sexta-feira, 13 de outubro de 2017

CMIND entrevista: Marcelo Sant`Anna, guitarrista e compositor

No próximo dia 20, sexta-feira, o guitarrista e compositor Marcelo Sant`Anna apresentará seu projeto inédito "Blauklang", no evento multicultural "Goma de Portas Abertas", no espaço de coworking Goma, na Gamboa, Rio. Com uma sonoridade que mistura programações eletrônicas a improvisos de guitarra, o conceito de "Blauklang" - que significa som azul em alemão - resume a influência de guitarra e blues (azul), com a sonoridade alemã "Krautrock", tão importante na história da música eletrônica mundial. Confira a entrevista que ele concedeu ao blog.


Imagem: Divulgação


CMIND: Há quanto tempo, onde e de que forma surgiu o seu projeto musical? 

Marcelo Sant`Anna: Meu trabalho solo começou depois de eu ter passado por diversas bandas de rock e blues e da minha experiência participando de shows com diversos músicos conceituados daqui do Rio de Janeiro. Sou formado desde 1995 em guitarra e harmonia funcional, numa excelente escola de Copacabana, a Musiarte. Sempre busquei aplicar esse conhecimento teórico no rock e no blues, que sempre foram os estilos que eu mais me identifico. A partir de 2015, comecei a estudar os sintetizadores vintage e suas possibilidades. Passei a utilizá-los em trilhas que passei a compor para arte audiovisual. Então, foi um processo natural juntar os sintetizadores e a guitarra elétrica para, assim, surgir a sonoridade e todo o conceito deste meu novo trabalho.

CMIND: Notei que no som que você faz há um misto de música eletrônica e guitarra elétrica. Você grava tudo sozinho? 


Imagem: Divulgação

Marcelo Sant`Anna: Sim, gravo. Como também sou multi-instrumentista e produtor musical, decidi, pela primeira vez, gravar tudo sozinho. Fui gostando da liberdade do processo e do resultado. Faço tudo assim, desde a gravação até a mixagem e a masterização. 

CMIND: O que você ouve e o que de fato o influencia musicalmente? 

Marcelo Sant`Anna: Acredito que tudo o que ouvi e ouço desde criança acaba me influenciando de alguma forma, desde Beatles até bossa nova, MPB e rock brasileiro. Enquanto estudava Harmonia Funcional, passei a ouvir, principalmente, muito jazz e fusion. Minha linguagem na guitarra sempre foi muito influenciada por guitarristas de blues, como Albert Collins, Buddy Guy e Eric Clapton. Claro que bandas de rock como Led Zeppelin, Black Sabbath, e Pink Floyd, assim como Jimi Hendrix e Jeff Beck também foram todos muito importantes na minha formação como guitarrista e compositor. Atualmente, tenho sido bastante influenciado por compositores de trilhas sonoras de cinema que vão desde Ennio Morricone e John Carpenter até Hans Zimmer e Trent Reznor, do Nine Inch Nails, artistas e bandas de música eletrônica e experimental como Kraftwerk, Cluster, Aphex Twin, Gary Numan, Depeche Mode e Arto Lindsay, além de compositores estruturalistas como Webern e Schönberg. 

CMIND: Vocês chegou a tocar em algumas festas? Quais? 

Marcelo Sant`Anna: Por conta do atual formato do meu trabalho, e pelo fato de eu tocar todos os instrumentos, ainda não encontrei uma forma possível e que me deixasse inteiramente satisfeito para apresentar estas últimas composições com o mínimo de fidelidade ao material gravado. Mas acredito que, assim que encontrar os músicos certos, elas entrarão nos próximos shows. Em relação às trilhas sonoras, que venho compondo e são parcerias com trabalhos de arte audiovisual, o foco é expor em espaços voltados para a arte, como foi no caso da trilha de ONOVODENOVO (vídeo abaixo), feita a convite da marca de acessórios upcycled Odyssee, que ficou, neste ano, exposto por mais de três meses no Oi Futuro Flamengo, aqui no Rio.





O espaço de coworking Goma fica na Rua Senador Pompeu, 82-86, na Gamboa, Rio de Janeiro.

Visite:

Instagram: @marcelo.sant.anna   


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