terça-feira, 28 de abril de 2026

Orquestra Filarmônica Metropolitana Inicia temporada de concertos didáticos em São Gonçalo

 

Foto: Érica Lopes/divulgação


Projeto gratuito utiliza clássicos de Luiz Gonzaga e Guns N’ Roses para desmistificar instrumentos e formar novas plateias na região

A música clássica rompe as barreiras das salas de concerto tradicionais, para ganhar as escolas e clubes de São Gonçalo. A partir desta terça-feira (28), a Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM) deu início ao projeto Concertos Didáticos: uma iniciativa que une educação e arte para apresentar o universo da música erudita a cerca de 450 crianças e adolescentes da rede local.

Mantida pelo Instituto dos Sonhos, a OFM propõe uma imersão de 60 minutos onde o público não apenas ouve, mas interage. "Quando aproximamos o jovem da música de concerto de forma acessível, estamos abrindo caminhos e despertando possibilidades", afirma o maestro Gustavo Fernandes. Durante as apresentações, os músicos explicam as características de cada instrumento, desvendando a construção sonora por trás das grandes obras.

Do samba ao rock

Para criar uma conexão imediata com os jovens, o repertório foge do óbvio. A orquestra costura clássicos da MPB, como "Garota de Ipanema" e "Asa Branca", com sucessos mundiais do rock e do pop, incluindo "Sweet Child O’ Mine", do Guns N’ Roses, e o embalo dos Bee Gees.

As apresentações são divididas por grupos de câmara, permitindo que os alunos compreendam as diferentes "famílias" da orquestra, como os sopros (flautas, oboés e clarinetes); as cordas (violinos e violoncelos); além dos metais (trompetes e trombones).

Agenda

05 de Maio (Terça-feira) – 17h

  • Formação: Quarteto de Cordas
  • Local: Clube Tamarilândia (Porto Novo)

07 de Maio (Quinta-feira) – 17h

  • Formação: Quinteto de Metais
  • Local: Clube Tamarilândia (Porto Novo)
  • Entrada: Gratuita.
  • Público-alvo: Estudantes, crianças e adolescentes.

Búzios Jazz Festival transforma orla em palco para grandes nomes do gênero no feriado do trabalhador

 

Foto: Divulgação

Em parceria com o Circuito Sesc Jazz & Blues, evento gratuito, na Praça Santos Dumont, espera atrair 35 mil pessoas com atrações nacionais e internacionais

Armação dos Búzios se prepara para ser o destino principal dos amantes da música refinada, no início de maio. Entre os dias 1º e 3 de maio, o balneário recebe o Búzios Jazz Festival, um encontro que une o charme natural da península à sofisticação do jazz e do blues. Realizado em parceria com o Circuito Sesc Jazz & Blues e com suporte da prefeitura local, o festival ocupará a Praça Santos Dumont, no Centro, com uma programação de nove shows gratuitos.

O evento aposta em uma experiência imersiva que conecta a diversidade musical às paisagens icônicas da cidade. A expectativa da organização é que cerca de 35 mil pessoas circulem pelo circuito, durante os três dias de feriado prolongado, movimentando a economia e o turismo da região.

Diálogo Musical

O Palco Santos Dumont será o epicentro da festa, com apresentações a partir das 20h. O roteiro inclui desde releituras jazzísticas de clássicos, como o projeto "Beatles em Jazz", de Mark Lambert, até encontros instrumentais de peso, como o de Dudu Lima, com Carlos Malta. A noite de abertura traz o balanço de Lo Steele & Igor Prado, garantindo o diálogo entre a escola norte-americana e a técnica brasileira.

Além do palco principal, a organização confirmou que a Praça dos Ossos também receberá atrações, com a programação secundária a ser divulgada em breve, ampliando o alcance do festival para outros pontos históricos da cidade.

Programação Completa (Palco Santos Dumont)

Quinta-feira (01/05)

  • 20h: DJ Breno
  • Tango Revirado
  • Jefferson Gonçalves & Bittencourt Duo
  • Lo Steele & Igor Prado

Sexta-feira (02/05)

  • 20h: Dudu Lima convida Carlos Malta, Márcio Bahia e Leandro Scio
  • Mark Lambert Quartet – “Beatles em Jazz”
  • Laretha Weathersby & Bruno Marques Band

Sábado (03/05)

  • 20h: Lady Trucker & The Simi Brothers
  • Diogo Spadaro + Freetação

Serviço

  • Local: Praça Santos Dumont, Centro – Búzios.
  • Datas: 1º a 3 de maio de 2026.
  • Entrada: Gratuita.

