![]() |
| Fotos: divulgação |
Enquanto a indústria musical muitas vezes dita caminhos prontos, a cantora e compositora Thati Dias escolheu a contramão. Com uma década de estrada, a artista consolida sua carreira longe das fórmulas fáceis, apostando em uma assinatura que costura Música Popular Brasileira, Jazz, R&B e Samba. O resultado é um trabalho autoral onde a palavra e a performance ditam o tom.
Essa identidade ganhou corpo em Soturna (2024), seu álbum mais recente. O disco — que traz faixas como Um Labirinto em Cada Pé e Silente Oração — transformou-se em um espetáculo cênico-musical que lotou teatros pelo Rio de Janeiro, impulsionado pelo edital Sesc Pulsar. "A música é um meio para catarse: explosão e cura", define Thati. Para ela, o palco é um organismo vivo: "O show nunca é igual porque as pessoas transformam aquilo que eu canto".
Viral
Se nos teatros e casas icônicas como o Blue Note, no Rio, a atmosfera é de intimidade, na internet a dinâmica ganha outra escala. Ao lado da cantora Júlia Vargas, Thati rompeu a bolha digital. Os vídeos da dupla já ultrapassam 10 milhões de visualizações, puxados especialmente por H de Horror — uma paródia ácida de Homem com H (sucesso com Ney Matogrosso) que usa o humor e a ginga teatral para questionar o patriarcado.
"É muito bom perceber que uma pessoa pode me conhecer através de um vídeo de denúncia com humor ácido e, depois, descobrir um disco inteiro de composições autorais com uma forte carga emocional", ressalta a cantora.
Essa dualidade, longe de ser um problema, virou ponte. O público, que chega rindo dos vídeos curtos, acaba fisgado pela profundidade do repertório de Thati no streaming. No fim das contas, seja no silêncio de um acorde de jazz ou no eco de um viral, o objetivo da artista permanece o mesmo: provocar reflexão e criar conexões sinceras.
.jpeg)
.jpeg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário