segunda-feira, 20 de abril de 2026

Centro de Artes UFF abre inscrições para residência artística de Bumba-meu-boi

Projeto inédito traz a força do Sotaque Pindaré para Niterói, com oficinas gratuitas de dança, percussão e criação de indumentárias


Cidel e Cristina. Foto: divulgação

O Centro de Artes UFF, em parceria com a Companhia Mãos Calejadas, recebe inscrições gratuitas para a Residência Artística de Bumba-meu-boi Sotaque Pindaré, até o dia 27 de abril, segunda-feira. Coordenado pelo mestre e percussionista Cidel Trindade e pela professora e pesquisadora Cristina Cavallo, a iniciativa oferece oficinas de percussão, dança e indumentária, com início em 4 de maio (segunda-feira). Os interessados já podem garantir uma das vagas (limitadas) pelo link na bio do Instagram do Centro: @centrodeartesuff.

A Oficina de Percussão começa no dia 4; a de Dança, em 6 de maio: ambas das 18h às 20h.  

A residência não é apenas um curso técnico, mas um espaço de convivência e ativação de saberes. O foco é o Sotaque Pindaré, vertente originária da Baixada Maranhense que carrega fortes traços indígenas e uma sonoridade marcante, movida por matracas e tambores onça.




Identidade

O projeto oferece duas frentes complementares, com 20 vagas cada. A Oficina de Dança e Indumentária foca no movimento do corpo e na confecção manual dos elementos visuais da festa. Já a de Percussão mergulha nos ritmos e instrumentos que sustentam a manifestação artística, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

O ponto alto da residência será a fundação do grupo “Boi das Águas Escondidas”. O nome é uma homenagem direta a Niterói (que em Tupi-Guarani significa águas escondidas). O batismo do boi está programado para o dia 24 de junho, dedicado a São João, padroeiro da cidade.

Como participar

As oficinas são voltadas para pessoas com diferentes níveis de experiência, reforçando o caráter comunitário da proposta. Os encontros acontecerão às segundas e quartas-feiras, no período da noite, promovendo um intercâmbio entre a universidade e a sociedade.

É tradição, criação coletiva e vivência urbana, numa celebração que mistura música, teatro e artes visuais. O resultado das inscrições será divulgado no dia 30 de abril, quinta-feira.

Palco Aberto em Niterói: Camboinhas recebe maratona de música ao vivo no Circuito BBQ

Praça Petersen vira cenário de shows gratuitos durante o feriadão


Sávio. Foto: divulgação


O cenário paradisíaco de Camboinhas será o pano de fundo para um dos encontros mais aguardados de Niterói neste feriado. De quinta (23) a domingo (26), o Circuito BBQ transforma a Praça Petersen em um verdadeiro festival de música ao vivo, combinando a paixão nacional pelo churrasco com uma programação artística intensa e diversificada.

O evento, que tem entrada gratuita, destaca-se por ocupar o espaço público com infraestrutura de ponta, oferecendo shows de rock, pop, sertanejo e samba, ao ar livre.

Programação

A curadoria artística priorizou nomes que movem a cena local e regional. A abertura, na quinta-feira, fica por conta do samba de Pedro Ivo, seguido pela energia contagiante da banda Bloody Mary. Na sexta (24), o destaque é o sertanejo de Lara Zuzarte, enquanto o sábado traz o som potente de Thiago Messer. O encerramento no domingo promete um clima descontraído, com Sávio e Gustavo Brasília.


Laura Zuzarte. Foto: divulgação

Além da música, o festival oferece gastronomia de brasa, com diversos cortes preparados por especialistas em churrasco; espaço kids e uma paisagem privilegiada, proporcionada pelo pôr do sol de Camboinhas.

Shows: 

Quinta-feira – 23/04
• 15h: Pedro Ivo
• 19h: Bloody Mary (1º set)
• 21h: Bloody Mary (2º set)
Sexta-feira – 24/04
• 19h: Lara Zuzarte (1º set)
• 21h: Lara Zuzarte (2º set)
Sábado – 25/04
• 14h: Banda W
• 18h30: Thiago Messer (1º set)
• 21h: Thiago Messer (2º set)
Domingo - 26/04
* 14h: Sávio
* 18h30: Gustavo Brasília

Serviço

Local: Praça Petersen – Camboinhas, Niterói.

Datas: 23, 24, 25 e 26 de abril.

Entrada: Gratuita.

Horários: Início a partir das 14h/15h, conforme o dia.


