sábado, 11 de abril de 2026

Baterista Brasileiro brilha em turnê pela Europa com gigante do metal alemão

 

Foto: pri secco

Marcus Dotta percorre sete países como integrante da Masterplan

O baterista Marcus Dotta foi o escolhido para assumir as baquetas da banda alemã Masterplan, durante sua nova turnê pelo continente. Ao todo, serão 14 apresentações, em países como Alemanha, Holanda, Dinamarca e República Tcheca, consolidando o nome do músico no cenário internacional.

De Fã a Integrante

Para Marcus, essa viagem é muito mais que um trabalho: é o ápice de sua história com a música. Isso porque ele cresceu ouvindo os fundadores da banda e, agora, divide o palco com os ídolos. É o tipo de conquista que transforma um objetivo de vida em realidade.



A parceria, que começou em apresentações pela América Latina, agora chega à "casa" do grupo. Um dos momentos mais marcantes será o show em Hamburgo, cidade alemã famosa por ser o berço do Masterplan.

Novidades

Além de celebrar a carreira do artista brasileiro, os shows marcam uma fase de renovação para a banda germânica, que volta a lançar canções inéditas, após um longo hiato. Quem for às apresentações verá um repertório exclusivo, conduzido pela energia e precisão da batera de Marcus Dotta.


 


sexta-feira, 10 de abril de 2026

Aléxia lança "Seja Você" e prepara terreno para álbum de estreia

 

Foto: Vitor Duik

Single antecipa o disco 'Garra', que chega ao streaming no dia 30 de abril, trazendo uma mistura potente de rock moderno e letras confessionais

A cantora e compositora Aléxia deu início oficial à sua nova era musical, com o lançamento do single "Seja Você" nesta sexta-feira (10). A faixa é uma prévia de "Garra", seu álbum de estreia, que promete uma fusão energética entre metal moderno, hardcore e pop punk. Explorando temas como saúde mental e superação, a canção sintetiza a busca pela autenticidade, em meio ao caos.

O lançamento ganha um reforço visual no dia 13 de abril com o clipe oficial, gravado em Tatuí (SP), reforçando o vínculo da artista com suas raízes.



Com uma trajetória robusta, que inclui mais de 400 apresentações e passagens por grandes festivais, como o Porão do Rock, Aléxia consolida sua posição como uma das apostas do gênero.

Atração confirmada no Somos Rock São Paulo 2026, a artista já dividiu o palco com nomes como Stone Temple Pilots e CPM 22. 

O novo single já está disponível nas plataformas digitais, pavimentando o caminho para o lançamento das 14 faixas que compõem o disco completo, no final do mês.

Clássicos Domingos celebra legado de Ernesto Nazareth na Tijuca

Espetáculo narrativo une música e biografia para homenagear o mestre do choro no Centro da Música Carioca


Moises Santos, Yuka Shimizu e Georgia Szpílman. Fotos: Sérgio Roberto



O projeto Clássicos Domingos recebe, neste domingo (12), o concerto "Para Sempre Ernesto Nazareth". A apresentação, agendada para as 11h, no Centro da Música Carioca Artur da Távola, promove uma imersão na trajetória de um dos pilares da identidade sonora nacional. O tributo é conduzido pela voz e dramaturgia de Georgia Szpílman, acompanhada pela pianista Yuka Shimizu e pelo clarinetista Moises Santos.


O espetáculo transcende a execução musical, ao entrelaçar melodias e fatos biográficos. A narrativa resgata a infância de Nazareth, nascido em 1863, destacando a disciplina paterna e o lirismo herdado da mãe, como elementos cruciais na formação do artista que refinou o DNA da música brasileira.


Conexão Internacional





A força da obra de Nazareth é personificada na história de Yuka Shimizu. Aos 12 anos, ainda no Japão, a pianista encantou-se por "Odeon". Mesmo sem dominar o português, contatou Clara Sverner, em busca de orientação acadêmica. O movimento resultou em sua vinda definitiva para o Brasil há quase três décadas, consolidando sua carreira como embaixadora do repertório nacional — incluindo peças de Villa-Lobos e Camargo Guarnieri —, em palcos estrangeiros.

