O saxofonista niteroiense Marcelo Cucco começou recentemente sua carreira solo e escolheu o colombiano Andrés Patiño Casasfranco para produzir o seu primeiro álbum: “Sax Experience”. Andrés é produtor fonográfico, multi instrumentista e já gravou três discos, com a participação do saxofonista brasileiro como intérprete, compositor e arranjador.
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Com este novo álbum, Cucco deseja convidar as pessoas a experimentar o som do saxofone numa atmosfera eletrônica, dançante, psicodélica e jazzística. O nome das músicas do álbum fazem referência a lugares da América do Sul, por onde ele passou com seu sax, nos últimos cinco anos, em meio a concertos com grupos locais e amigos. Para o artista, todo caminho traçado anteriormente está presente na linguagem musical do álbum, a ser lançado nas principais plataformas digitais a partir de fevereiro de 2019.
Surgida em 2016, quando os guitarristas e vocalistas Flavio Abbes e Bruno Rezende começaram a se reunir para improvisar no estúdio, a banda carioca O Branco e o Índio coletou um material musical experimental, lançando seu primeiro disco homônimo. Em 2017, resolveram chamar o baixista Roberto Souza eo baterista Pedro Serra para retornar ao pop: às melodias e à métrica, à boa e velha canção. Mas os ruídos, a dissonância, os arranjos tão perturbadores quanto fascinantes permanecem no seu art-rock-pop-experimental.
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Em novembro de 2018 vão lançar o álbum Plantas Renováveis, produzido e mixado pela própria banda. No disco, com 12 músicas originais, há uma mistura de sons e ritmos que passa por Talking Heads, Mutantes, Sonic Youth, Clube da Esquina, Ween, Júpiter Maçã, James Chance, Neu! e Devo (entre outras influências), que, misturadas às extensas experiências musicais dos seus quatro integrantes, geram o som sensorial e imagético com letras neo-concretas, existenciais e surreais d'OBrancoeoÍndio.
“The Adequacy Waltz” é a faixa que abre “Who Are You Wearing?”, EP de estreia do duo
post-punk carioca The Lautreamonts
Você é daqueles que já passou pelo post-punk, tropeçou no grunge dos anos 90 e, com o boom do
mp3, procurou tudo o que havia de mais obscuro na Internet? Depois destes anos todos, fica cada vez
mais difícil encontrar um som que realmente chame atenção, não é mesmo?
Sabe quando bate aquela fome no domingo à noite e você abre a geladeira mil vezes, olha em volta,
mas não encontra nada por que nunca soube exatamente o que estava procurando? Esta sensação com relação à música foi a inspiração necessária para que Martha F. (ex-vocalista do Set-Setters e ex-guitarrista do Nauzia) e Hudson Barros (ex-baterista de Set-Setters, TRONN e INP$) montassem o projeto The Lautreamonts.
Os primeiros compassos de "The Adequacy Waltz", música que abre o primeiro EP do duo - "Who Are You Waring?" - já anunciam a fuga do convencional. "A produção foi feita em nosso próprio estúdio, o que permitiu explorarmos a quase infinita gama de possibilidades que a tecnologia pode oferecer. Sem as limitações de uma banda tradicional, não poupamos tempo nem esforço durante a experimentação e pesquisa por novos sons. Nossa “Valsa da Adequação” fala da busca desesperada pela aceitação social. É uma visão irônica sobre como tentamos nos encaixar num modelo de vida idealizado, seguindo os passos sincronizados de uma dança muito esquisita" - explica Martha.
Numa clara influência de música
árabe, é da cítara que vem o riff principal. Ela é acompanhada pela percussão, um elemento que
também será fundamental em todas músicas do disco.
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O som da banda é feito pra gente que percebe detalhes e sutilezas, mas também gosta de distorção e peso. Confira o Lyric Video de The Adequacy Waltz, primeiro single do duo:
Assim como no livro surrealista “Os Cantos de Maldoror” do Conde de Lautreamont (sim, é de onde vem o nome), os Lautreamonts soam tão belos quanto “o encontro de um guarda-chuva com uma máquina de costura numa mesa de dissecação”.
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Fato é que, depois de tocarem em diferentes projetos nos anos 90 e meados dos 2000, alguma coisa ainda estava faltando para Martha e Hudson. Quem é fã de Siouxsie and the Banshees, Elysian Fields, Dead Can Dance,
experimentação e sarcasmo, já pode ficar ligado que The Lautreamonts é um prato cheio: Sirva-se à vontade!
Na noite desta sexta-feira (3), três bandas da cena post-punk e goth rock brasileira tocam no Saloon 79, em Botafogo, Rio.
Um dos principais nomes da cena darkwave brasileira, a The Knutz é conhecida por seus shows enérgicos e performances marcantes. Eles acabam de lançar o terceiro disco, "The Tower", e farão sua primeira apresentação no Rio de Janeiro, após tour na Alemanha.