Campeã Viradouro recebe Vila Isabel para Noite de Jorge com entrada franca em Niterói

 

A vermelha e branca de Niterói abre as portas de sua quadra para saudar o "Santo Guerreiro" e dar o pontapé inicial na busca pelo bicampeonato

Foto: divulgação/Viradouro


A quadra da Unidos do Viradouro, no Barreto, Zona Norte de Niterói, promete tremer na quinta (23). A atual campeã do carnaval carioca realiza, a partir das 17h, a tradicional “Noite de Jorge”, um evento que une fé, samba e o anúncio oficial do time que terá a missão de buscar o bicampeonato, em 2027.

Encontro de Pavilhões

O ponto alto da noite será o intercâmbio cultural com a coirmã Unidos de Vila Isabel, terceira colocada no último carnaval. O público poderá reviver sambas antológicos na voz do intérprete Tinga, acompanhado pelo ritmo da bateria de Mestre Macaco Branco. Para quem curte um bom pagode, o cantor Renan Oliveira, grande revelação do gênero, apresenta um show completo para animar os presentes.

Viradouro 2027

A celebração será o palco para a apresentação oficial das estrelas da escola para o próximo desfile. Estarão presentes Wander Pires, voz potente que conduzirá a escola rumo ao próximo desfile; Mestre Ciça, lendário comandante da bateria, peça-chave na conquista do título deste ano; além de Marcella Alves e Phelipe Lemos, o recém-contratado e consagrado casal de mestre-sala e porta-bandeira, que estreia sua parceria sob as cores de Niterói.

Tradição e Fé

Como não poderia faltar no Dia de São Jorge, a programação reserva momentos de espiritualidade com oração e uma emocionante queima de fogos em homenagem ao santo. O DJ Falcão garante o som nos intervalos, enquanto o público poderá saborear o tradicional feijão amigo da escola.

📍 Programe-se

  • Evento: Noite de Jorge
  • Data: 23 de abril de 2026
  • Horário: A partir das 17h
  • Local: Av. do Contorno, 16 – Barreto, Niterói
  • Entrada: Gratuita
  • Gastronomia: Feijão amigo (R$ 25,00)
  • Camarotes e Informações: (21) 2828-0658

 

Paul e Ringo unem vozes em dueto inédito

Quase seis décadas após o fim dos Beatles, dupla revive memórias da infância em faixa do novo álbum introspectivo de McCartney




Foto: Reprodução/Paul MacCartney, via Instagram


A nostalgia vai ganhar trilha sonora oficial no dia 29 de maio. Paul McCartney acaba de confirmar que seu novo disco, The Boys of Dungeon Lane, trará um momento histórico: um dueto real com Ringo Starr. Na canção "Home To Us", os dois eternos parceiros dividem os vocais, relembrando os tempos em que cresceram nas ruas de Liverpool. A informação é da Billboard

O projeto marca o retorno de Sir Paul após seis anos de hiato e promete ser sua obra mais pessoal. Além de cantar, Ringo assumiu as baquetas da faixa, que ainda conta com as participações de peso de Chrissie Hynde (The Pretenders) e Sharleen Spiteri (Texas). A colaboração quase não aconteceu devido a um pequeno mal-entendido técnico na gravação, mas o resultado final foi celebrado por McCartney, como algo "jamais feito antes" entre os membros do Fab Four.

O que esperar da dupla em 2026

Enquanto Paul McCartney lança The Boys of Dungeon Lane em 29 de maio, com 14 faixas e uma pegada profundamente melancólica, Ringo não fica para trás, ao lançar seu 22º álbum solo, Long Long Road, já no dia 24 de abril, recheado de participações como St. Vincent e Sheryl Crow.

Ouça o primeiro single compartilhado, em março, por Paul, “Days We Left Behind”:



domingo, 19 de abril de 2026

Camaleão do mainstream, Bruno Mars rege a própria evolução

Foto: Daniel Ramos 



Por Saulo Andrade e Tati Martins

De acordo com o senso comum das redes sociais e da opinião pública musical, ser um artista “pop” que frequenta o topo das paradas carrega um estigma injusto de superficialidade. Mas o sucesso comercial não precisa, necessariamente, ser inimigo do bom conteúdo artístico. Prova disso é o cantor norte-americano Bruno Mars. Nascido no Havaí, em 8 de outubro de 1985, Peter Gene Hernandez (nome verdadeiro de Bruno) transforma sua plataforma global num constante laboratório de experimentação. Trata-se de um dos raros artistas que une a técnica rigorosa de um multi-instrumentista à ousadia de quem não tem medo de se aventurar em novos gêneros musicais.