Mais que um recital, a montagem reafirma a perenidade do compositor, oferecendo ao público uma síntese poética entre história, cultura e técnica.


Serviço


Evento: Para Sempre Ernesto Nazareth

Elenco: Georgia Szpílman, Yuka Shimizu e Moises Santos

Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola

Endereço: Rua Conde de Bonfim, 824 – Tijuca

Data: 12 de abril (domingo) às 11h

Ingressos: R$ 60 (inteira) / R$ 30 (meia) via Sympla

Classificação: Livre


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Angine de Poitrine: sopro de resistência nas frestas do algoritmo

 

Todas as fotos: redes sociais Angine de Poitrine

A febre da inteligência artificial vem ameaçando reduzir a composição musical a uma mera análise probabilística, compilada, de sucessos passados. Apesar de a humanidade, especialmente músicos e compositores, depararem-se com tal crise criativa, surge, nas entranhas de Saguenay, no Quebec, Canadá, uma “anomalia” necessária: o duo Angine de Poitrine.

Mais que viralizar, a irreverente dupla, trajada em macacões com desenhos de bolinhas e máscaras, instaurou um curto-circuito na lógica do consumo imediato.

Assistir às performances de Khn e Klek – codinomes já apelidados de “Slipdots” – é presenciar o caráter disruptivo e transgressor, em tempo real. Enquanto a IA busca a perfeição matemática e a simetria sonora para agradar ouvidos medíocres, os caras abraçam a “fricção”, o erro controlado e a complexidade manual.  

Do fuzil ao código

Entre as décadas de 1960 e 1980, o Brasil viveu sob o peso de uma ditadura militar, que tentou amordaçar a subjetividade, fazendo surgir, ironicamente, a genialidade de três exemplos de artistas que sabiam se utilizar da linguagem metafórica nas letras das músicas, com harmonia sofisticada e deboche, para furar a bolha da censura: Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil. Hoje, surge o Angine de Poitrine, que quebra a ditadura dos algoritmos com guitarras de dois braços, baterias surpreendentes e métricas improváveis – às vezes até impossíveis de serem acompanhadas por músicos que se propõem a fazer cover de qualquer uma das músicas dos canadenses.

Não tivemos, por pouco, de novo, no país, generais censurando letras de músicas; mas, aqui e lá fora, vivencia-se a banalização da música. Se, há alguns anos, ela era taxada como “ambiente” ou “de elevador”, hoje vive em meio a códigos padronizados pela ditadura de algoritmos que “revelam” – ou determinam – o que deve ser ouvido: temas com introduções curtas e refrões chicletes, para não perder o usuário do streaming e das redes sociais.

Mas a arte, felizmente, nasce da resistência ao sistema vigente. É nesse regime de padronização que o Angine de Poitrine pode, guardadas, claro, as devidas proporções históricas e estéticas, assemelhar-se àqueles tropicalistas.

Música microtonal

O pulo do gato do duo é o uso da microtonalidade. Para o ouvinte comum, acostumado com a escala ocidental de 12 notas (as teclas brancas e pretas do piano), a música deles pode soar, inicialmente, como “desafinada”. Mas não se iluda: trata-se de uma técnica milenar e rigorosa.

A música microtonal utiliza intervalos menores que um semitom. Imagine que, entre o Dó e o Dó sustenido, existissem outras duas ou três notas escondidas. O Angine usa instrumentos modificados, muitas vezes com trastes extras, serrados manualmente, para alcançar essas frequências.

Nada de novo no front: civilizações orientais, como a indiana e a árabe, utilizavam sistemas musicais semelhantes, há milênios: caso dos ragas e magams.

No ocidente, nomes como o do mestre do experimentalismo Frank Zappa já haviam explorado tais terrenos. Mas o mérito do Angine de Poitrine é trazer tal “estranheza”, cumprindo com a “função” da arte, no centro do palco pop/rock de 2026. Genial.

