu tempo de decolar, outras responsabilidades o chamaram e o grupo se desfez.
Agora, de forma a incentivar seu filho mais velho, deu a ideia de formar essa banda para ele desenvolver a criatividade em composições. E assim começou a Hungrs. Lucca faz aulas de bateria desde os 7 anos de idade, e também faz aulas de guitarra há vários anos.