quarta-feira, 8 de julho de 2026

Theatro Municipal do Rio celebra 117 anos com maratona cultural gratuita

Foto: Filipe Aguiar/divulgação - Il Trovatore - Ópera do Meio-Dia


O templo da arte fluminense está em festa. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro completa 117 anos e, fiel à sua história, a comemoração foi desenhada para quem é o verdadeiro protagonista do espaço: o público. Com uma programação inteiramente gratuita, o aniversário celebra a tradição de braços abertos para a diversidade, o acesso democrático e a ocupação urbana através da arte.

As comemorações começam cedo, na tradicional escadaria e nos arredores do prédio histórico. Desde as primeiras horas da manhã, o som instrumental dita o ritmo, passando pelos acordes clássicos dos jovens violinistas de "Os Pequenos Mozart", até a potência da Banda Experimental de Sopros da Ação Social pela Música, que ocupa o Boulevard da Avenida Treze de Maio.

A dança ganha o centro dos holofotes no palco do Assyrio, a partir das 13h, reunindo desde as promessas da quase centenária Escola Maria Olenewa, até os primeiros bailarinos do corpo de baile principal. O destaque cênico da tarde fica por conta do espetáculo Kabarett ao Revés, que traz bailarinas com mais de 60 anos para o centro da cena, transformando maturidade, memória e bagagem artística em poesia em movimento.

O evento conta ainda com o retorno da ópera Salvator Rosa, de Carlos Gomes. Após oito décadas longe do Municipal, a coprodução com o Teatro do Amazonas celebra também os 190 anos de nascimento do compositor brasileiro. A montagem conta com mais de 300 figurinos e reúne os corpos artísticos da casa para o encerramento.

Programação 


Foto: Daniel A. Rodrigues/divulgação

A maratona cultural acontece no dia 14 de julho, terça-feira, com entrada franca:

9h – Banda dos Fuzileiros Navais (Escadaria Externa)

10h – Os Pequenos Mozart e Grupo Amadeus (Escadaria Interna)

11h – Ação Social pela Música: Banda de Sopros (Boulevard)

12h – Ópera do Meio-Dia: Il Trovatore (Pocket) (Escadaria Interna)

13h às 14h – Dança com Escola Maria Olenewa, Cia BEMO e Ballet do TMRJ (Assyrio)

15h – Visita Guiada de Arquitetura e História / Quarteto de Cordas da OSTM (Foyer)

16h – Espetáculo Kabarett ao Revés (Assyrio)

18h – Palestra sobre a ópera Salvator Rosa (Assyrio)

19h – Ópera Salvator Rosa (Palco Principal)

Para assistir à ópera das 19h, as entradas devem ser retiradas antecipadamente via site oficial do Theatro, a partir do dia 7 de julho (limite de 2 por CPF). Para as demais atrações ao longo do dia, os bilhetes serão distribuídos presencialmente, uma hora antes de cada espetáculo, por ordem de chegada e sujeito à lotação.

Foto: Daniel Ebendinger/divulgação - Marcello Vannucci (tenor) na nova montagem do TMRJ

As comemorações não param por aí: ao longo de todo o mês de julho, o Municipal recebe a exposição fotográfica “Perspectivas de uma cidade em movimento” e encerra o ciclo festivo no dia 26, com uma corrida e caminhada de 5 km pelo centro histórico do Rio.

Thati Dias: da ironia viral ao jazz intimista

Fotos: divulgação

Enquanto a indústria musical muitas vezes dita caminhos prontos, a cantora e compositora Thati Dias escolheu a contramão. Com uma década de estrada, a artista consolida sua carreira longe das fórmulas fáceis, apostando em uma assinatura que costura Música Popular Brasileira, Jazz, R&B e Samba. O resultado é um trabalho autoral onde a palavra e a performance ditam o tom.

Essa identidade ganhou corpo em Soturna (2024), seu álbum mais recente. O disco — que traz faixas como Um Labirinto em Cada Pé e Silente Oração — transformou-se em um espetáculo cênico-musical que lotou teatros pelo Rio de Janeiro, impulsionado pelo edital Sesc Pulsar. "A música é um meio para catarse: explosão e cura", define Thati. Para ela, o palco é um organismo vivo: "O show nunca é igual porque as pessoas transformam aquilo que eu canto".

Viral

Se nos teatros e casas icônicas como o Blue Note, no Rio, a atmosfera é de intimidade, na internet a dinâmica ganha outra escala. Ao lado da cantora Júlia Vargas, Thati rompeu a bolha digital. Os vídeos da dupla já ultrapassam 10 milhões de visualizações, puxados especialmente por H de Horror — uma paródia ácida de Homem com H (sucesso com Ney Matogrosso) que usa o humor e a ginga teatral para questionar o patriarcado.