Máscaras que desmascaram

Esteticamente, as máscaras que ocultam as identidades de Khn e Klek remetem a uma linhagem de artistas que escolheram o anonimato para que o som soasse mais alto que o ego. Quem não se lembra de testemunhar a mesma atitude no Daft Punk, no The Residents ou até da contemporânea teatralidade, com peso, do Ghost e do Slipknot. No caso do Angine, o anonimato pode servir como uma crítica à espetacularização da vida privada: lugar mais que comum nas redes sociais hoje.


Apesar da virtuose exibida em álbuns como “Vol. 1” (2024) e o recém-lançado “Vol. II” (2026), com faixas como Fabienk e Mata Zyklek, é preciso ser honesto: as músicas não “viciam”, no sentido tradicional do verbo. Talvez porque a importância do Angine de Poitrine vá além do conforto aos ouvidos. Eles não buscam o topo das paradas: o que querem é expandir os limites do que se considera música. São uma espécie de “professores”; um farol para outros artistas que, sufocados pela mesmice do
streaming, sentem medo de experimentar. Ao se lançarem no universo inexplorado do som, o duo prova que, num mundo dominado por máquinas e superficialidade, o espírito humano é capaz de preservar a sua essência fundamental: criar.  


quarta-feira, 8 de abril de 2026

Projeto "Metais à 5" Leva Música Instrumental Gratuita a São Gonçalo

Foto: Divulgação

Com foco na formação de novos públicos, músicos da Orquestra Filarmônica Metropolitana promovem concerto didático e interativo a estudantes e projetos sociais

A tarde da próxima quarta-feira (15) promete ser sonora e educativa, em São Gonçalo. O palco do Teatro Municipal recebe, às 16h, o projeto Metais à 5, uma iniciativa da Orquestra Filarmônica Metropolitana (OFM) que busca quebrar as barreiras entre palco e plateia, transformando o concerto numa aula de música e cidadania.

Diferentemente das apresentações tradicionais, o quinteto, formado por dois trompetes, trompa, trombone e tuba, aposta na interatividade. Durante a execução do repertório, os músicos detalham o funcionamento de cada instrumento, explorando curiosidades e técnicas de som. O objetivo é claro: democratizar o acesso à cultura a alunos da rede pública e integrantes de projetos sociais.

"O Metais à 5 nasceu do desejo de aproximar as pessoas da música instrumental de forma viva. Queremos que cada jovem saia sabendo mais sobre os instrumentos e, quem sabe, apaixonado pela música", ressalta o maestro e diretor artístico Gustavo Fernandes.

Impacto Social

O projeto ganha força com o apoio do Instituto dos Sonhos, organização que há duas décadas atua na transformação social. Para Rafael Vieira, fundador do instituto, levar música de qualidade a quem raramente tem acesso a grandes teatros é uma forma de ampliar horizontes. "É acreditar no poder transformador da arte", define o ativista.

A iniciativa é viabilizada por meio da Política Nacional Aldir Blanc, com realização do Ministério da Cultura e do Governo do Estado do Rio de Janeiro.


📍 Serviço

  • Evento: Concerto Didático "Metais à 5"

  • Data: 15 de abril de 2026 (quarta-feira)

  • Horário: 16h

  • Local: Teatro Municipal de São Gonçalo (Rua Dr. Feliciano Sodré, 100, Centro)

  • Entrada: Gratuita (sujeito à lotação)

  • Duração: 60 minutos

  • Classificação: Livre

Grátis: Rock 80 Festival transforma Praça Saens Peña em caldeirão de cultura e solidariedade

 

Foto: Divulgação

Evento reúne dez bandas de rock, churrasco, feira de moda e diversão para toda a família

O coração da Tijuca está prestes a pulsar em um ritmo diferente. No sábado (11) e domingo (12), a Praça Saens Peña recebe o Rock 80 Festival, um evento que promete muito mais do que apenas música: é uma celebração da convivência urbana, da gastronomia de rua e da nostalgia que atravessa gerações.

Das 12h às 22h, o público poderá desfrutar de uma estrutura completa, que transforma o local num verdadeiro parque de entretenimento.

Para Fernando Fernandes, organizador do festival, o objetivo principal é a conexão humana. "Queremos proporcionar um ambiente leve, onde as pessoas possam reencontrar amigos e criar memórias afetivas em família", destaca.