Diferentemente de muitos ícones de sua geração, ‘Bruninho’ – como é carinhosamente chamado pelos fãs brasileiros – é um músico completo no sentido mais clássico do termo. Quem o assiste dominando a conga, a guitarra ou o piano em seus shows entende que o brilho dele não vem apenas de uma produção impecável, mas de um conhecimento profundo da estrutura musical. Tal técnica é o que permite que Bruno transite, com naturalidade, entre o R&B, o funk americano, o soul setentista do projeto Silk Sonic e, agora, as texturas latinas de “The Romantic” (2026), seu mais recente álbum.

Ousadia


A carreira de Bruno Mars sempre foi pautada por movimentos arriscados. Por exemplo, enquanto o mercado fonográfico exigia algo que o pudesse colocar numa “caixinha”, ele entregou 24K Magic (2016), mesclando pop, swingbeat, R&B e funk. Produzido há 10 anos, este disco foi o último solo, antes de “The Romantic”.

No novo trabalho, o artista mergulhou em suas raízes e na riqueza rítmica da América Latina (seu pai, Peter Hernandez, um percussionista nascido em Nova York, é de origem porto-riquenha). O grande destaque de “The Romantic” é a faixa Risk It All. Nela, Bruno não apenas flerta com a latinidade. Abraça-a com respeito e autenticidade, ao incorporar elementos do bolero e do mariachi mexicano. Outra música com pegada latina contagiante é Cha Cha Cha. Como o próprio nome diz, Bruno convida seu público a bailar o cha cha cha com ele, provando que sua arte é transcendental.


Foto: Daniel Ramos 

Aos críticos que ainda "viram o nariz" para o artista por sua onipresença na mídia, vale um olhar mais atento às camadas de sua discografia. Bruno Mars é um curador de épocas: estuda o passado para ditar o futuro. Sua capacidade de se reinventar — seja colaborando com Lady Gaga no hit "Die With A Smile" ou explorando o soft soul — revela um artista que não está apenas seguindo tendências, mas construindo um legado de longevidade.

Até aqui, não se trata apenas de um cantor de sucessos passageiros. É um mestre de cerimônias da música global, que compreende que o entretenimento e a alta qualidade técnica podem, sim, caminhar de mãos dadas. Com "The Romantic", reafirma-se uma jornada pautada pela liberdade e pelo prazer das novas descobertas, mantendo-se como uma das figuras mais importantes e corajosas da cultura mundial.

Recuse Resista lança EP Evangelistão e questiona falta de palcos em Niterói

 

Foto: divulgação/redes sociais

Com novo trabalho a caminho e pé na estrada, banda resgata a fúria dos anos 80 para combater o "atraso social"


Apesar de ser um dos berços de grandes nomes da música brasileira, Niterói (RJ) não é uma Cidade Sorriso para quem faz música de guerrilha, “na raça”. É o que avalia o vocalista da banda Recuse Resista, Victor Rocha, que, num contexto de resistência – territorial e política – consolida o nome do grupo como uma das vozes mais viscerais do punk rock fluminense atual.

A história da Recuse Resista é indissociável à da Nardones, banda de horror punk que marcou a cena local, em meados dos anos 2010. Após um longo período de hiato, forçado pela falta de um baterista, os integrantes Ricardo, Luíza e Daniel (todos ex-Nardones) viram no encontro com o baterista Marcos a oportunidade não apenas de voltar a tocar, mas de fundar algo novo.

"O Ricardo já tinha umas letras de protesto escritas e aquela vontade de botar pra fora tudo o que vinha acontecendo na política brasileira", revela Rocha, referindo-se ao governo de extrema direita que vigorou entre 2019 a 2022. A decisão foi estratégica: deixar a Nardones "dormindo" e começar do zero, sem anúncios grandiosos em redes sociais, focando na construção de um projeto paralelo, que respondesse à urgência do momento atual.

Veemência

O som da Recuse Resista não pede licença: bebe diretamente da fonte do punk raiz do final dos anos 70 e início dos 80, utilizando a música como arma contra a desinformação e as fake news.


Victor Rocha Foto @diasphotograph

"O principal que essas pessoas propagadoras de notícias falsas trazem é o atraso da sociedade, do pensamento comum. Eles buscam sempre o antigo, o tradicional. Querem voltar àquelas mesmas regras morais, que eram imorais", desabafa o artista, referindo-se ao conservadorismo e à manipulação do povo.