 

Six Feet Under confirma turnê inédita no Brasil em outubro e novembro

 

Crédito: Stephanie Cabral

Comandada pelo lendário Chris Barnes, banda norte-americana percorre quatro capitais, com abertura da Chaos Synopsis

O cenário do metal extremo brasileiro terá um encontro histórico no final de 2026. As produtoras Venus Concerts e Caveira Velha confirmaram a primeira turnê da banda norte-americana Six Feet Under pelo país. Referência mundial do death metal da Flórida, o grupo liderado pelo vocalista Chris Barnes (ex-Cannibal Corpse) desembarca em território nacional para divulgar seu mais novo trabalho, Next to Die




A turnê brasileira faz parte de um giro latino-americano e traz uma formação de peso, incluindo o guitarrista Jack Owen. O som do Six Feet Under é conhecido por fugir da velocidade frenética, apostando em um groove arrastado, riffs densos e o gutural icônico de Barnes, que ajudou a moldar o gênero nos anos 90.

Roteiro



A maratona de shows começa em Belo Horizonte (30/10) e segue para Recife (31/10), São Paulo (01/11) e Curitiba (02/11). Para acompanhar os americanos, a banda convidada é a paulista Chaos Synopsis. Vinda de uma apresentação de destaque no Bangers Open Air, a banda de São José dos Campos reforça o palco com sua mistura agressiva de death e thrash metal.

Ingressos já estão disponíveis através da plataforma 101tickets.com.br.

  • Belo Horizonte (30/10): Mister Rock
  • Recife (31/10): Lounge Music
  • São Paulo (01/11): Hangar 110
  • Curitiba (02/11): Tork N’ Roll

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Galocantô celebra poesia de Luiz Carlos da Vila no Theatro Municipal de Niterói

 

Fotos: divulgação 

O palco do Theatro Municipal de Niterói recebe, no sábado (2), às 19h, um encontro marcado com a história do samba. O renomado grupo Galocantô sobe ao palco para uma apresentação única em tributo a Luiz Carlos da Vila, um dos maiores poetas do gênero.

Os ingressos já estão à venda pela plataforma Fever, por R$ 50 (inteira).

Legado 

O show é baseado no elogiado álbum "Galocantô – Luiz Carlos da Vila 75 Anos". O público pode esperar uma sonoridade encorpada: além dos clássicos, o quinteto traz novos arranjos que incorporam baixo e bateria a canções consagradas. No repertório, hinos como "O show tem que continuar"; "Cabô, meu pai" e "Kizomba, festa da raça". 


A apresentação também destaca faixas exclusivas do projeto, como "A luz de um grande amor" e "Um verso pra Luiz", esta última composta por Moacyr Luz, parceiro fiel do homenageado.

A conexão entre o grupo e o compositor transcende a admiração profissional. No início dos anos 2000, o Galocantô atendia pelo nome de "Além da Razão" (sucesso de Vila). A relação era tão estreita que a última composição de Luiz Carlos da Vila foi batizada justamente de "O Galocantô", feita sob medida para o quinteto. 

 "Falar de Luiz Carlos da Vila é falar de amor, justiça e brasilidade. Sua obra é imortal e transcende o tempo", afirma Marcelo Correia, diretor musical e violonista do grupo.


Serviço:

Evento: Galocantô canta Luiz Carlos da Vila

 Data: 2 de maio

 Horário: 19h

 Local: Theatro Municipal de Niterói

 Ingressos: R$ 50 (Inteira) | Site: Fever

João Fênix celebra 25 anos de carreira com álbum ao vivo e dueto com Ney Matogrosso

 

Foto: divulgação 

Em novo projeto, Mapa de Tempo, o contratenor pernambucano condensa duas décadas e meia de trajetória em um registro visceral gravado no Rio de Janeiro. O álbum sela a histórica irmandade artística com Ney Matogrosso, que divide os vocais com Fênix na faixa de encerramento, reafirmando a sintonia entre mestre e pupilo

O palco sempre foi o laboratório de João Fênix, mas é em seu novo álbum, Mapa de Tempo, que o cantor parece consolidar sua geografia emocional. Gravado ao vivo no Manouche (RJ), o disco funciona como um inventário de uma trajetória de 25 anos, guiada por intuição e precisão técnica de sua voz de contratenor.