Apesar da entrada franca, o Rock 80 Festival mantém seu compromisso social. Os organizadores convidam os visitantes a doar 2kg de alimentos não perecíveis. A iniciativa transforma o lazer em uma rede de apoio para quem mais precisa, reforçando o caráter comunitário da Tijuca.

Line-up

Foto: Divulgação


A trilha sonora foi curada para agradar desde os nostálgicos dos anos 80 até o público jovem.

  • Sábado (11): A festa começa com o nerdrock da banda Kuroi Tenshi, resgatando trilhas de animes icônicos como Naruto e Cavaleiros do Zodíaco. O dia segue com o classic rock da Time Machine e a energia nacional da Banda Ypsolon, fechando com o peso da The Red Pilot.

  • Domingo (12): O destaque fica para o tributo ao Oasis com a banda SuperFiction e o encerramento nostálgico de A Conexão 80, revisitando hinos de bandas como Guns N' Roses e Queen.

Com área kids para os pequenos e feira de moda e artesanato para quem gosta de garimpar peças exclusivas, o Rock 80 Festival se firma como o programa imperdível para o próximo fim de semana no Rio.

Mais informações: @rock80festival



terça-feira, 7 de abril de 2026

In Domine transforma dor e vingança em épico audiovisual no clipe de 'No Mercy'

Foto: Keve Pastor (@kevefilmes)



Single ganha força após estreia em programa de Andreas Kisser e consolida identidade da banda no heavy metal nacional

A banda In Domine lançou oficialmente o videoclipe de 'No Mercy', segundo single do EP Vivens En Mortis, disponibilizado em dezembro de 2025. Apostando em uma sonoridade que combina peso, melodia e densidade conceitual, o grupo reafirma sua proposta dentro da cena do heavy metal brasileiro, agora com um reforço visual que amplia o impacto da faixa.

Descrita como um verdadeiro grito de guerra, 'No Mercy' mergulha em uma narrativa marcada pelo isolamento pós-traição e por uma busca fria por vingança. A música se apoia em riffs precisos, andamento acelerado e um refrão marcante, construindo uma atmosfera direta e intensa, que dialoga com o público imediatamente.



No videoclipe, essa carga emocional ganha novas camadas. A produção aposta numa estética sombria e atmosférica, transitando entre o épico e o introspectivo, para simbolizar o percurso do protagonista rumo à superação, ainda que guiado por uma ideia de justiça implacável. O resultado é um trabalho que equilibra narrativa e identidade visual, reforçando o conceito central da obra.

O lançamento ganhou projeção adicional, após a exibição da faixa no programa “Pegadas de Andreas Kisser”, comandado pelo histórico guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser na Rádio 89FM. Logo após a transmissão, o clipe foi disponibilizado no YouTube, ampliando o alcance da banda em uma das principais vitrines do rock e do metal no país.

Gerada em Jundiaí (SP), a In Domine é formada por Davi Chaim (vocal); Dennis Romera e Fernando Gebram (guitarras); Octavio Loverso (baixo) e Ricardo Damas (bateria). O grupo se destaca por unir peso e dramaticidade a letras densas, que exploram conflitos existenciais, dilemas humanos e referências literárias, construindo uma identidade que dialoga com o heavy metal tradicional, sem abrir mão de uma abordagem contemporânea.

O EP Vivens En Mortis, produzido, gravado e mixado por Windi Ribeiro, também inclui as faixas “Vivens In Mortis” e “The Call Of The Wolves”, estabelecendo as bases do universo criativo da banda. Enquanto consolida esse primeiro trabalho, a In Domine já prepara novas composições para o seu álbum de estreia completo.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Conexão Brasil e Cuba, Los Bodegueros lança “Abolerou” com Áurea Martins e Armando Marçal

 Banda antecipa disco de estreia Rio Habana



Foto: Daniela Morais



Latinidade brasileira. Assim pode ser definido o grupo 
Los Bodegueros, que apresenta o single “Abolerou”, faixa que chega acompanhada de clipe. Os músicos, que antecipam o álbum de estreia Rio Habana, previsto para junho, anunciam participação especial de Áurea Martins e Armando Marçal.