"É muito bom perceber que uma pessoa pode me conhecer através de um vídeo de denúncia com humor ácido e, depois, descobrir um disco inteiro de composições autorais com uma forte carga emocional", ressalta a cantora.

Essa dualidade, longe de ser um problema, virou ponte. O público, que chega rindo dos vídeos curtos, acaba fisgado pela profundidade do repertório de Thati no streaming. No fim das contas, seja no silêncio de um acorde de jazz ou no eco de um viral, o objetivo da artista permanece o mesmo: provocar reflexão e criar conexões sinceras.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Sunset Collectors mostra força do hardcore paulista em novo EP

Fotos: divulgação



De Osasco para as ruas. As incertezas e o isolamento dos anos de pandemia deixaram marcas profundas, mas, para cinco amigos da Zona Oeste de São Paulo, também serviram como combustível. Nascida da cena de Osasco entre o final de 2022 e o início de 2023, a banda Sunset Collectors canalizou o sentimento de uma era sombria em música de protesto, identidade e resiliência. Agora, o grupo dá o seu passo mais ambicioso com o lançamento do EP Fragmentos do Cotidiano.

Formada por Diego Leal (guitarra), Moisés Costa (bateria), Felipe Elesbão (guitarra), Danillo Silva (baixo) e Henrique Lima (vocais), a Sunset Collectors carrega no DNA a cultura de rua e a filosofia do Do It Yourself (D.I.Y. — o famoso "Faça Você Mesmo"). Sonoramente, a banda entrega uma fusão precisa: a agressividade crua do hardcore costurada por linhas melódicas marcantes, bebendo direto da fonte de gigantes como Bad Religion, NOFX, e dos nacionais Dead Fish e Garage Fuzz.



O novo EP, Fragmentos do Cotidiano, funciona como um espelho das vivências urbanas e das batalhas internas de uma juventude que recusa se calar. O trabalho reúne os singles lançados pelo grupo, ao longo de 2025, e introduz três faixas inéditas que dão o tom do amadurecimento do quinteto: “O Preço da Ilusão”, “Faça Você Mesmo” e “Não Vou Desistir”.

O repertório não foge de temas espinhosos. O discurso da banda navega por conflitos internos, o posicionamento crítico diante da realidade política atual e o poder da ação coletiva. É um som direto, sem rodeios ou metáforas excessivas — a urgência das ruas traduzida em peso e distorção.



O que se ouve em Fragmentos do Cotidiano é um grupo que encontrou sua própria identidade. Se os primeiros singles pavimentaram o caminho, as novas faixas mostram uma banda mais coesa, madura e com uma pegada visceral, que promete balançar os palcos da cena independente. A Sunset Collectors prova que o punk rock paulista continua vivo, barulhento e, acima de tudo, necessário.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Gigantes do indie sul-americano voltam a SP

Foto: divulgação

Os reis do indie rock sul-americano estão de volta. A banda argentina Él Mató a un Policía Motorizado desembarca em São Paulo no dia 11 de outubro, para um show intimista no Cine Joia, palco que já mantém uma relação de longa data com o público paulistano.

O quinteto de La Plata vive um dos momentos mais grandiosos de suas duas décadas de estrada. Após arrastar multidões em arenas pela Argentina e rodar o mundo em 2024, o grupo colhe os frutos de Súper Terror (2023), trabalho vencedor do Prêmio Gardel de Melhor Álbum de Rock. O disco, gravado no Texas, expandiu a sonoridade da banda com sintetizadores oitentistas, sem perder a essência: as guitarras hipnóticas, a melancolia e os refrões feitos para cantar de olhos fechados.

Garantindo seu posto como peça central do rock alternativo latino, o Él Mató foi a única banda da América Latina a participar do recente tributo global ao Talking Heads (2025), dividindo o catálogo com nomes como Paramore e Lorde.

Serviço

Data: 11 de outubro de 2026

Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade – São Paulo/SP)

Ingressos: Disponíveis na plataforma Fastix

A Amazônia pop de Liah Soares e Dona Onete

Foto: Maria Clara/divulgação

O jambu que treme e o açaí com chuva ganharam uma nova trilha sonora. A cantora paraense Liah Soares uniu forças com a icônica Dona Onete, a rainha do carimbó chamegado, para o lançamento do videoclipe de “Paraense”. A faixa é o grande destaque do novo EP da artista, Amazônia Beats – Ritmos Tropicais da Floresta.

