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| Foto: Daniel Lobo/divulgação |
Após três décadas de estrada e colaborações com gigantes da música brasileira e internacional, o percussionista e produtor Bernardo Aguiar dá um passo definitivo em sua trajetória autoral. No próximo dia 15 (sexta-feira), o artista lança Káminhos Benaguiá, um projeto que subverte a lógica tradicional da indústria, ao apresentar uma obra integralmente audiovisual, onde música e estética visual nascem de um mesmo DNA.
Conhecido por sua atuação de 20 anos no grupo Pife Muderno e parcerias com nomes como Guinga e Hermeto Pascoal, Aguiar assume em seu primeiro disco solo o papel de "arquiteto musical". Inspirado pela sinestesia de gênios como Naná Vasconcelos e Tom Jobim, ele não apenas compõe e toca, mas também assina a direção visual, edição e mixagem do projeto.
Narrativa
Em Káminhos Benaguiá, a percussão deixa de ser o acompanhamento para se tornar o eixo central. Ela dita não só o ritmo sonoro, mas também os cortes de câmera e as texturas das imagens. O trabalho é composto por "faixas audiovisuais" — e não apenas videoclipes — que incorporam sons da natureza, captados em expedições à Amazônia, criando uma experiência imersiva que flerta com o cinema.
"A música nasce do mundo, e não só do instrumento", afirma Bernardo, que buscou criar um universo onde o som sugere cor e a imagem reorganiza a escuta.
Conexões
Disponível no YouTube a partir de meados de maio, o projeto convida o público à escuta atenta, combatendo o consumo fragmentado da era digital. Com Káminhos Benaguiá, Bernardo Aguiar reafirma seu papel como um dos produtores mais inventivos da música brasileira atual, posicionando a percussão no epicentro da criação contemporânea.


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