A música sintetiza a proposta do projeto, que une ritmos tradicionais cubanos à sofisticação da música brasileira. Arraigada de uma atmosfera de bolero, com uma roupagem nova, evoca a leveza e o balanço típicos da obra de João Donato, principal referência estética de "Abolerou". O trabalho ganha densidade e elegância, na voz de Áurea Martins. Soma-se a ela a percussão de Armando Marçal, que imprime um tempero que, ao misturar a musicalidade brasileira à cubana, remete o ouvinte a sonoridades de Buena Vista Social Club e aos melhores boleros cantados pela saudosa Nana Caymmi.


Musicalmente cosmopolita, Los Bodegueros foram idealizados por Guilherme Barbosa e contam com a direção musical de Fernando Leitzke. Os artistas atravessaram fronteiras geográficas e sonoras para gravar, entre o Rio e a capital cubana, o álbum Rio Havana. Além do bolero, as dez faixas inéditas reúnem ritmos como chá-chá-chá, son, descarga, danzón e montuno - com influências e importantes pitadas e temperos de música brasileira. 





Dentre os nomes de destaques da cena musical que participam do disco, 
Gutto Wirtti (contrabaixo acústico), Fernando Leitzke (piano e órgão), Marcus Thadeu (bateria), Antônio Neves (trombone), Rui Alvim (sax alto), Aquiles Morais (trompete) e Eduardo Neves (flauta e flautim). Além deles, artistas de países latino-americanos ampliam o leque da diversidade do grupo: na voz, os cubanos David Campos e Daybel Rodrigues, e uma homenagem à sambista Done Ivone Lara, exaltada pela cantora Simone Lial, interpretando 'Dona Ivone Lara', numa belíssima conexão do nosso samba com a música cubana.


O lançamento é do selo Cantores del Mundo. Confira:





quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Hungrs: projeto entre pai e filho lança Far From Home no stream e em videoclipe

 

Crédito: Paulo "Kon" Cunha (Kon Fotografia)

Com elementos de orquestra, peso moderado e uma importante mensagem sobre dar força a pessoas queridas que enfrentram quadro de depressão, o Hungrs disponibiliza nos streaming e em videoclipe a música 'Far From Home', o terceiro e último single antes do disco de estreia, Simbiose, já agendado para ser lançado dia 10 de fevereiro.

Ouça 'Far From Home' aqui.

Arte da capa: Abidin Katipoğlu (Turquia)

Hungrs é o projeto de heavy metal criado no segundo semestre de 2024 entre pai e filho, Marcos, o pai, de 44 anos, e o filho, Lucca, de 16 anos, apostam em riffs com muito groove e peso, com vocais rasgados e graves.

'Far From Home', com elementos de orquestra criados por Vithor Moraes (da banda Armiferum), é uma música mais leve e cadenciada em relação aos dois singles anteriores, 'The Seeker' e 'Somebody Says'.

"Fala um pouco sobre depressão e que (mesmo não sendo algo assim, fácil, de 'é só fazer isso') é importante o diálogo, é importante se abrir para as pessoas queridas e mostrar que está passando por uma situação difícil. Falar é importante — não é a solução, mas ajuda a não se ver totalmente sozinho e sem forças. Você não está sozinho", contextualiza Marcos.

Lucca comenta sobre três facetas do Hungrs apresentadas nos três singles, que preparam para o disco Simbiose:

"Separamos três singles para o álbum, o meio termo, o pesado, e o leve. Assim o público pode ter uma noção do som do álbum, que é o próprio conceito de lançar singles, mas ainda assim, tem várias coisas interessantes que virão apenas no lançamento".

Artista turco assina a capa

A capa de 'Far From Home', assim como na música de estreia ('Somebody Says') e no segundo single, 'The Seeker', é assinada pelo artista turco Abidin Katipoğlu. Mais uma vez, o termo que dará nome ao álbum, Simbiose (associação entre dois seres vivos que vivem em comum), norteia os traços da arte.