O projeto celebra a parceria de longa data com o violonista e arranjador Jaime Alem. Juntos, eles costuram um repertório que João divide em quatro pilares: o espiritual, o agrário, o político e o romântico. "Só canto o que está no meu coração", resume o artista, que foge de fórmulas mercadológicas para priorizar a verdade interpretativa.

Território

O álbum percorre desde a ancestralidade de "Pai Grande" (Milton Nascimento) até a expansão para a língua espanhola com "Al Final de Este Viaje en la Vida" (Silvio Rodriguez). A incursão hispânica de Fênix, aliás, já colhe frutos: sua versão de "Alfonsina y El Mar"*, com Virgínia Rodrigues, é finalista do Prêmio da Música Brasileira 2026.

A versatilidade vocal de João — lapidada no Conservatório Pernambucano de Música — atinge o ápice em "Todo Homem" (Zeca Veloso), onde ele transita com naturalidade entre graves e agudos.

Encontro 

O álbum sela mais um capítulo da irmandade com Ney Matogrosso. Presente na caminhada de João desde o seu début, em 2001, Ney divide os vocais na emblemática "Nada Mais (Lately)". A colaboração encerra o disco com a elegância de quem reconhece no pupilo um herdeiro de sua estirpe artística. "Ney é um artista solar. Tê-lo na minha vida é motivo de gratidão", afirma Fênix.

Futuro


Enquanto circula com a turnê de Mapa de Tempo pelo Brasil e exterior, João Fênix já olha para o horizonte: a pré-produção de seu próximo álbum de estúdio já começou, com lançamento previsto para 2027.

Mapa de Tempo já está disponível em todas as plataformas digitais.

domingo, 26 de abril de 2026

Arnaldo Antunes e José Miguel Wisnik lançam clipe de “Átimo de Som”

Fotos: reprodução/YouTube 


Os compositores Arnaldo Antunes e José Miguel Wisnik acabam de estrear no YouTube o videoclipe de “Átimo de Som”. A faixa integra o novo EP de Wisnik, intitulado Mais Simples, que reúne interpretações inéditas de sua obra por vozes como Caetano Veloso, Djavan e Sophie Charlotte.




Originalmente composta em homenagem a Gal Costa, a canção nasceu de um convite de Wisnik a Antunes.




Para Wisnik, a gravação traz uma nova camada à composição, destacando o "mistério no grão da voz" de Antunes. O registro audiovisual, dirigido por Luan Kardoso, captura a performance em estúdio dos artistas, acompanhados por Marina Wisnik nos vocais e Guilherme Kastrup na percussão. As informações são da Nova Brasil FM.

O EP Mais Simples já pode ser ouvido em todas as plataformas de áudio.

sábado, 25 de abril de 2026

Flea redescobre raízes em "Honora": sua estreia solo no jazz

Fotos: redes sociais @flea333


Conhecido mundialmente pela energia explosiva e pelas linhas de baixo que definiram o Red Hot Chili Peppers, Flea acaba de revelar uma faceta muito mais íntima e sofisticada de sua musicalidade. Lançado em março, o álbum "Honora" marca a estreia solo do músico, mas esqueça o funk-rock dos estádios: aqui, o protagonista é o jazz.

O projeto é fruto de uma imersão profunda. De acordo com informações da Billboard Brasil, Flea dedicou dois anos ao aperfeiçoamento do trompete — sua primeira paixão musical da juventude —, para dar vida às composições. Gravado majoritariamente em fevereiro do ano passado, o disco é um mergulho em texturas atmosféricas e improvisação.

Para tirar o projeto do papel, o artista se cercou de um "time de elite", incluindo o produtor Josh Johnson e o guitarrista Jeff Parker. O prestígio de Flea também atraiu colaborações de peso, que elevam o álbum a outro patamar: Thom Yorke empresta sua voz a “Traffic Lights”, enquanto o lendário Nick Cave interpreta “Wichita Lineman”. O repertório ainda surpreende com releituras de Frank Ocean e uma versão de “Maggot Brain”, clássico do Funkadelic.

