quarta-feira, 6 de julho de 2022

'The Word`s Not Talking', da banda Transit in the Ryes, celebra a vida, apesar do luto

Single é aperitivo para novo EP


Tema recorrente dos últimos anos, como humanidade, temos passado, todos, pelo vazio do luto, da perda, da dor e da dificuldade de nos reerguer. Essa é a tônica do single de ‘The World`s Not Talking’, da banda gaúcha Transit in the Ryes: da tristeza à celebração, a vida insiste em pulsar – apesar de tudo.  

 

Divulgação

O guitarrista, vocalista e compositor, Henrik Karlholm, destaca que o luto não se relaciona apenas à morte. Trata-se, também, do encerramento de ciclos, fases da vida e relações interpessoais. “Mesmo partindo de fatos únicos da nossa experiência, a música nos permite dividir esse peso com aqueles que com ela se identificam, tornando-o mais leve” – compara o artista.





 

O luto como temática, aliás, ecoa na sonoridade do quarteto. Dependendo do momento em que as canções foram compostas, ficam marcadas por diferentes sentimentos e sons. Afinal, de acordo com Henrik, “mesmo na tristeza, há beleza. E devemos, a quem amamos, refletir isso no nosso som” – filosofa.

 

Ele está certo. A poesia da letra, a melodia da voz e a intensidade dos instrumentos podem demonstrar diversos sentimentos, simultaneamente, compondo o conjunto da obra. Henrik acredita que a música é uma das formas mais eficientes de expressar e transmitir sentimentos, porque possui uma diversidade “bem grande de elementos capazes de cumprir tal papel, numa composição”:

 

“Para mim, o maior mistério em torno dessa categoria de arte é o processo catártico que ela permite ao ouvinte, que pode se identificar e lidar melhor com os seus próprios sentimentos. Impressiono-me com a força que isso tem e como faz despertar, talvez - não o que há de mais vivo, mas sim - o que há de mais humano em nós: nossas emoções”.


 Aliado ao entrosamento da banda, artista multimídia trabalha por música

Durante o processo de gravação de ‘The World`s Not Talking’, Henrik acumulou diferentes funções. Além de músico, foi o produtor e responsável pela mixagem e masterização da obra. O músico destaca que a importância desse comportamento “multimídia” e quase onipresente, em todas as atividades, é uma tendência de artistas, em todo o mundo, seja por necessidade ou por uma vontade de ter mais envolvimento com a arte produzida. Ele destaca que o single ’The World’s Not Talking’, especificamente, teve um processo mais solitário do que o resto das músicas do EP, que contou, nas outras faixas, com um envolvimento mais intenso de outros membros da banda, tanto na produção, como na composição:

 

“Essa colaboração é muito importante. Temos muita confiança um no outro. Gostamos de estar presentes em toda a trajetória da música. Ela tem que passar por todos para ser aprovada. E também conhecemos nossas limitações. Por exemplo, se não sei direito o que fazer com uma parte de uma música, observo o que outro pensa em fazer. Dessa forma, tudo se torna mais fácil e produtivo”.

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