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domingo, 25 de setembro de 2022

Tori lança single de "Descese" e se prepara para lançar álbum com parcerias consagradas


Primeiro lançamento solo, em cinco anos de carreira, o single de "Descese" - faixa título do futuro álbum de Tori (Vitória Nogueira) - reflete um estado de comunhão com o que já existe no plano terreno. A letra traz a artista em contato com o real, como um processo de se tornar "cada vez mais gente", na sua sensibilidade e vastidão criativa.  É com esse espírito que a musicista e cantora sergipana, que já circula na cena independente nacional com elogiados projetos - como a banda Ipásia -, vem preparando o seu primeiro disco completo.



Foto e direção de arte: Luli Morante (com Jolly Barreto)






"No conto "Perdoando Deus", de Clarice Lispector, a personagem se depara com um rato morto e viaja; na "Paixão Segundo G.H", a personagem se depara com uma barata e viaja. Elas viajam, colocam-se e/ou são colocadas em contato com a própria humanidade, a partir daquele encontro. A ideia é descer "um degrau abaixo do mundo". Nossa cabeça talvez ande viciada em enxergar as grandezas como ascendências. Gosto muito de sugerir mais do que afirmar; deixar espaço justamente para criação de quem ouve minhas músicas" - ilustra. 




Fotografia de Elisa Maciel e direção de arte de Clara Acioli





Para Tori, a letra de sua canção tenta conectar a criatividade do artista à que é inerente a "qualquer pessoa atenta, sensível e aberta ao encontro e à presença com o que já existe, com o prosaico". Ela avalia que não se vislumbra um final para a jornada e não se que quer chegar a um lugar acima, ascendente, mas, sim, "talvez, adentrar as profundezas dos outros seres e coisas. Por consequência, de si mesmo". 

MPB longe de um lugar-comum

Fato é que, em letras, arranjos e composições, a música de Tori se destaca pelo fato de não pertencer a uma categoria definida, que se encaixe em alguma espécie de "prateleira". 

A artista conta com Bem Gil, Bruno di Lullo e Domenico Lancellotti - três nomes de peso da música brasileira -, na produção; além da participação especial de Bruno Berle, em "Descense".

Durante o auge da pandemia, ela conheceu e se apaixonou por Mãeana, e as composições de Lancellotti. "Nesse disco, acho que em algum lugar tem um pouco disso tudo. Há muito de João Mário, da El Presidente, compositor de três canções do meu disco: uma em parceria comigo". 

"Confiei muito em Gil, Bruno e Lancellotti para essa missão de produzir, sem medo, porque já conhecia e admirava o trabalho deles, enquanto produtores e compositores. Fiquei muito feliz quando entendi, mostrando minhas canções, que existia de fato um terreno criativo comum entre a gente. E a partir daí, foi muito fluido transformar as músicas no que elas se tornaram" - ressalta a cantora.

Eclética, dentre as referências artísticas citadas por Tori, constam nomes como Lô Borges; Nelson Angelo; Joyce; Caetano Veloso; Itamar Assumpção; Fiona Apple; Boogarins; Warpaint; Radiohead; Broadcast; Ana Frango Elétrico; Anelis Assumpção; Madame Javali; Sandyalê; El Presidente e muitos outros. "É difícil dizer quais são as principais" - conclui. 

Ouça “Descese”: https://links.altafonte.com/descese  

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Cidade Dormitório desperta o rock sergipano

Foto: Luan Allen



Apesar de muitos fatores limitantes, a cena musical independente está se movimentando de alguma forma em Sergipe. Pelo menos este é o sentimento transmitido pela galera da banda Cidade Dormitório. Fundada em 2015, entre Aracaju e São Cristóvão (SE), município a cerca de 20 km da capital sergipana – onde rolam “a maioria dos corres” -, “a Cidade não para: a Cidade só cresce”.  Com poucos anos de estrada, além de terem passado por Belo Horizonte (MG), o quarteto já rodou quatro diferentes cidades do Sergipe: São Cristóvão, Aracaju, Simão Dias e Lagarto.


Na maioria das vezes, quando fora da capital, os shows foram realizados em ocupações culturais, na rua. Para o baterista e vocalista Fábio Aricawa, “este é um corre que a gente admira muito e acha muito foda de ser convidado e poder participar”.


Foto: Fernanda Correia

Misturando Mac DeMarco, Clube da Esquina, Nirvana, Pixies, Jards Macalé, Connan Mockasin, Homeshake, Timbalada, Daniel Johnston e Garotos Podres, a Cidade Dormitório conta com diferentes influências na formação musical dos seus integrantes. O guitarrista e o baixista tocavam juntos numa banda de punk rock; o vocalista tocava sozinho, em diferentes projetos e no quarto de casa, onde gravou o EP lolololo-fi, e o baterista chegou a tocar em bandas cover de reggae.



Foto: Divulgação/Facebook



Gravado no estúdio Mojo e no DdB, Lauro Francis, baixista; Heder "blisblis bluesman" Nascimento, guitarrista; Yves Deluc, compositor, guitarrista e vocalista, e Fábio lançaram, no início de 2017, o EP “Esperando o Pior”.


“Tem muita gente lançando EP, disco e clipe, aqui no Sergipe. Muita coisa fodona que não tem muita visão por uns motivos que a gente não sabe quais são ou não tem como entender. É difícil se manter na cena aqui, mas a gente - e todo mundo que faz ou quer fazer parte dela – torna tudo possível para que ela ainda se sustente” – ressalta o batera.


Conheça a Cidade Dormitório:


EP de “Esperando o Pior”:



Clipe da música Setas Azuis:

https://www.youtube.com/watch?v=YE3yil0gzPY 

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