Para Victor Rocha, que também é design e cineasta, o punk rock é o veículo ideal para uma mensagem "crua e pesada", capaz de atingir o público com a velocidade que o combate ao retrocesso exige.

O Desafio do Palco Autoral

Apesar do reconhecimento nacional — o grupo faz parte de uma rede solidária com bandas como 808 Punks, Repressão Social e Boa Noite Cinderela —, tocar em casa ainda é um desafio. Em Niterói, a banda aponta uma carência crítica de espaços para o som autoral e independente.

"Normalmente, você tem que fazer o seu próprio evento, tirar do bolso para custear equipamento. O cover tem sempre uma visibilidade maior, porque a pessoa está ali para ouvir o que já conhece", explica o cineasta. Enquanto os palcos de Niterói muitas vezes privilegiam o samba e o choro, o rock agressivo da Recuse Resista encontra mais facilidade de circulação em pontos tradicionais do Rio, como a Rua Ceará.

"Evangelistão"

O próximo passo da banda já tem nome: o EP "Evangelistão". Com quatro faixas inéditas, o trabalho promete aprofundar a crítica social que é marca registrada do grupo. Embora o financiamento para gravações de alta fidelidade ainda seja um obstáculo para novas composições, a agenda de shows segue pulsante.

Com apresentações previstas para os próximos meses, incluindo uma data aguardada no Centro Cultural Cauby Peixoto, no Fonseca, Zona Norte de Niterói, a Recuse Resista prova que, mesmo sem o apoio da mídia corporativa, o punk rock de protesto segue firme, provando que a união entre as bandas antifascistas é o que mantém a chama acesa.

Acompanhe as datas e lançamentos da banda no Instagram oficial: @recuse_resista_punkrock

 

Marujinhos Pataxó celebram cura e identidade no álbum Cantigas de Roda Ancestrais

Foto: Elisa Braga



Entre sambas indígenas e memórias de anciãos, novo álbum resgata a identidade da Aldeia Mãe e conquista reconhecimento nacional

Um Brasil que canta para não esquecer quem é. Na Aldeia Mãe Barra Velha, ao pé do Monte Pascoal, no sul da Bahia, o tempo não corre: ele ciranda. É na terra onde o país começou que a resistência indígena se mantém viva e faz nascer o álbum "Cantigas de Roda Ancestrais". Mais do que um projeto fonográfico, o trabalho dos Marujinhos Pataxó é um manifesto sonoro de sobrevivência, unindo a pureza das vozes infantis à sabedoria milenar de quem já viu a história arder.

O coração do disco bate no ritmo de Maria Coruja. Aos 86 anos, a anciã surda é uma das últimas memórias vivas do "Massacre do Fogo" de 1951. Hoje, ela transforma o trauma em transmissão de saber. Foi através dos seus gestos e ensinamentos que as cantigas tradicionais e o samba indígena foram resgatados do esquecimento para serem entregues às mãos — e gargantas — das crianças da comunidade.


Foto: Theo Bueno

O resultado é um encontro geracional potente: os pequenos Pataxó assumem o papel de guardiões da cultura, gravando em estúdio, ao lado de suas mestras. O projeto é fruto de um ano de oficinas e um mapeamento cultural que percorreu 35 aldeias, provando que a oralidade é uma tecnologia de preservação imbatível.



Da aldeia ao Palácio

Foto: divulgação

A força deste movimento ultrapassou as fronteiras do território. Em março de 2025, o grupo viajou até Brasília para receber o 38º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, a mais alta honraria do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). O reconhecimento celebra a revitalização do samba indígena, um ritmo que é, simultaneamente, ritual, espiritual e modo de vida.


Foto: Elisa Braga

Enquanto o mundo ouve o remix de "A Força dos Encantados" (produzido pelo duo Tropkillaz) ou assiste ao documentário Pataxi Imamakã em festivais de cinema como o de Trancoso, a Aldeia Mãe reafirma-se como um polo de produção cultural vibrante. Ali, a música é uma ferramenta política, na luta pela demarcação de terras e pela afirmação de um património que é vivo, pulsante e indomável.



“Cantigas de Rodas Ancestrais” já está disponível em todas as plataformas de streaming. Ouça: Cantigas de Roda Ancestrais

Mergulho na Ancestralidade



Para quem deseja conhecer as camadas mais profundas desta história, o projeto desdobra-se em outras artes, como o livro Memórias Ancestrais, o documentário "Tecendo Ancestralidade nas Linhas do Tucum", além dos bastidores "Cantigas de Roda Ancestrais da Aldeia Mãe".