A nova fase não ficará restrita ao estúdio. Flea já prepara uma turnê intimista pela América do Norte e Europa, com a nova banda. O impacto do anúncio foi imediato, com a maioria dos ingressos já esgotada, provando que o público está ansioso para ver o mestre do baixo em sua versão mais purista e jazzística.

Ouça Honora.  


sexta-feira, 24 de abril de 2026

Rio das Ostras Jazz & Blues Festival confirma 22ª edição para junho

 

Fotos: divulgação 

Considerado o maior evento do gênero na América Latina, ele figura entre os dez maiores do mundo

 Após o sucesso de público no último ano, a organização confirmou que manterá, de 4 a 7 de junho, a estrutura gratuita que consolidou Rio das Ostras, na Região Lagos, como a "Capital Estadual do Jazz & Blues".




Desde sua fundação, em 2003, o festival se tornou um pilar estratégico para o estado do Rio de Janeiro. De acordo com dados da FGV-RJ e do Sebrae, o evento injeta, em média, R$ 9 milhões na economia local, durante seus quatro dias de realização. Mais do que entretenimento, o festival funciona como um motor para o turismo e a geração de renda na Costa do Sol, atraindo anualmente entre 100 mil e 130 mil visitantes brasileiros e estrangeiros.

22ª edição


Para 2026, a promessa é de um line-up robusto e diversificado, com mais de 30 atrações nacionais e internacionais. As apresentações serão divididas em quatro palcos estrategicamente espalhados pela cidade, mantendo o foco na democratização do acesso à cultura, em shows totalmente gratuitos.

 Números:

 Histórico: mais de 600 shows e 100 palestras realizadas.

 Alcance: mais de 1 milhão de espectadores, ao longo de duas décadas.

 Estrutura: 4 palcos, com foco em jazz, blues e música instrumental.

Reconhecimento: parte do calendário oficial de eventos do Estado do Rio de Janeiro, desde 2011.



Na página @rostrasjazzblues no Instagram, pode-se acompanhar as atrações musicais confirmadas pela produção. 

O evento é uma realização da Prefeitura de Rio das Ostras, via Secretaria de Turismo e Fundação de Cultura, com produção da Azul Produções e apoio da Like Produtora.

Dulce Quental desvenda "A Mulher Escondida nas Canções", em Botafogo



Foto: Nana Moraes/divulgação


A voz que embalou gerações com o hino "Eu sou free" e que se consolidou como uma das canções mais sofisticadas da MPB contemporânea tem encontro marcado com o público carioca


A poesia revisitada. Neste sábado (25), a Acaso Cultural, em Botafogo, Zona Sul do Rio, abre suas portas para Dulce Quental. Longe de ser apenas uma retrospectiva nostálgica, o show "A mulher escondida nas canções" se dedica à arquitetura poética da artista. Conhecida pelo rigor com que lapida suas letras, Dulce traz ao palco a maturidade de quem transitou com elegância entre o rock dos anos 80 e a vanguarda da "new bossa". 

Refinamento

Desde sua estreia solo com álbuns icônicos como "Délica" e "Voz Azul", Dulce Quental se distanciou das fórmulas comerciais para buscar uma identidade própria. Sua música é um território onde o jazz e o blues conversam naturalmente com o pop e a bossa nova. Essa versatilidade não é por acaso: com formação em Filosofia, Jornalismo e Ciências Sociais, a artista imprime em suas composições uma densidade intelectual que a tornou parceira de nomes como Frejat (em "O Poeta Está Vivo") e interlocutora de artistas como Cazuza e Arnaldo Antunes. 

O público pode esperar uma sonoridade que remete ao minimalismo sofisticado de bandas como Everything But the Girl e a suavidade de Sade, mas com o DNA inconfundível da canção brasileira. É uma oportunidade rara de ver de perto uma das letristas mais refinadas do país, em um ambiente intimista. 


Programe-se: 




Evento: Dulce Quental – "A mulher escondida nas canções" 

Quando: Sábado, 25 de abril, às 20h 

Onde: Acaso Cultural (Rua Vicente de Sousa, 16 – Botafogo) 

Ingressos: A partir de R$ 55 (vendas via Sympla)

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Legado de Carlos Gomes une ancestralidade e arte lírica na Sala Cecília Meireles

Fotos: divulgação

 

Em espetáculo inédito que une ópera e balé, o diretor e tenor Fernando Portari destaca a "genuína brasilidade" do compositor que conquistou a Europa e colocou a figura do indígena no panteão dos grandes heróis da humanidade


Por Saulo Andrade

No mês em que se celebram os Povos Indígenas e os 190 anos de nascimento de Carlos Gomes, a Companhia de Ópera da Lapa apresenta o espetáculo “Carlos Gomes, O Selvagem da Ópera”. Sob a direção do renomado tenor Fernando Portari, a montagem — que acontece na sexta-feira (24), na Sala Cecília Meireles — promete ser mais que um concerto: uma imersão profunda na identidade sonora do Brasil.