Mais do que um simples encontro musical, a parceria é uma celebração de gerações que exalta a ancestralidade e a força da mulher nortista. Com produção musical assinada por Dedê Borges, a canção costura memórias afetivas do cotidiano local com uma roupagem estética pop e contemporânea.

“Isso aqui é nosso. Essa música tem cheiro, sabor e verdade”, define Dona Onete sobre a faixa.

Para Liah, dividir o microfone com a veterana representa uma honra que reforça suas próprias raízes, conectando de forma sensível a tradição e as novas sonoridades do Pará para o mundo. A música aposta em cores vibrantes e no gingado característico das feiras e mercados do Norte.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

A herança viva de Belchior

Foto: divulgação

A obra de Belchior sempre foi marcada pelo desconforto e pela urgência, características que a mantêm viva e atual. É a partir dessa provocação que a cantora cearense Vannick Belchior lança “Carisma”, música que marca uma nova e madura fase em sua carreira. O lançamento chega acompanhado de um manifesto em vídeo, disponível no YouTube.


Atuando como guardiã do acervo paterno, Vannick escolheu uma faixa considerada "lado B" do catálogo de seu pai para esta virada de chave. Originalmente concebida como um baião, “Carisma” ganhou contornos contemporâneos que transitam pelo forró e incorporam o pífano, homenageando referências como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Tom Zé. O objetivo central é combater o preconceito geográfico e reafirmar a identidade nordestina na prateleira principal da cultura brasileira.

Visualmente, o clipe mergulha na tradição folclórica dos reisados cearenses. Gravado no Centro Cultural Dragão do Mar em parceria com o Reisado de Santa Luzia, de Fortaleza, o registro conta com a presença do filho do Mestre João. A participação da criança amarra o conceito de transmissão de saberes entre gerações, espelhando a própria trajetória de Vannick, que estreou nos palcos aos 24 anos — exatamente a mesma idade em que seu pai iniciou sua jornada na música.

Nascida em Fortaleza, a intérprete já circulou o país com projetos dedicados ao legado do pai e comandou grandes blocos de Carnaval. Após o lançamento do manifesto visual de "Carisma", a artista agora se prepara para lançar um álbum completo com este mergulho conceitual no segundo semestre.

Voz da floresta ocupa o Rio

Foto: divulgação

A ancestralidade amazônica vai ecoar com força nos palcos fluminenses ao longo deste mês. A cantora e compositora Djuena Tikuna traz ao estado do Rio de Janeiro o espetáculo Torü Wiyaegü (“Nossos Cantos”), uma imersão profunda na cosmologia e nas tradições do povo Tikuna através da música contemporânea. Totalmente viabilizada pelo edital Sesc Pulsar, a turnê marca a circulação de uma das vozes mais potentes e pioneiras do cenário indígena global.

Nascida na Terra Indígena Tukuna Umariaçu, no Alto Solimões, Djuena carrega uma trajetória de marcos históricos. Ela foi a primeira artista indígena a protagonizar um espetáculo musical no centenário Teatro Amazonas — feito que lhe rendeu indicação ao Indigenous Music Awards, no Canadá. Internacionalmente, já cantou com a orquestra do renomado Massachusetts Institute of Technology (MIT) e, no cenário nacional, marcou presença na trilha sonora de produções da Rede Globo, além de ter interpretado o hino nacional em sua língua materna, na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio.

Para além dos palcos, Djuena também é jornalista, documentarista e ativista, somando forças com grandes nomes da MPB como Gilberto Gil e Maria Bethânia em campanhas de demarcação de terras. O novo show é baseado em seu terceiro álbum, premiado pelo edital Natura Musical, e busca consolidar a cultura dos povos originários nos principais centros urbanos do país.

A turnê começa hoje, em Niterói, e passará por Copacabana, São Gonçalo e Tijuca. Confira a programação completa:

03/07: Niterói (hoje, às 18h)

Local: Sesc Niterói 

Endereço: Rua Padre Anchieta, 56, São Domingos, Niterói - RJ

07/07: Copacabana (19h)

Local: Sesc Copacabana

Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ

10/07: São Gonçalo (19h)

Local: Sesc São Gonçalo

Endereço: Avenida Presidente Kennedy, 755 - Centro, São Gonçalo - RJ

28/07: Tijuca (19h)

Local: Sesc Tijuca

Endereço: Rua Barão de Mesquita, 539 - Tijuca, Rio de Janeiro - RJ

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Pós-punk russo, Ploho anuncia turnê por seis cidades em novembro

 

Foto: divulgação 

A frieza da Sibéria conquista o Brasil. Após uma estreia tímida em 2024, com show único na capital paulista, a banda Ploho confirmou seu retorno ao país em novembro de 2026, para uma turnê expandida. O trio siberiano passará por seis capitais: São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belém, como parte de seu giro pela América Latina.