Em show de despedida, a Gangue Morcego ataca com a fusão entre Post-Punk, Deathrock e Noise Rock, destilando todo o terrorismo sonoro híbrido que marca o álbum "Olhem Para As Ruas".
A banda 1983 é um duo paulista formado por Dennis Sinned e Nill Salles. Com um tom confessional e intimista, o duo apresenta, pela primeira vez no Rio, impressionantes composições de Sinned, que, neste projeto, envereda-se pelo post-punk e o experimentalismo, dando maior visibilidade aos synths e beats eletrônicos.
Gangue Morcego. Imagem: Divulgação
Na Pista, o melhor do Gothic Rock, Dark Wave, Post Punk, New Wave e Synthpop. No segundo andar, sinuca e karaokê.
Entrada : Até as 22h, R$ 15; após as 22h, R$ 20.
O Saloon 79 fica na Rua Pinheiro Guimarães, 79, em Botafogo, Rio.
Nesta sexta-feira (13), Dia Mundial do Rock, estréia, em Niterói (RJ), o projeto Meio-Fio. Proposta independente de artistas locais, ele prioriza a divulgação de trabalhos autorais num formato simples, urbano e adaptável ao ambiente das apresentações. No evento debutante, João Ninguém, Ned Eckhardt e Paulo Beto fazem o som no Babel 08 Artes, um espaço cultural aberto e de formato colaborativo.
João, Paulo e Ned. Foto: Maria Luiza Oliveira
Idealizador do projeto, Ned destaca que a cidade já ensaiou este tipo de organização diversas vezes, em coletivos, movimentos ou mesmo através de festas fixas, que reuniam um grupo de artistas por trás da ideia. "Nossa cidade é repleta de musicistas e músicos incríveis, com trabalhos interessantíssimos, criativos e de muito bom gosto. Jessé, Baby Consuelo, Cauby Peixoto e Sérgio Mendes são niteroienses. Niterói ainda tem muita gente de qualidade, aguardando para serem descobertas. Acreditamos que a organização e a troca de experiências entre esses artistas pode contribuir para a criação de uma rede que ajude a divulgar ainda mais o trabalho de todas e todos" - conta Ned, ressaltando que o nome, "Meio-Fio", remete ao artista de rua, que toca na calçada, em contato direto com o expectador.
Imagem: Divulgação
"Quando surgiu a ideia do meio-fio, encontramos na Babel 08 uma boa parceira. É um lugar novo na cidade, que respira cultura e tem tudo para virar uma referência cultural em Niterói" - conclui o artista.
Cidade é a primeira no Brasil a participar da celebração global
Na próxima quinta (21), Niterói (RJ) recebe pela primeira vez o Make Music Day, uma celebração mundial da música com apresentações ao vivo e gratuitas em mais de 750 cidades no mundo. Das 10h às 22h, serão 15 palcos espalhados pela cidade, totalizando 65 horas de música feita por mais de 100 músicos e bandas que se inscreveram para participar desta festa que acontecerá pela primeira vez em uma cidade brasileira.
Entre as atrações musicais confirmadas estão Orquestra de Cordas da Grota (Teatro Municipal de Niterói, 16h30) e Batuquebato (Praça Getúlio Vargas, 18h), além de grupos de samba, hip hop, música popular que irão se apresentar em locais como a calçada do Teatro Municipal de Niterói, o Museu de Arte Contemporânea e o Museu de Arqueologia de Itaipu, além de bares e restaurantes. O ponto alto do dia ficará por conta do palco localizado na Praia de Icaraí, que contará com as bandas como a Venus Café, que se apresenta às 19h.
André Barroso (Foto: Facebook)
Para conhecer a programação completa, consulte o site: www.makemusicday.org/niteroi ou baixe o aplicativo gratuito para iOS e Android Make Music Niterói.
A Punching Namard surgiu em 2013, com a ideia de misturar o peso e a sujeira do punk
tradicional aos fraseados melódicos e os diversos instrumentos da música folk irlandesa e
celta; formada inicialmente por Alexandre “Manjuba” (Voz) e Thiago Xavier (Violino/ Tin Whistle),
conta atualmente também com Sidney Santana (Baixo); Leo Peccatu (Bateria/Bodhrán);
Rafael “Morango” (Guitarra / Voz) e Silas Mendes (Banjo / Mandolin / Accordion / Voz). Assista ao clipe da música "Confession".
Espaço dedicado à música independente na programação da TV Brasil, o Reverbera recebeu na última semana o trio carioca Barba Ruiva. O episódio já está disponível na íntegra no YouTube.
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Além de destaques do disco de estreia, como “Sonho do Sonho”, “Praia” e “Portas abertas”, o Barba Ruiva mostrou ainda as inéditas “Tédio II” e “Marionete de Estimação”. Formado por Rafael Figueira (voz e guitarra), Leonardo de Castro (baixo) e Aline Vivas (bateria), o grupo apresentou sua sonoridade “indie bossa rock n’ roll”, explorando também influências do blues e da psicodelia que marcam presença no já elogiado trabalho, lançado neste segundo semestre pelo selo Caravela.