Hungrs, entre pai e filho

Marcos, lá pelos seus 20 e poucos anos, montou uma banda autoral chamada Autofobia, na cidade de Santos (SP). Com alguns shows locais e uma meia dúzia de músicas, não deu tempo de decolar, outras responsabilidades o chamaram e o grupo se desfez.





Agora, de forma a incentivar seu filho mais velho, deu a ideia de formar essa banda para ele desenvolver a criatividade em composições. E assim começou a Hungrs. Lucca faz aulas de bateria desde os 7 anos de idade, e também faz aulas de guitarra há vários anos.

domingo, 25 de setembro de 2022

Tori lança single de "Descese" e se prepara para lançar álbum com parcerias consagradas


Primeiro lançamento solo, em cinco anos de carreira, o single de "Descese" - faixa título do futuro álbum de Tori (Vitória Nogueira) - reflete um estado de comunhão com o que já existe no plano terreno. A letra traz a artista em contato com o real, como um processo de se tornar "cada vez mais gente", na sua sensibilidade e vastidão criativa.  É com esse espírito que a musicista e cantora sergipana, que já circula na cena independente nacional com elogiados projetos - como a banda Ipásia -, vem preparando o seu primeiro disco completo.



Foto e direção de arte: Luli Morante (com Jolly Barreto)






"No conto "Perdoando Deus", de Clarice Lispector, a personagem se depara com um rato morto e viaja; na "Paixão Segundo G.H", a personagem se depara com uma barata e viaja. Elas viajam, colocam-se e/ou são colocadas em contato com a própria humanidade, a partir daquele encontro. A ideia é descer "um degrau abaixo do mundo". Nossa cabeça talvez ande viciada em enxergar as grandezas como ascendências. Gosto muito de sugerir mais do que afirmar; deixar espaço justamente para criação de quem ouve minhas músicas" - ilustra. 




Fotografia de Elisa Maciel e direção de arte de Clara Acioli





Para Tori, a letra de sua canção tenta conectar a criatividade do artista à que é inerente a "qualquer pessoa atenta, sensível e aberta ao encontro e à presença com o que já existe, com o prosaico". Ela avalia que não se vislumbra um final para a jornada e não se que quer chegar a um lugar acima, ascendente, mas, sim, "talvez, adentrar as profundezas dos outros seres e coisas. Por consequência, de si mesmo". 

MPB longe de um lugar-comum

Fato é que, em letras, arranjos e composições, a música de Tori se destaca pelo fato de não pertencer a uma categoria definida, que se encaixe em alguma espécie de "prateleira". 

A artista conta com Bem Gil, Bruno di Lullo e Domenico Lancellotti - três nomes de peso da música brasileira -, na produção; além da participação especial de Bruno Berle, em "Descense".

Durante o auge da pandemia, ela conheceu e se apaixonou por Mãeana, e as composições de Lancellotti. "Nesse disco, acho que em algum lugar tem um pouco disso tudo. Há muito de João Mário, da El Presidente, compositor de três canções do meu disco: uma em parceria comigo". 

"Confiei muito em Gil, Bruno e Lancellotti para essa missão de produzir, sem medo, porque já conhecia e admirava o trabalho deles, enquanto produtores e compositores. Fiquei muito feliz quando entendi, mostrando minhas canções, que existia de fato um terreno criativo comum entre a gente. E a partir daí, foi muito fluido transformar as músicas no que elas se tornaram" - ressalta a cantora.

Eclética, dentre as referências artísticas citadas por Tori, constam nomes como Lô Borges; Nelson Angelo; Joyce; Caetano Veloso; Itamar Assumpção; Fiona Apple; Boogarins; Warpaint; Radiohead; Broadcast; Ana Frango Elétrico; Anelis Assumpção; Madame Javali; Sandyalê; El Presidente e muitos outros. "É difícil dizer quais são as principais" - conclui. 

