quarta-feira, 27 de maio de 2026

Mangueira supera marca de mil alunos em oficinas gratuitas de música e geração de renda

 

Fotos: divulgação 

Quilombo urbano focado em transformar histórias, resgatar trajetórias e pavimentar caminhos mais justos para o futuro, a Estação Primeira de Mangueira prova, mais uma vez, que o impacto de uma escola de samba ecoa muito além dos desfiles na Sapucaí. Tradicional polo de resistência cultural, a Verde e Rosa celebra, neste mês de maio, um marco histórico em suas Oficinas Carnavalescas: a atual edição superou a marca de mil alunos beneficiados, registrando o recorde absoluto de atendimentos do projeto.

As atividades, que seguem até sexta (29), ocupam a quadra da agremiação com uma proposta que une o resgate ancestral à urgência econômica: oferecer formação técnica gratuita e abrir portas para a geração de emprego e renda, priorizando moradores da comunidade e pessoas em situação de vulnerabilidade social

O projeto se destaca pela diversidade de seu escopo. Longe de se limitar aos bastidores do barracão, as oficinas abraçam a formação musical, a dança e o empreendedorismo estético. Quem frequenta a quadra tem a chance de aprender com quem vive o dia a dia da escola, integrando-se diretamente com os mestres da tradicional bateria da Mangueira.

O cardápio de atividades gratuitas inclui percussão; cavaquinho; violão; canto; samba no pé; dança afro; zumba; além de oficinas de tranças. "Mais do que ensinar um ofício, as oficinas devolvem esperança e mostram novos caminhos para quem muitas vezes não se sentia visto", reflete a presidenta da Mangueira, Guanayra Firmino.

Legado


Realizadas de forma contínua desde 2025, as Oficinas Carnavalescas se consolidaram como uma tecnologia social robusta, dentro da favela. Para a diretoria da escola, o resultado mais importante não está nos números frios do recorde, mas sim na emancipação de cada participante.

A iniciativa atua na base da dignidade humana, fortalecendo a autoestima e os vínculos comunitários em um território que frequentemente precisa criar suas próprias oportunidades, diante da ausência do Estado.

“Hoje, o foco é no resultado. Nos rostos, nas histórias e em cada certificado que representa conquista, aprendizado e transformação. Um registro afetivo do impacto que a gente constrói juntos, valorizando quem é da casa e fortalecendo o nosso futuro”, enfatiza Guanayra.

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