 

sábado, 18 de abril de 2026

Do underground às grandes arenas, Culture Wars lança "Don’t Speak", álbum de estreia

 

Fotos: Eliot Lee

Com mais de 66 milhões de streams e turnês esgotadas, banda americana consolida sua ascensão no indie rock com projeto introspectivo e potente

O rock alternativo ganha um novo fôlego com a chegada oficial de "Don’t Speak", o disco de estreia dos norte-americanos do Culture Wars. Já disponível via AWAL, o álbum representa não apenas o amadurecimento sonoro do grupo, mas o ápice de um crescimento meteórico, que colocou a banda no radar das principais rádios alternativas dos Estados Unidos e em palcos divididos com gigantes como Maroon 5 e Keane.

O projeto apresenta 12 faixas que equilibram a energia das guitarras com uma rara honestidade emocional. O vocalista Alex Dugan utiliza o álbum como um campo de exploração sobre identidade, descrevendo faixas como "Typical Ways" como cartas abertas ao seu eu do passado, marcadas por temas de arrependimento e reconstrução.

Ouça "Don’t Speak": https://culturewars.co/dontspeak

Identidade sonora e fenômeno global

Musicalmente, o Culture Wars não tem medo de abraçar a ambição das grandes arenas. "Don’t Speak" é um mosaico de referências que passeia pelo rock alternativo dos anos 90, toques de synth-pop oitocentista e até nuances de surf music.

Mesmo antes deste lançamento, os números da banda já impressionavam: 66 milhões de streams globais e o hit "It Hurts" cravado no Top 20 das paradas americanas. Indicados pela Apple Music como uma das promessas da indústria, o grupo agora se prepara para uma turnê internacional que percorrerá a América do Norte e a Europa, ao longo de 2026.

Com uma sonoridade que evoca tanto a nostalgia quanto a modernidade, o Culture Wars prova que o rock continua pulsante e pronto para conquistar novas gerações.

  • Assista "Don’t Speak"


Capital Mundial do Choro: IV Festival Internacional une tradição e vanguarda em Niterói

 

Edu Lobo. Foto: redes sociais/Instagram

Com Edu Lobo, Eliana Pittman e Amaro Freitas, evento gratuito no Reserva Cultural promove encontros inéditos entre o clássico e o contemporâneo

O choro é livre. Pelo menos em Niterói, cidade que se prepara para quatro dias de imersão profunda na alma da música brasileira: entre os dias 23 e 26 de abril (de quinta a domingo), o IV Festival Internacional de Choro ocupa o complexo do Reserva Cultural e a Sala Nelson Pereira dos Santos, em São Domingos. Promovido pela prefeitura local, o evento não apenas celebra as raízes do gênero, mas o coloca em diálogo com o jazz, o frevo e até o funk carioca.



Eliana Pittman. Foto: redes sociais/ Instagram

Nesta edição, a programação rompe barreiras ao unir gerações. De nomes consagrados como Mauro Senise e Cristóvão Bastos a expoentes da nova música negra contemporânea como o pianista Amaro Freitas, o festival reafirma o choro como uma linguagem viva e em constante mutação.

Encontros Históricos e Homenagens

O palco externo e as salas de concerto serão testemunhas de parcerias raras. Um dos grandes momentos aguardados é o encerramento, no dia 26, quando o Pife Muderno recebe o mestre Edu Lobo. Outros destaques incluem um tributo a Zé da Velha, com Silvério Pontes e Everson Moraes; Jazz das Minas & Eliana Pittman - encontro de potências femininas, na Sala Nelson Pereira dos Santos -; Mestres em Foco, homenageando ícones como Elizeth Cardoso, Paulinho da Viola e os 95 anos de Jorginho do Pandeiro.


Amaro Freitas. Foto: redes sociais/Instagram

Oficinas e Formação

O caráter democrático do festival se estende à educação. Entre os dias 20 e 24 de abril, músicos de todos os níveis podem participar de oficinas gratuitas de instrumentos como bandolim, acordeon, sopros e violão. É a oportunidade de aprender diretamente com quem faz, mantendo acesa a chama da transmissão oral e técnica do nosso chorinho.