Apresentada pela GOS Concerts, em parceria com a Xaninho Discos, a turnê consolida a forte relação do grupo com o público sul-americano, fisgado pelo revival do darkwave e do pós-punk do Leste Europeu.

Identidade

Formada em 2013 na gelada Novosibirsk, longe do eixo cultural Moscou–São Petersburgo, a Ploho (que significa "ruim" ou "mal" em russo) transformou a geografia local em assinatura sonora. O som é caracterizado por guitarras frias e cortantes; linhas de baixo em primeiro plano; sintetizadores econômicos e letras em russo que abordam o desencanto e o isolamento urbano.

Embora frequentemente associada a fenômenos do streaming como Molchat Doma, a Ploho carrega uma bagagem mais tradicional, bebendo direto do rock soviético dos anos 1980 e de bandas lendárias como Kino.

"A vida em Novosibirsk carregava uma depressão própria", ressaltou Viktor Uzhakov, vocalista da banda, em entrevista ao The Moscow Times.

Após a invasão russa à Ucrânia, os músicos deixaram o país natal e passaram a operar no exílio. O deslocamento geopolítico amadureceu a temática do grupo. Seu álbum mais recente, Почва ("Solo", 2024), e os lançamentos de 2026, como o registro Dobrolet Sessions, deixam a nostalgia de lado para focar em tensões sociais urgentes, anticapitalismo e sobrevivência emocional.

Agenda de Shows | Ploho no Brasil (Novembro/2026)

Os ingressos já estão disponíveis na plataforma 101tickets (com exceção de São Paulo, via Sympla):

02/11 (Segunda-feira) – São Paulo (SP): Madame Underground Club

04/11 (Quarta-feira) – Curitiba (PR): Basement Cultural

05/11 (Quinta-feira) – Florianópolis (SC): Desgosto

06/11 (Sexta-feira) – Porto Alegre (RS): Ocidente

07/11 (Sábado) – Rio de Janeiro (RJ): Teatro Odisséia

08/11 (Domingo) – Belém (PA): Studio Pub

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Curso propõe mergulho no pensamento criativo dos grandes compositores

Foto: Rafael Duarte/divulgação

Além do som. Diante de uma orquestra sinfônica, o impacto inicial costuma ser sensorial: o brilho dos metais, a onda sonora das cordas, a imponência dos timbales. Mas o que acontece quando decidimos ultrapassar a barreira da mera apreciação e passamos a, de fato, compreender o que está sendo dito pelos instrumentos?

É essa a provocação que o maestro Ricardo Rocha faz em seu curso Formas Musicais, que desembarca na Escola de Música Villa-Lobos no próximo dia 18 de julho. Longe de ser apenas um guia acadêmico para iniciados, a iniciativa é um convite aberto para criar o que o regente chama de "escuta inteligente" — uma ponte direta entre a mente do ouvinte e o pensamento criativo de gênios como Bach, Beethoven e Stravinsky.

Mapa da mina

O grande diferencial do curso está na quebra de barreiras. Em uma abordagem desenvolvida ao longo de mais de três décadas de carreira, o maestro — que em 2026 celebra 40 anos de uma trajetória marcante à frente da Cia. Bachiana Brasileira — propõe um método prático de escuta estrutural. A ideia é ensinar o público a decodificar os padrões ocultos na música de concerto.


“É um método capaz de oferecer um caminho para uma audição inteligente das grandes obras orquestrais em seus principais formatos, como suítes, aberturas, sinfonias, concertos solistas e poemas sinfônicos”, explica o maestro.

Ao longo de oito aulas, os participantes serão expostos a 20 obras-primas que definiram os rumos da música ocidental entre os séculos XVIII e XX. O foco não é decorar datas ou detalhes biográficos exaustivos, mas sim aprender a reconhecer os "eventos musicais" — o diálogo entre os instrumentos, o retorno de um tema marcante, a tensão que precede o clímax — transformando o caos sonoro em uma narrativa clara.

Formação de ouvintes

A iniciativa foca na formação de novas plateias, mas não se restringe aos leigos. O formato atrai desde o ouvinte curioso que quer perder o "medo" da música clássica até estudantes, professores e profissionais de outras áreas artísticas, que buscam expandir seu repertório estético.