Ouça “Descese”: https://links.altafonte.com/descese  

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

Em primeira turnê pelo Sudeste, ELON apresenta o espetáculo do EP "TATEIA" em SP

Artista passou pelo Rio e outras duas cidades fluminenses

Do sertão paraibano, ELON traduz, em forma de canto, a luta e o empoderamento de afetos LGBTQIA+ de um artista que nasceu e se criou na cidade de Pombal (PB). Município berço do poeta popular Leandro Gomes de Barros - o 'pai do cordel brasileiro' -, a localidade é próxima à Serra do Teixeira, de onde surgiu o repente. Na sua primeira turnê pela região sudeste, ele traz, hoje (22), o espetáculo do seu EP, TATEIA, ao Teatro da Rotina, em São Paulo - após ter passado pelas cidades do Rio, Niterói e Nova Iguaçu.


ELON, acima, e Helinho Medeiros. Foto: Áurea Caroline


Ao lado do produtor musical do disco e músico que o acompanha no show, Helinho Medeiros - que também é de família sertaneja -, ELON não nega suas origens: produzido na Paraíba, TATEIA é, essencialmente, um EP de canção nordestina. A sonoridade de TATEIA estabelece uma ponte entre o tradicional repente nordestino e uma linguagem musical mais contemporânea da Música Popular Brasileira. Há um "quê" de ousadia sonora, que remete o ouvinte à brasileiríssima vanguarda experimental de Tom Zé. "Nossas escolhas propõem um novo olhar, ouvido ou tato, na linha que segue o nosso cancioneiro. Penso que posso classificar o meu trabalho como Nova MPB. Mas, com suas diversas nuances, ele também persegue o experimental, o pop e o jazz" - enumera o cantor.

O músico paraibano observa o quanto é interessante notar como somos, na música brasileira, uma extensão de experimentações estéticas, propostas dos anos 1960 e 1970, "buscando renovação sobre a música do nosso tempo, a partir do nosso próprio habitat cultural". 

Amor como ato político  

O processo de conexão de ELON com o seu público se dá através da reflexão sobre a natureza e "questões existenciais e afetivas". Para ele, essa seja, talvez, a primeira ligação humana entre o artista e quem lhe dá audiência. "Mesmo trazendo certa densidade, o show "TATEIA" se faz muito próximo do público, através do humor e da sensualidade de uma dor elegante. É no espetáculo que temos experimentado e descoberto esse lugar de conexão" - afirma.

O músico enfatiza que a vida é política. E, como dimensão da vida, a arte é - em sua avaliação - atravessada pelo contexto e pelas relações que temos. Em tempos de tanta violência e transformações individuais e coletivas, para o compositor, o amor é uma construção e, sobretudo, um ato político. ""TATEIA" foi concebido no contexto da pandemia. Foi um jeito de reagir ao que passamos em comum mesmo, no distanciamento".  

Musicalmente, o artista acredita que o Brasil vive, hoje, um momento de fertilidade. Isso porque, segundo ele, tem-se produzido "muita coisa interessante na música brasileira contemporânea", por conta, talvez, de hoje em dia haver "muito mais acesso à diversidade, através das plataformas digitais". Por outro lado, ELON observa, também, que há uma potência reprimida, "que precisa encontrar espaço sustentável no mercado, para ter acesso a mídias mais amplas". "A Paraíba, por exemplo, é um fervor de criação que o país ainda não conhece. Acredito que essa circulação que faremos seja parte de algo grande, que já está acontecendo. De algum modo, sim, estamos conseguindo furar bolhas. Sempre pareceu muito difícil alcançar esses espaços. É preciso abrir caminhos. E estamos em movimento" - comemora.

A turnê de ELON e Helinho Medeiros - que também integra, há 10 anos, a banda de Chico César - resulta da aprovação do projeto no edital "SESC Pulsar". "Estamos produzindo tudo com muito afeto porque acreditamos na mensagem que esse projeto leva ao mundo" - conclui o artista.

O show "TATEIA" ocorre hoje, às 20h30, no Teatro da Rotina: Rua Simão Álvares, nº 697, em São Paulo. 

Ouça o álbum “TATEIA”: https://bit.ly/tateia

Baterista Brasileiro brilha em turnê pela Europa com gigante do metal alemão

  Foto:  pri secco Marcus Dotta percorre sete países como integrante da Masterplan O baterista Marcus Dotta foi o escolhido para assumir as ...