Sala Nelson Pereira dos Santos. Foto: PrefDeNiterói

Inovação

A curadoria deste ano aposta na diversidade cultural urbana. Em um dos pontos altos, o festival promove o diálogo entre o passinho do funk e o frevo, evidenciando que a música brasileira é um organismo dinâmico, onde o choro serve como o alicerce fundamental para a inovação.

Serviço



  • Data: 23 a 26 de abril (de quinta a domingo).
  • Local: Reserva Cultural (São Domingos) e Sala Nelson Pereira dos Santos.
  • Entrada: Gratuita. Para os shows na Sala Nelson, os convites devem ser retirados 2h antes na bilheteria.
  • Inscrições para oficinas: Pelo Instagram @choroniteroi.

Casarão do Firmino celebra São Jorge com Leci Brandão e feijoada de graça

 Feriado na Lapa terá chopp liberado e clássicos do samba

Fotos: divulgação

Salve Jorge! O dia 23 de abril, dedicado a Ogum, promete parar a Lapa com uma das mais importantes festas dedicadas ao Santo Guerreiro no Rio. Conhecido como o “Palácio do Samba”, o Casarão do Firmino abre suas portas a partir das 13h, para uma celebração de fé, resistência e o melhor do gênero musical mais querido do Brasil, ao receber ninguém menos que Leci Brandão.

A artista, primeira mulher a integrar a ala de compositores da Mangueira e ícone da música brasileira, apresentará sucessos que atravessam cinco décadas, como “Zé do Caroço” e “As Coisas que Mamãe me Ensinou”. O evento conta ainda com artistas do Grupo Arruda; Como Antigamente; Allan Ylê e a DJ Nicolle Neumann.  



Gastronomia

Para quem chegar cedo, a casa preparou benefícios especiais. A feijoada é por conta da casa, para as primeiras 200 pessoas e o chopp, liberado, das 13h às 14h30.

Serviço

  • Data: 23 de abril (Quinta-feira/Feriado)
  • Local: Rua da Relação, 19 – Lapa.
  • Ingressos: 3º lote a R$ 25,00 via Sympla.
  • Classificação: 18 anos.
  • Informações: (21) 99826-2068 (WhatsApp).

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Luis Felipe Gama debuta no universo instrumental com "Aluíada de Primavera"

 

Foto: redes sociais (Facebook)

Após 30 anos de carreira e parcerias com nomes como Guinga e Pablo Milanés, o compositor inaugura nova fase estétic,a inspirada pelo Jazz e pela música erudita

Há quase três décadas que o nome de Luis Felipe Gama circula entre a elite da música brasileira, associado a parcerias de peso e composições que já foram descritas por Chico Buarque como "a canção do século". Agora, o artista decide trilhar um caminho inédito: o da música puramente instrumental. Com o lançamento de "Aluíada de Primavera", Gama deixa as palavras de lado para permitir que a narrativa seja conduzida exclusivamente pela harmonia.

Lançada pelo selo Letra & Música, a faixa é o primeiro movimento de uma série dedicada à figura simbólica de Aluene. A composição é uma peça de ourivesaria sonora que funde o Samba Jazz à música erudita, revelando uma pesquisa estética que une a sensibilidade narrativa à sofisticação do jazz contemporâneo.

Ouça “Aluíada de Primavera”: https://ditto.fm/aluiada-de-primavera


De Chopin a Coltrane

A sonoridade de "Aluíada de Primavera" não esconde as suas raízes profundas. Luis Felipe Gama constrói uma paisagem sonora onde dialogam referências tão distintas quanto Milton Nascimento, Chopin, John Coltrane e até o cinema de Tarkovsky. O resultado é uma peça que se desenvolve como um fluxo de imagens, evocando atmosferas que remetem à linhagem de grandes orquestradores brasileiros, como Tom Jobim e Edu Lobo.

Trajetória

Com uma carreira consolidada por turnês na Europa e no Japão, e gravações históricas em Cuba, ao lado de Pablo Milanés, Gama se reafirma como um dos pilares da música autoral brasileira. A sua transição para o instrumental é apoiada pela curadoria criteriosa do selo Letra & Música, gerido por Valeria Sattamini e Juliano Juba, que procura conectar a tradição brasileira à world music contemporânea.



Esta nova fase criativa de Luis Felipe Gama não é apenas uma mudança de género, mas um convite para experienciar a música como um estado de espírito contemplativo e universal.

Centro de Artes UFF abre inscrições para residência artística de Bumba-meu-boi

Projeto inédito traz a força do Sotaque Pindaré para Niterói, com oficinas gratuitas de dança, percussão e criação de indumentárias Cidel e ...