A sonoridade do Barba Ruiva foi construída após uma longa vivência de seus integrantes nos Estados Unidos, mas sem nunca abrir mão de suas raízes musicais. Foi a partir de 2005 que a banda se uniu, e o álbum é um retrato dessas últimos doze anos de composições, abrangendo uma variada gama de temáticas - tão urbanas e urgentes quando sua própria música. O Barba Ruiva agora segue em turnê com este trabalho e prepara outras novidades para 2018.
Misture o peso e a sujeira do punk rock tradicional aos fraseados melódicos e aos diversos instrumentos da música folk irlandesa e celta. As bandas Punching Namard e Tailten levam o melhor do Irish Punk para a festa Trevo Torto, na Lapa, Rio.
No próximo dia 20, sexta-feira, o guitarrista e compositor Marcelo Sant`Anna apresentará seu projeto inédito "Blauklang", no evento multicultural "Goma de Portas Abertas", no espaço de coworking Goma, na Gamboa, Rio. Com uma sonoridade que mistura programações eletrônicas a improvisos de guitarra, o conceito de "Blauklang" - que significa som azul em alemão - resume a influência de guitarra e blues (azul), com a sonoridade alemã "Krautrock", tão importante na história da música eletrônica mundial. Confira a entrevista que ele concedeu ao blog.
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CMIND: Há quanto tempo, onde e de que forma surgiu o seu projeto musical?
Marcelo Sant`Anna: Meu trabalho solo começou depois de eu ter passado por diversas bandas de rock e blues e da minha experiência participando de shows com diversos músicos conceituados daqui do Rio de Janeiro. Sou formado desde 1995 em guitarra e harmonia funcional, numa excelente escola de Copacabana, a Musiarte. Sempre busquei aplicar esse conhecimento teórico no rock e no blues, que sempre foram os estilos que eu mais me identifico. A partir de 2015, comecei a estudar os sintetizadores vintage e suas possibilidades. Passei a utilizá-los em trilhas que passei a compor para arte audiovisual. Então, foi um processo natural juntar os sintetizadores e a guitarra elétrica para, assim, surgir a sonoridade e todo o conceito deste meu novo trabalho.
CMIND: Notei que no som que você faz há um misto de música eletrônica e guitarra elétrica. Você grava tudo sozinho?
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Marcelo Sant`Anna:Sim, gravo. Como também sou multi-instrumentista e produtor musical, decidi, pela primeira vez, gravar tudo sozinho. Fui gostando da liberdade do processo e do resultado. Faço tudo assim, desde a gravação até a mixagem e a masterização.
CMIND: O que você ouve e o que de fato o influencia musicalmente?
Marcelo Sant`Anna: Acredito que tudo o que ouvi e ouço desde criança acaba me influenciando de alguma forma, desde Beatles até bossa nova, MPB e rock brasileiro. Enquanto estudava Harmonia Funcional, passei a ouvir, principalmente, muito jazz e fusion. Minha linguagem na guitarra sempre foi muito influenciada por guitarristas de blues, como Albert Collins, Buddy Guy e Eric Clapton. Claro que bandas de rock como Led Zeppelin, Black Sabbath, e Pink Floyd, assim como Jimi Hendrix e Jeff Beck também foram todos muito importantes na minha formação como guitarrista e compositor. Atualmente, tenho sido bastante influenciado por compositores de trilhas sonoras de cinema que vão desde Ennio Morricone e John Carpenter até Hans Zimmer e Trent Reznor, do Nine Inch Nails, artistas e bandas de música eletrônica e experimental como Kraftwerk, Cluster, Aphex Twin, Gary Numan, Depeche Mode e Arto Lindsay, além de compositores estruturalistas como Webern e Schönberg.
CMIND: Vocês chegou a tocar em algumas festas? Quais?
Marcelo Sant`Anna: Por conta do atual formato do meu trabalho, e pelo fato de eu tocar todos os instrumentos, ainda não encontrei uma forma possível e que me deixasse inteiramente satisfeito para apresentar estas últimas composições com o mínimo de fidelidade ao material gravado. Mas acredito que, assim que encontrar os músicos certos, elas entrarão nos próximos shows. Em relação às trilhas sonoras, que venho compondo e são parcerias com trabalhos de arte audiovisual, o foco é expor em espaços voltados para a arte, como foi no caso da trilha de ONOVODENOVO (vídeo abaixo), feita a convite da marca de acessórios upcycled Odyssee, que ficou, neste ano, exposto por mais de três meses no Oi Futuro Flamengo, aqui no Rio.
Oespaço de coworking Goma fica na Rua Senador Pompeu, 82-86, na Gamboa, Rio de Janeiro.