Para Portari, o compromisso da obra é evocar a ancestralidade presente no povo brasileiro. "Não poderíamos ser mais felizes com esse legado de Gomes, que coloca a figura do indígena Pery e sua cultura no centro dos grandes heróis da humanidade", afirma o diretor do espetáculo, acrescentando que melodias icônicas de “O Guarani”, como o dueto de Pery e Ceci, são "células da mais pura expressão da música popular brasileira".

Trajetória

Embora O Guarani seja a peça central por seu simbolismo, a peça explora a versatilidade de um compositor que não teve medo de ousar. Portari destaca a inclusão de trechos de “Fosca”, obra influenciada pelo germanismo de Wagner, além do oratório Colombo, uma de suas últimas composições. "(Ela) conta a aventura épica do grande navegador Genoves, ao chegar às Américas. Gomes avança em sua escrita e usa os recursos do verismo, que já dominava o grande repertório italiano. Era definitivamente um homem destemido, que não se prendeu a seu tempo e se aventurou pelas novas linguagens com absoluta mestria”, detalha o tenor. 



A complexidade técnica das obras exige um elenco de excelência. O espetáculo contará com solistas como Michele Menezes, Marianna Lima, Ivan Jorgensen, Marcelo Coutinho, Flávio Mello e Pedro Olivero. Segundo o diretor, as vozes foram escolhidas pela capacidade dramática e timbres variados, criando uma experiência de "amplas e diversas sonoridades" sobre a base harmônica delicada do Quinteto de Cordas da Orquestra Jovem do Rio e da pianista Eliara Puggina.

Dança e Ópera

Um dos momentos mais aguardados é a participação dos primeiros bailarinos do Theatro Municipal, Márcia Jaqueline e Rodrigo Hesmermeyer. Eles interpretarão o pas de deux “Baccanale Indiano”, com uma coreografia criada especialmente para a ocasião, evocando a tensão de Pery e Ceci, capturados pelos índios Aymorés.

"Será uma epifania", entusiasma-se Portari. "É na ópera que todas as artes se fundem — música, canto, dança e teatro — para criar esse turbilhão de emoções".

O palco escolhido não poderia ser outro: a Sala Cecília Meireles. "Espaço ideal para apreciar as filigranas da voz humana. Proporciona uma sonoridade generosa e íntima, permitindo uma imersão profunda no universo lírico", conclui o diretor.

SERVIÇO:

Espetáculo: “Carlos Gomes, O Selvagem da Ópera”

Data: 24 de abril

Local: Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47)

Horário: 19h

Ingressos: R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia)

Classificação: Livre

Duração: 1h30

Folia de Reis ocupa Centro do Rio neste sábado

Foto: divulgação 


O corredor cultural do Centro do Rio ganha cores e versos ancestrais neste sábado (25). A Casa Brasil abre alas para a Folia de Reis A Brilhante Estrela de Belém, que desce o Morro da Formiga, na Tijuca, para uma apresentação gratuita a partir das 15h.

O evento faz parte do Programa Público e promete transformar o prédio histórico em um palco de devoção e oralidade. Com mais de uma década de estrada, o grupo preserva a liturgia da folia — da marcha de entrada às chulas e brincadeiras dos poetas —, reforçando os laços entre a cultura popular e o ambiente urbano.

Serviço:

 Evento: Folia de Reis A Brilhante Estrela de Belém

 Data: Sábado, 25 de abril, às 15h

 Local: Casa Brasil (Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro do Rio)

 Entrada: gratuita

 Exposições: visitação de terça a domingo, das 10h às 17h (em cartaz até 08/07)


Orquestra Filarmônica Metropolitana Inicia temporada de concertos didáticos em São Gonçalo

  Foto: Érica Lopes/divulgação Projeto gratuito utiliza clássicos de Luiz Gonzaga e Guns N’ Roses para desmistificar instrumentos e formar n...