A promessa de Ricardo Rocha para quem encarar os encontros matinais de sábado é simples, mas profunda: o desenvolvimento de uma audição completamente diferente, onde cada concerto deixa de ser apenas um fundo musical bonito e passa a ser uma experiência de descoberta e fruição estética.

Serviço:


Curso: FORMAS MUSICAIS

Palestrante: Maestro Ricardo Rocha

Período: sábados, de 18 de julho a 5 de setembro

Horário: de10h as 13h

Local: Escola de Música Villa-Lobos

Endereço: Rua Ramalho Ortigão, nº 9 – Centro – Rio de Janeiro

(perto da estação de metrô Carioca)

Informações (Leia Brasil): 21- 98133-7880

Telefone Geral: 21 – 2505-9701

Realização: Espaço Leia Brasil

Investimento para o curso completo: 3x R$200 - total: 8 aulas

OBS: é possível fazer aulas avulsas: R$90


sábado, 27 de junho de 2026

Além da Poeira: o novo manifesto de Celso Madruga

Foto: divulgação 

No próximo dia 9 de julho (quinta-feira), o compositor e vocalista Celso Madruga lança seu terceiro álbum autoral, Além da Poeira, em todas as plataformas digitais.

Composto por seis faixas inéditas, o trabalho equilibra composições próprias, parcerias inéditas e participações especiais.

Para o projeto, Madruga apostou em uma identidade que define como "mais pesada e rádio rock". Suas grandes inspirações vêm da era de ouro das guitarras dos anos 70 e do Rock Brasil dos anos 80, trazendo influências diretas de gigantes como Led Zeppelin, Deep Purple e Iron Maiden.

Fazer esse som no Brasil de 2026, segundo o artista, é um ato de pura paixão e resistência. "É para quem gosta, né? É independente", ressalta. 

Mensagem segue atual

Questionado sobre o impacto da atitude do rock and roll na atualidade, Celso defende que a poesia contestatória é atemporal. "A mensagem vai servir para hoje, para ontem, para amanhã. Se for uma mensagem bem dada, como as de Raul Seixas, Cazuza e Renato Russo, ela continua. As gerações mudam e absorvem o que foi falado", compara. 


Além do lançamento digital, o artista planeja apresentar as novas canções ao vivo, em breve, incluindo um pocket show no já tradicional Sarau do Raulzito, do professor e guitarrista de Niterói (RJ), Raul Menezes.

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Los Bodegueros unem Rio e Havana em álbum de estreia

Foto: Daniela Morais (divulgação)

A distância geográfica entre o Rio de Janeiro e Havana acaba de encurtar em dez faixas. O grupo Los Bodegueros lança seu álbum de estreia, Rio Habana, um projeto ambicioso que costura a malandragem do samba brasileiro à cadência histórica de ritmos cubanos como o bolero, o chá-chá-chá e o son.

Idealizado por Guilherme Barbosa e com direção musical do pianista Fernando Leitzke, o disco foi gravado em estúdios nas duas capitais e funciona como uma verdadeira ponte aérea cultural. O trabalho não se limita à fusão rítmica; ele reverencia a ancestralidade. Um dos grandes destaques é a faixa que homenageia Dona Ivone Lara.

Interpretada por Simone Lial, a canção desenha um legítimo son cubano cantado em português, imaginando a rainha do samba, caminhando pelas ruas de Havana.

Para dar vida a essa simbiose, o projeto reuniu um time de instrumentistas de peso. A base brasileira — que conta com nomes como Gutto Wirtti e Marcus Thadeu — ganha o tempero internacional dos colombianos Vitico Percussa e José Valencia, e do argentino Agustín Ríos. A legitimidade caribenha nos vocais fica por conta dos cubanos David Campos, veterano com mais de quatro décadas de estrada, e Daybel Rodriguez, conhecido barítono do icônico bar La Bodeguita del Medio.

O álbum traz ainda participações de gala da consagrada Áurea Martins e do mestre da percussão Armando Marçal na faixa “Abolerou”, um bolero contemporâneo com forte inspiração na leveza de João Donato.

Lançado pelo selo Cantores del Mundo — conhecido por amplificar conexões globais e latino-americanas, Rio Habana já está disponível nas principais plataformas digitais.

Theatro Municipal do Rio celebra 117 anos com maratona cultural gratuita

Foto: Filipe Aguiar/divulgação - Il Trovatore - Ópera do Meio-Dia O templo da arte fluminense está em festa. O Theatro Municipal do Rio de J...