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| Foto: Daniela Morais (divulgação) |
A distância geográfica entre o Rio de Janeiro e Havana acaba de encurtar em dez faixas. O grupo Los Bodegueros lança seu álbum de estreia, Rio Habana, um projeto ambicioso que costura a malandragem do samba brasileiro à cadência histórica de ritmos cubanos como o bolero, o chá-chá-chá e o son.
Idealizado por Guilherme Barbosa e com direção musical do pianista Fernando Leitzke, o disco foi gravado em estúdios nas duas capitais e funciona como uma verdadeira ponte aérea cultural. O trabalho não se limita à fusão rítmica; ele reverencia a ancestralidade. Um dos grandes destaques é a faixa que homenageia Dona Ivone Lara.
Interpretada por Simone Lial, a canção desenha um legítimo son cubano cantado em português, imaginando a rainha do samba, caminhando pelas ruas de Havana.
Para dar vida a essa simbiose, o projeto reuniu um time de instrumentistas de peso. A base brasileira — que conta com nomes como Gutto Wirtti e Marcus Thadeu — ganha o tempero internacional dos colombianos Vitico Percussa e José Valencia, e do argentino Agustín Ríos. A legitimidade caribenha nos vocais fica por conta dos cubanos David Campos, veterano com mais de quatro décadas de estrada, e Daybel Rodriguez, conhecido barítono do icônico bar La Bodeguita del Medio.
O álbum traz ainda participações de gala da consagrada Áurea Martins e do mestre da percussão Armando Marçal na faixa “Abolerou”, um bolero contemporâneo com forte inspiração na leveza de João Donato.
Lançado pelo selo Cantores del Mundo — conhecido por amplificar conexões globais e latino-americanas, Rio Habana já está disponível nas principais plataformas digitais.


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